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Banco Santander continua ofensiva contra o Banesprev

Banco quer dominar Conselho Deliberativo do fundo de pensão para aprovar o que quiser. Trabalhadores bancários estão atentos e na luta !

São Paulo – Quatro meses depois da tentativa de impor uma série de mudanças no Banesprev, que daria total poder ao banco, o Santander lança agora mais uma ofensiva contra o fundo de pensão dos funcionários. O objetivo da empresa é mudar a composição do Conselho Deliberativo para ficar com dois terços dos votos e poder aprovar o que bem entender no Banesprev, inclusive medidas que venham a prejudicar os participantes.

De acordo com Camilo Fernandes, ex-diretor administrativo do Banesprev e representante dos bancários no grupo de trabalho que discute a reforma estatutária do fundo, a estratégia do banco é garantir sempre a maioria absoluta de dois terços no conselho, condição que lhe dá amplos poderes para mudar estatuto, regulamentos etc. Atualmente, há quatro indicados pelo banco, dois eleitos pelos associados e uma terceira vaga que pertence à antiga diretoria-representante (Direp). Para conseguir a maioria absoluta, o Santander quer acabar com a vaga da antiga Direp.

“Na prática, os bancários têm hoje três votos no Conselho Deliberativo e o banco quatro. Se o Santander simplesmente extinguir a vaga da Direp serão quatro votos para a empresa e dois para os participantes. Ou seja, o banco ficaria com dois terços dos votos e poderia aprovar tudo que quisesse. E isso não vamos aceitar, porque estaríamos passando um ‘cheque em branco’ para o Santander fazer o que bem entendesse com o Banesprev”, explica Camilo, ressaltando que a reivindicação dos bancários é para que essa vaga da Direp seja eleita democraticamente pelos participantes “Aí elegeríamos três conselheiros e o banco quatro, deixando a situação muito mais equilibrada”, completa.

Luta árdua – A briga dos participantes do Banesprev contra as mudanças no estatuto que prejudicam os bancários esquentou no final de julho passado, quando o Santander tentou empurrar diversas alterações goela abaixo dos associados. No dia 1o de agosto, o banco promoveu uma assembleia e encaminhou a votação em bloco, deixando o funcionalismo sem informações sobre o que estava decidindo. Os sindicatos entraram na Justiça e conseguiram uma liminar que suspendeu os efeitos da assembleia e mandou o banco instalar o grupo de trabalho com a participação dos empregados para debater as mudanças estatutárias.

“As alterações que o Santander queria fazer no estatuto prejudicariam e muito os participantes e foram apelidadas de pacote de maldades. Por meio das discussões no grupo de trabalho conseguimos avançar e melhorar alguns pontos. Apresentamos dez questões que poderiam trazer prejuízos aos participantes e que precisavam ser alteradas. Hoje, após oito reuniões, conseguimos caminhar para um consenso em nove desses pontos. Mas o banco emperrou as discussões sobre a composição do Conselho Deliberativo e, mesmo sem acordo, a direção do Santander quer encerrar as discussões e colocar a proposta de reforma do estatuto em votação. Caso isso ocorra, vamos fazer uma grande campanha pela rejeição”, afirma Camilo.

De acordo com o cronograma, o Santander tem até março do ano que vem para realizar um plebiscito para que os participantes avaliem as mudanças propostas no estatuto do Banesprev. A data ainda não foi marcada pelo banco. “Enquanto isso, vamos continuar apostando no diálogo com a direção da empresa. Mas se o Santander marcar a data do plebiscito, vamos intensificar a mobilização dos associados e rejeitar a reforma estatutária. É a única forma de impedirmos que o banco destrua o sonho da aposentadoria de milhares de banespianos”, finaliza Camilo.

Por Fábio Jammal Makhoul – 27/11/2009.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.spbancarios.com.br.

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