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Banco suíço exclui Brasil por critério social

GENEBRA – O Banco Sarasin, um dos principais bancos de gestão de fortunas da Suíça, introduziu critérios de seleção ambiental e social para os investimentos em títulos soberanos de países emergentes. O resultado da análise leva o banco a desaconselhar os clientes a comprar papéis dos governos do Brasil e de outras grandes economias.
O volume de recursos de clientes que o Sarasin administra era de US$ 41 bilhões no fim de 2004. Um dos tradicionais bancos privados helvéticos, sua sede fica em Basiléia e tem escritórios na Suíça, Alemanha, França, Reino Unido, Guernesey, Luxemburgo, Hong Kong e Cingapura.
Títulos soberanos vistos como um investimento razoável por agências de classificação de risco, como Moody ? s, Standard & Poor ? s e Fitch, ficam de fora das recomendações do Sarasin, por não atenderem critérios de durabilidade mínima.
O Sarasin já aplica a avaliação social e ambiental para os papéis soberanos de países industrializados. O que faz agora é estender o mecanismo aos emergentes. Sua idéia é de que os países que enfrentam as questões ambientais e sociais melhoram as perspectivas para o Estado, e o risco financeiro é capaz de melhorar. Nesse caso, vale investir.
A avaliação do desenvolvimento sustentável é feita com base em duas dimensões: o tamanho da degradação ambiental e das pressões sociais (criminalidade, impunidade etc.), e a eficácia na utilização de recursos naturais para transformar-los em valor econômico e como isso se reflete na qualidade de vida.
O Brasil (cotado ” BB- ” pela S & P) não passa nos critérios. O banco reitera a tese de que a longo prazo a economia não é sustentável, por causa do nível da desigualdade social, desrespeito aos direitos humanos pela polícia e nas prisões, corrupção, impunidade no país. Já a eficiência ambiental brasileira, uma medida de produtividade, recebe avaliação média através do consumo de energia por ponto do PIB.
Também ficam de fora a China (rating ” A2 ” pela Moody ? s), Coréia ( ” A3 ” ), Rússia ( ” Baa3 ” ), Turquia ( ” B1 ” ). Na Ásia, somente a Malásia ( ” A3 ” ) passa nas exigências, mas é excluída por aplicar a pena de morte. Sobram alguns países do leste como a Estônia ( ” A1 ” ), que agora fazem da União Européia, além de pequenos como Costa Rica ( ” Ba1 ” ), com fontes de energia alternativa.
A questão é se algum cliente realmente leva em consideração as recomendações, diante da busca incessante pelo rendimento maior, que justamente está nos emergentes com todos seus riscos. Além disso, tampouco deixam de investir nos EUA ( ” Aaa ” pela Moody´s), com enorme degradação ambiental, pena de morte etc.
A resposta da analista Michaela Collins é de que o índice foi feito justamente a pedido de uma parte da clientela. Entre os clientes do Sarasin estão igrejas e fundos de pensão, que relutam mais e mais em aplicar onde não vêem desenvolvimento sustentável. ” A tendência das caixas de pensão é ver nos balanços respeito a critérios sociais e ambientais ” , exemplifica. ” Isso vai atrair cada vez mais atenção de parte dos investidores (quando compram papéis oficiais) ” , afirma.
Os títulos brasileiros atualmente já não entram nos fundos de emergentes do Sarasin, mas também por critério financeiro: para ser incluído precisa ter no mínimo classificação de risco ” BBB ” .
Fonte: Valor Economico – Assis Moreira

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Banco suíço exclui Brasil por critério social

GENEBRA – O Banco Sarasin, um dos principais bancos de gestão de fortunas da Suíça, introduziu critérios de seleção ambiental e social para os investimentos em títulos soberanos de países emergentes. O resultado da análise leva o banco a desaconselhar os clientes a comprar papéis dos governos do Brasil e de outras grandes economias.

O volume de recursos de clientes que o Sarasin administra era de US$ 41 bilhões no fim de 2004. Um dos tradicionais bancos privados helvéticos, sua sede fica em Basiléia e tem escritórios na Suíça, Alemanha, França, Reino Unido, Guernesey, Luxemburgo, Hong Kong e Cingapura.

Títulos soberanos vistos como um investimento razoável por agências de classificação de risco, como Moody ? s, Standard & Poor ? s e Fitch, ficam de fora das recomendações do Sarasin, por não atenderem critérios de durabilidade mínima.

O Sarasin já aplica a avaliação social e ambiental para os papéis soberanos de países industrializados. O que faz agora é estender o mecanismo aos emergentes. Sua idéia é de que os países que enfrentam as questões ambientais e sociais melhoram as perspectivas para o Estado, e o risco financeiro é capaz de melhorar. Nesse caso, vale investir.

A avaliação do desenvolvimento sustentável é feita com base em duas dimensões: o tamanho da degradação ambiental e das pressões sociais (criminalidade, impunidade etc.), e a eficácia na utilização de recursos naturais para transformar-los em valor econômico e como isso se reflete na qualidade de vida.

O Brasil (cotado ” BB- ” pela S & P) não passa nos critérios. O banco reitera a tese de que a longo prazo a economia não é sustentável, por causa do nível da desigualdade social, desrespeito aos direitos humanos pela polícia e nas prisões, corrupção, impunidade no país. Já a eficiência ambiental brasileira, uma medida de produtividade, recebe avaliação média através do consumo de energia por ponto do PIB.

Também ficam de fora a China (rating ” A2 ” pela Moody ? s), Coréia ( ” A3 ” ), Rússia ( ” Baa3 ” ), Turquia ( ” B1 ” ). Na Ásia, somente a Malásia ( ” A3 ” ) passa nas exigências, mas é excluída por aplicar a pena de morte. Sobram alguns países do leste como a Estônia ( ” A1 ” ), que agora fazem da União Européia, além de pequenos como Costa Rica ( ” Ba1 ” ), com fontes de energia alternativa.

A questão é se algum cliente realmente leva em consideração as recomendações, diante da busca incessante pelo rendimento maior, que justamente está nos emergentes com todos seus riscos. Além disso, tampouco deixam de investir nos EUA ( ” Aaa ” pela Moody´s), com enorme degradação ambiental, pena de morte etc.

A resposta da analista Michaela Collins é de que o índice foi feito justamente a pedido de uma parte da clientela. Entre os clientes do Sarasin estão igrejas e fundos de pensão, que relutam mais e mais em aplicar onde não vêem desenvolvimento sustentável. ” A tendência das caixas de pensão é ver nos balanços respeito a critérios sociais e ambientais ” , exemplifica. ” Isso vai atrair cada vez mais atenção de parte dos investidores (quando compram papéis oficiais) ” , afirma.

Os títulos brasileiros atualmente já não entram nos fundos de emergentes do Sarasin, mas também por critério financeiro: para ser incluído precisa ter no mínimo classificação de risco ” BBB ” .

Fonte: Valor Economico – Assis Moreira

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