Brasília – O coordenador de Fiscalização da Receita Federal, Paulo Ricardo de Souza, afirmou ontem que das contas analisadas US$ 4,5 bilhões tiveram o próprio Banestado como beneficiário. Ele registrou dados de um laudo da Polícia Federal encaminhado em setembro de 2002 à Receita sobre 137 contas correntes da agência do banco em Nova Iorque.
Para agilizar as investigações sobre o caso, o presidente da comissão parlamentar de inquérito que investiga a evasão de divisas do país por meio das chamadas contas CC-5, a CPI do Banestado, senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), informou ontem que os integrantes do colegiado manterão reuniões semanais com as áreas do governo envolvidas na apuração do caso, como o Ministério da Justiça, a Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público da União.
Os integrantes da força-tarefa que se encontra no Paraná estão procurando atender a todos os procedimentos exigidos pelas autoridades norte-americanas para instruir os processos e enviar as informações aos Estados Unidos em agosto, segundo informação de Antero, que fez um relato sobre a reunião que vários integrantes da CPI tiveram na quarta-feira com o procurador-geral da República, Cláudio Fontelles. “As autoridades brasileiras estão se esforçando para antecipar esse prazo”, disse o presidente da CPI.
Toda a documentação sobre o Banestado, levantada pelo delegado José Francisco Castilho e por outros servidores da Polícia Federal, não é considerada documentação oficial porque não teve a chancela dos Estados Unidos, conforme informação de Antero à CPI. Em resposta ao deputado Robson Tuma (PFL-SP), o presidente da CPI esclareceu que, apesar da invalidade jurídica, os documentos são verídicos. “O governo brasileiro está empenhado em validar essas provas”, afirmou.
Ainda de acordo com o relato de Antero, o procurador-geral da República sugeriu que a CPI mantenha sua presença em Curitiba e Foz do Iguaçu.
“O que vamos providenciar”, informou. Outro pedido formulado por Fontelles é o “cuidado para que a CPI apresente documentação seletiva, para não dificultar os trabalhos do Ministério Público da União”.
A Receita Federal possui uma extensa lista de nomes suspeitos de irregularidades para cruzar com outras bases de dados, para constatar a evasão de divisas pelas contas de não residentes.
Fonte Gazeta do Povo
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Por Mhais• 11 de julho de 2003• 13:30• Sem categoria
BANCO FICOU COM 14% DOS RECURSOS
Brasília – O coordenador de Fiscalização da Receita Federal, Paulo Ricardo de Souza, afirmou ontem que das contas analisadas US$ 4,5 bilhões tiveram o próprio Banestado como beneficiário. Ele registrou dados de um laudo da Polícia Federal encaminhado em setembro de 2002 à Receita sobre 137 contas correntes da agência do banco em Nova Iorque.
Para agilizar as investigações sobre o caso, o presidente da comissão parlamentar de inquérito que investiga a evasão de divisas do país por meio das chamadas contas CC-5, a CPI do Banestado, senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), informou ontem que os integrantes do colegiado manterão reuniões semanais com as áreas do governo envolvidas na apuração do caso, como o Ministério da Justiça, a Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público da União.
Os integrantes da força-tarefa que se encontra no Paraná estão procurando atender a todos os procedimentos exigidos pelas autoridades norte-americanas para instruir os processos e enviar as informações aos Estados Unidos em agosto, segundo informação de Antero, que fez um relato sobre a reunião que vários integrantes da CPI tiveram na quarta-feira com o procurador-geral da República, Cláudio Fontelles. “As autoridades brasileiras estão se esforçando para antecipar esse prazo”, disse o presidente da CPI.
Toda a documentação sobre o Banestado, levantada pelo delegado José Francisco Castilho e por outros servidores da Polícia Federal, não é considerada documentação oficial porque não teve a chancela dos Estados Unidos, conforme informação de Antero à CPI. Em resposta ao deputado Robson Tuma (PFL-SP), o presidente da CPI esclareceu que, apesar da invalidade jurídica, os documentos são verídicos. “O governo brasileiro está empenhado em validar essas provas”, afirmou.
Ainda de acordo com o relato de Antero, o procurador-geral da República sugeriu que a CPI mantenha sua presença em Curitiba e Foz do Iguaçu.
“O que vamos providenciar”, informou. Outro pedido formulado por Fontelles é o “cuidado para que a CPI apresente documentação seletiva, para não dificultar os trabalhos do Ministério Público da União”.
A Receita Federal possui uma extensa lista de nomes suspeitos de irregularidades para cruzar com outras bases de dados, para constatar a evasão de divisas pelas contas de não residentes.
Fonte Gazeta do Povo
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