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Banco Central reduz os juros para 8,75 porcento ao ano; esta é a taxa básica dos juros, enquanto isto, os bancos continuam cobrando juros nas alturas !

Brasília – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) cortou hoje (22) a taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual. Os juros caíram de 9,25% para 8,75% ao ano. Foi a quinta redução da taxa Selic em 2009, no total de 5 pontos percentuais, pois a taxa começou o ano em 13,75%. Com a decisão de hoje, os juros reais calculados para os próximos 12 meses (descontada a inflação) caem dos atuais 4,9% para 4,4% ao ano.

Em nota à imprensa, o Copom informou que a decisão foi unânime e adiantou que o patamar de 8,75% “é consistente com um cenário inflacionário benigno, contribuindo para assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas ao longo de horizonte relevante, bem como para a recuperação não inflacionária da atividade econômica”.

Em um movimento idédito, o Brasil se distancia do pódio de juros reais mais altos do mundo e ocupa agora a quinta posição do ranking elaborado pela Uptrend Consultoria Econômica, com base das 40 maiores economias. Está atrás da China (7,1%), Hungria (5,6%), Tailândia (5,5%) e Argentina (4,9%), enquanto a Venezuela continua na liderança dos juros nominais mais altos: 20,3% ao ano.

A taxa Selic serve de referência para a economia interna. Com base nela, os bancos estipulam as taxas a serem cobradas dos clientes, pessoas físicas ou jurídicas, sempre em níveis bem mais altos. Os bancos alegam como justificativa a necessidade de elevação do “spread” (diferença entre o custo de depósitos e de empréstimos) para reduzir riscos nas transações bancárias.

O vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, disse que a taxa média de juros bancários para pessoa física, no mês passado, foi de 7,26%, a mais baixa desde abril de 2008. Mesmo assim equivale a 131,87% ao ano, ante uma taxa básica que estava em 9,25% também ao ano.

Por Stênio Ribeiro – Repórter da Agência Brasi. Edição: Enio Vieira.

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Pesquisa mostra que juros bancários estão nos mesmos patamares anteriores à crise

Brasília – Pesquisa da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) constatou que houve redução das taxas de juros, nas operações de crédito, em junho. Foi o quinto mês seguido de taxas decrescentes.

Com isso, os juros cobrados pelos bancos retornaram aos mesmos patamares anteriores a setembro do ano passado, quando a crise financeira global se intensificou.

O levantamento foi coordenado pelo vice-presidente da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, que atribui a reversão dos juros bancários a dois fatores. Primeiro, à redução da taxa básica de juros (Selic), que cedeu de 17,75% para 9,25% ao ano, de dezembro de 2008 para cá. Depois, à percepção de melhora do cenário econômico, tanto no país, como no exterior.

Segundo Oliveira, a pesquisa constatou que as condições de crédito, no momento, são semelhantes às condições anteriores à crise, tanto no alongamento dos prazos de financiamento, quanto na redução dos juros. Para o presidente da Anefac, a situação “deve melhorar mais ainda no segundo semestre”, com o aumento do volume de recursos emprestado e a maior flexibilidade nas contratações.

Oliveira segue a percepção geral de economistas nacionais, de que “o pior da crise já passou”, e acredita em novas reduções da taxa Selic até o final do ano, o que, segundo ele, “levará as instituições financeiras a emprestar mais, provocando maior competição de mercado”. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que definirá a taxa anual, será na semana que vem, dias 21 e 22.

“A nossa expectativa é que o consumidor brasileiro vá conviver daqui para a frente com uma situação nova, de reduções dos juros das operações de crédito em patamares superiores às quedas da taxa básica de juros”, disse ele, lembrando que, durante muito tempo, o consumidor conviveu com reduções das taxas de juros em patamares inferiores às quedas da Selic, e, inclusive, com quedas da taxa e aumento de juros ao consumidor.

Na avaliação de Oliveira, de agora em diante, “deveremos ter reduções das taxas de juros, seja para produção [pessoa jurídica] como para consumo [pessoa física], em patamares superiores às quedas da Selic. Deveremos, inclusive, ter períodos em que a Selic vai ficar inalterada e as taxas de juros das operações de crédito vão ser reduzidas”.

Das seis linhas de crédito pesquisadas, para pessoa física, duas ficaram estáveis em junho, comparado a maio (cartão de crédito e financiamento de veículos) e quatro foram reduzidas (juros do comércio, cheque especial e empréstimo pessoal dos bancos e das financeiras). A taxa de juros média para pessoa física caiu de 7,28% para 7,26% ao mês (131,87% ao ano) e é a menor desde abril de 2008.

Os juros do comércio caíram de 6,10% para 6,06%, o cheque especial cedeu de 7,59% para 7,54%, o empréstimo pessoal de bancos baixou de 5,36% para 5,30% e o empréstimo pessoal de financeiras foi de 11,19% para 11,17% ao mês. O cartão de crédito manteve os juros de 10,68% e o CDC-bancos permaneceu em 2,78%.

Das quatro linhas de crédito pesquisadas, para pessoa jurídica, duas ficaram estáveis (capital de giro e conta garantida) e duas foram reduzidas (desconto de duplicatas e desconto de cheques). A taxa de juros média para empresas baixou de 4,15% para 4,12% ao mês (62,33% ao ano) e é a menor desde janeiro de 2008.

A taxa para desconto de duplicatas caiu de 3,59% para 3,54% e o desconto de cheques baixou de 3,71% para 3,65% ao mês, enquanto os juros para capital de giro se mantiveram em 3,74% e, para conta garantida, permaneceram em 5,55% ao mês.

Por Stênio Ribeiro – Repórter da Agência Brasil. Edição: Lana Cristina.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

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Nota oficial da Central Única dos Trabalhadores sobre a taxa Selic

Irrisória queda atende os interesses do capital especulativo

Como sempre, o Banco Central e o Copom estão aquém dos esforços dos setores produtivos da sociedade brasileira no enfrentamento da crise. A irrisória queda na Selic anunciada hoje atende os interesses do capital especulativo, o mesmo cujas aventuras jogaram a economia internacional no impasse em que se encontra.

Voltamos a cobrar que o Conselho Monetário Nacional, que incide sobre as decisões do Copom, seja composto também por representantes dos trabalhadores e do setor produtivo em geral, como forma de incluir metas de geração de empregos e de crescimento na condução da política econômica. Esta continua sendo uma pauta de nossa Central, que ganhará as ruas, junto com os movimentos sociais, no próximo dia 14 de agosto, na Jornada Nacional Unificada de Lutas. Sempre em defesa dos empregos dos brasileiros, dos salários e dos direitos.

Artur Henrique, presidente nacional da CUT.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.cut.org.br.

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