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Bancos obrigam mães de família a chegarem mais cedo ao trabalho para não aderirem à greve

É madrugada e as luzes já estão acesas no Itaú; banco obrigou trabalhadores a virem mais cedo para o trabalho

Não é apenas o Bradesco quem fere os direitos dos trabalhadores. Uma das cenas mais tristes presenciadas pelos trabalhadores bancários nesta sexta-feira ocorreu na calada da noite.

Enquanto o movimento de greve articulava as manifestações da categoria nas ruas de Curitiba, dirigentes sindicais cruzaram com dezenas de trabalhadoras, mães de família, que foram intimadas por bancos como o Itaú e o HSBC a deixarem o aconchego do lar no meio da madrugada para impedir a adesão à greve.

O trabalhador bancário Ademir Vidolin (Bradesco), Secretário de Saúde do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região lamentou a atitude dos bancos. “Percebemos que a categoria busca melhorias não apenas no aspecto econômico, mas também nas condições de trabalho. Gostariam até de colaborar mais, só não o fazem por medo de represálias da parte dos bancos, como o próprio ato de forçar os trabalhadores a chegarem mais cedo ao trabalho ou mesmo induzi-los a pernoitar no local de trabalho. Situações como essas são inadmissíveis”, relatou.

A FETEC-CUT-PR e seus sindicatos não aceitam a postura dos bancos, já que o direito de greve é garantido pela Constituição Federal. A coação de trabalhadores e trabalhadoras sob pena de demissão ou quaisquer outras punições, além de ser uma prática anti-sindical, caracteriza-se como assédio moral e violência organizacional.


Por Edson Junior
FETEC-CUT-PR

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