Valor – Patrick Cruz, De São Paulo
Representantes de 33 bancos reuniram-se ontem em São Paulo com o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, para tentar melhorar a oferta de crédito com desconto em folha de pagamento. Segundo avaliações feitas nos últimos meses e apresentadas no encontro, o serviço ainda não está operando a contento dos bancos e das empresas, mas especialmente dos tomadores finais.
“Na ponta da operação, quando o gerente do banco encontra o trabalhador que vai tomar o empréstimo, o serviço ainda não funciona direito. O maior problema é a falta de informação”, disse Richard Dubois, da consultoria Trevisan. A empresa foi contratada para trabalhar na auditoria do acordo selado entre os bancos e a CUT.
Entre as propostas que surgiram está a justamente a melhora da comunicação entre as partes envolvidas: bancos, empresas, sindicatos e trabalhadores. E novamente esbarra-se na falta de dados. Dubois conta que foram solicitadas sugestões sobre a minuta do contrato às instituições financeiras, mas que ontem apenas três as entregaram. Uma nova rodada de discussões para a avaliação do acordo está marcada para daqui a 30 dias.
O consultor conta que as empresas sabem da existência do acordo, mas que muitas delas não têm informações sobre como operar. “Os departamentos de RH (recursos humanos) de algumas empresas ainda não estão preparados para o serviço”, disse. No lado dos bancos, Dubois avalia que “eles têm que ser mais agressivos. Os bancos são os maiores interessados”.
O crédito com desconto em folha foi instituído pela Medida Provisória 130, de 17 de setembro do ano passado. Dubois apresentou os problemas da operação, mas, ao final, fez uma análise mais otimista. “Ele está crescendo, está andando”, disse. Ontem mesmo dois novos bancos entraram no acordo com a CUT: o Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob) e o Banco Paulista.
Jorge Pedro de Lima Filho, superintendente nacional de empréstimos da Caixa Econômica Federal, que participou do encontro, conta que a instituição pretende assinar três mil novos convênios com empresas em 2004 para oferecer crédito com desconto em folha. Dos 8,5 mil convênios que a Caixa já tem em andamento, 665 foram fechados só nos últimos três meses do ano passado. E em rota ascendente: 145 em outubro, 213 em novembro e 307 em dezembro.
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Por Mhais• 23 de janeiro de 2004• 12:17• Sem categoria
BANCOS E CUT REDISCUTEM CRÉDITO EM FOLHA PARA IMPULSIONAR OPERAÇÕES
Valor – Patrick Cruz, De São Paulo
Representantes de 33 bancos reuniram-se ontem em São Paulo com o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, para tentar melhorar a oferta de crédito com desconto em folha de pagamento. Segundo avaliações feitas nos últimos meses e apresentadas no encontro, o serviço ainda não está operando a contento dos bancos e das empresas, mas especialmente dos tomadores finais.
“Na ponta da operação, quando o gerente do banco encontra o trabalhador que vai tomar o empréstimo, o serviço ainda não funciona direito. O maior problema é a falta de informação”, disse Richard Dubois, da consultoria Trevisan. A empresa foi contratada para trabalhar na auditoria do acordo selado entre os bancos e a CUT.
Entre as propostas que surgiram está a justamente a melhora da comunicação entre as partes envolvidas: bancos, empresas, sindicatos e trabalhadores. E novamente esbarra-se na falta de dados. Dubois conta que foram solicitadas sugestões sobre a minuta do contrato às instituições financeiras, mas que ontem apenas três as entregaram. Uma nova rodada de discussões para a avaliação do acordo está marcada para daqui a 30 dias.
O consultor conta que as empresas sabem da existência do acordo, mas que muitas delas não têm informações sobre como operar. “Os departamentos de RH (recursos humanos) de algumas empresas ainda não estão preparados para o serviço”, disse. No lado dos bancos, Dubois avalia que “eles têm que ser mais agressivos. Os bancos são os maiores interessados”.
O crédito com desconto em folha foi instituído pela Medida Provisória 130, de 17 de setembro do ano passado. Dubois apresentou os problemas da operação, mas, ao final, fez uma análise mais otimista. “Ele está crescendo, está andando”, disse. Ontem mesmo dois novos bancos entraram no acordo com a CUT: o Banco Cooperativo do Brasil (Bancoob) e o Banco Paulista.
Jorge Pedro de Lima Filho, superintendente nacional de empréstimos da Caixa Econômica Federal, que participou do encontro, conta que a instituição pretende assinar três mil novos convênios com empresas em 2004 para oferecer crédito com desconto em folha. Dos 8,5 mil convênios que a Caixa já tem em andamento, 665 foram fechados só nos últimos três meses do ano passado. E em rota ascendente: 145 em outubro, 213 em novembro e 307 em dezembro.
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