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Banco do Brasil e Caixa lideram aumento de juros em abril

Curitiba – O Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal (CEF) foram os dois bancos que mais aumentaram os juros no cheque especial e no empréstimo pessoal em abril, segundo uma pesquisa feita pelo Procon de São Paulo. O aumento dos valores cobrados acompanha um movimento de mercado iniciado em setembro do ano passado, quando o Banco Central começou a elevar a Selic – taxa básica de juros.

O comportamento dos bancos federais contrasta com o desconforto mostrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os juros de bancos e financeiras. Lula afirmou, na segunda-feira, que o consumidor é comodista e não pesquisa as taxas antes de contrair um empréstimo. O resultado seria a falta de concorrência no mercado financeiro e a manutenção de porcentuais extorsivos nos contratos.

O problema da fala presidencial, de acordo com especialistas no setor bancário, é que o consumidor nem sempre tem a chance de buscar uma instituição que oferece juros mais baixos. Além disso, a diferença nos porcentuais cobrados pelos agentes financeiros é muito pequena para compensar a mudança.

“O presidente tem razão em reclamar do consumidor, porque em geral o brasileiro não costuma pesquisar as taxas”, diz o economista Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac). “Mas ele também poderia facilmente baixar os juros com o uso do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal”, completa.

A pesquisa do Procon-SP mostra que a diferença entre os juros cobrados pelos bancos federais e as taxas das demais instituições, que já era pequena, caiu em abril. Os técnicos do órgão paulista compararam os porcentuais de correção para débitos no cheque especial e para empréstimos pessoais coletados nos dias 4 e 5 de abril com as mesmas informações do início de março. Na CEF, a taxa do cheque especial subiu mais de 4% e chegou a 7,95% ao mês. No BB, esse mesmo produto teve acréscimo de 1,27%. Dos outros oito bancos que fazem parte da pesquisa, só o Bradesco elevou os juros, em 0,85%.

O empréstimo pessoal passou a ter taxas 2,2% mais altas na CEF e 2,11% maiores no BB. Entre os bancos privados, somente o Bradesco (1,22%) e o HSBC (1,16%) corrigiram os juros cobrados. Apesar do aumento, as instituições públicas ainda apresentam porcentuais mais atraentes do que as privadas. “Só que a diferença é muito pequena para levar alguém a abrir outra conta”, afirma o advogado João Antônio Motta, especialista em direito bancário.

Motta lembra que uma nova conta exige o pagamento de uma taxa, um depósito mínimo que, em média, é de R$ 100 e a aprovação de um novo cadastro. “Há outras desvantagens, como o limite menor e o fato de que contas para recebimento de salários não podem ser transferidas”, destaca.

Para o Procon-SP, a pesquisa de juros não é feita para influenciar o consumidor na escolha de um novo banco. “Fazemos a comparação para as pessoas aprenderem a usar melhor o crédito”, diz a diretora de estudos e pesquisas do Procon-SP, Cláudia Costa. “Mudar de instituição nem sempre é conveniente.”

Fonte: Gazeta do Povo – Guido Orgis

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Banco do Brasil e Caixa lideram aumento de juros em abril

Curitiba – O Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal (CEF) foram os dois bancos que mais aumentaram os juros no cheque especial e no empréstimo pessoal em abril, segundo uma pesquisa feita pelo Procon de São Paulo. O aumento dos valores cobrados acompanha um movimento de mercado iniciado em setembro do ano passado, quando o Banco Central começou a elevar a Selic – taxa básica de juros.
O comportamento dos bancos federais contrasta com o desconforto mostrado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os juros de bancos e financeiras. Lula afirmou, na segunda-feira, que o consumidor é comodista e não pesquisa as taxas antes de contrair um empréstimo. O resultado seria a falta de concorrência no mercado financeiro e a manutenção de porcentuais extorsivos nos contratos.
O problema da fala presidencial, de acordo com especialistas no setor bancário, é que o consumidor nem sempre tem a chance de buscar uma instituição que oferece juros mais baixos. Além disso, a diferença nos porcentuais cobrados pelos agentes financeiros é muito pequena para compensar a mudança.
“O presidente tem razão em reclamar do consumidor, porque em geral o brasileiro não costuma pesquisar as taxas”, diz o economista Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac). “Mas ele também poderia facilmente baixar os juros com o uso do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal”, completa.
A pesquisa do Procon-SP mostra que a diferença entre os juros cobrados pelos bancos federais e as taxas das demais instituições, que já era pequena, caiu em abril. Os técnicos do órgão paulista compararam os porcentuais de correção para débitos no cheque especial e para empréstimos pessoais coletados nos dias 4 e 5 de abril com as mesmas informações do início de março. Na CEF, a taxa do cheque especial subiu mais de 4% e chegou a 7,95% ao mês. No BB, esse mesmo produto teve acréscimo de 1,27%. Dos outros oito bancos que fazem parte da pesquisa, só o Bradesco elevou os juros, em 0,85%.
O empréstimo pessoal passou a ter taxas 2,2% mais altas na CEF e 2,11% maiores no BB. Entre os bancos privados, somente o Bradesco (1,22%) e o HSBC (1,16%) corrigiram os juros cobrados. Apesar do aumento, as instituições públicas ainda apresentam porcentuais mais atraentes do que as privadas. “Só que a diferença é muito pequena para levar alguém a abrir outra conta”, afirma o advogado João Antônio Motta, especialista em direito bancário.
Motta lembra que uma nova conta exige o pagamento de uma taxa, um depósito mínimo que, em média, é de R$ 100 e a aprovação de um novo cadastro. “Há outras desvantagens, como o limite menor e o fato de que contas para recebimento de salários não podem ser transferidas”, destaca.
Para o Procon-SP, a pesquisa de juros não é feita para influenciar o consumidor na escolha de um novo banco. “Fazemos a comparação para as pessoas aprenderem a usar melhor o crédito”, diz a diretora de estudos e pesquisas do Procon-SP, Cláudia Costa. “Mudar de instituição nem sempre é conveniente.”
Fonte: Gazeta do Povo – Guido Orgis

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