Brasília – O Banco do Brasil iniciou hoje (2) o programa de emissão de recibos de ações (ADRs nível 1) negociadas no mercado de balcão norte-americano. No mercado de balcão, as negociações são realizadas pelas instituições financeiras, por meio eletrônico ou por telefone.
Segundo o BB, o programa permitirá a diversificação da base acionária, o aumento da liquidez das ações e a redução do efeito cambial para o investidor americano. Além disso, possibilitará que investidores institucionais impedidos de negociar ações em reais invistam em papéis do banco. Os pedidos de compra e venda serão acolhidos pelo Bank of New York Mellon, instituição selecionada para ser depositária do programa.
“A emissão de ADR nível 1 é uma das portas de acesso para o mercado de capitais norte-americano, aumenta o comprometimento com o mercado global e reduz a percepção de risco do investidor. Já o investidor americano vai poder negociar ações e receber dividendos do Banco do Brasil em dólares e realizar operações no mercado em que está mais habituado”, diz o BB, em nota.
O BB esclarece que os títulos não vão aumentar a quantidade de ações da instituição em circulação (free float), hoje em 21,7%, uma vez que as ADRs são recibos lastreados em ações já em circulação.
Pelo regulamento do Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o BB tem até junho de 2011 para elevar o free float a 25%. Na última sexta-feira (27), o banco comunicou ao mercado que estuda a realização de uma oferta pública primária ou secundária de ações, preservado o controle acionário da União.
Por Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil. Edição: Nádia Franco.
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Caixa Econômica compra 35,5% do Banco PanAmericano por cerca de R$ 740 milhões
Brasília – A Caixa Econômica Federal (CEF) pagou R$ 739,2 milhões para adquirir parte do Banco PanAmericano. Segundo comunicado divulgado hoje (1º) à noite, o banco estatal, por meio da Caixa Participações S.A. (Caixapar), adquiriu pouco mais de um terço do capital total da instituição financeira, mas compartilhará, em condições de igualdade, o poder com os administradores privados.
De acordo com nota conjunta assinada pelas duas instituições, a divisão igualitária de poder foi possível porque a Caixa comprou 49% das ações preferenciais mais 20,69% das ações preferenciais do PanAmericano. Considerando os dois tipos de ações, a Caixapar passou a deter 35,54% do capital total do banco.
As ações ordinárias dão direito a voto no conselho de administração da isntituição. As ações preferenciais têm prioridade na distribuição de dividendos (quando a empresa resolve repartir parte dos lucros com os acionistas), mas não permitem aos investidores interferirem nas decisões da companhia.
Ao deter 49% do capital votante, a Caixa pode indicar igual número de membros para o conselho de administração do PanAmericano. Segundo o comunicado, o acordo prevê que, a cada ano, a presidência do conselho será alternada entre a Caixapar e o Grupo Silvio Santos, que originalmente controlava o banco privado.
A conclusão da operação depende da aprovação do Banco Central. De acordo com a nota conjunta, os dois bancos pretendem compartilhar produtos e serviços, como conta corrente, cheque especial, cartões de crédito e sistema de cobrança.
Segundo a Caixa, a compra de parte do PanAmericano ampliará a atuação do banco estatal no crédito para a população de baixa renda, principalmente no financiamento de veículos e operações de leasing (arrendamento). O banco estatal informou ainda que pretende ampliar a atuação no crédito imobiliário, ao oferecer financiamentos habitacionais à base de clientes do PanAmericano.
Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil. Edição: Aécio Amado.
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