EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O resultado do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país) acima do esperado no primeiro semestre do ano levou o mercado financeiro a rever as suas projeções de crescimento da economia e inflação para este ano. Além disso, os economistas já prevêem uma queda menor dos juros em 2005 para conter as pressões inflacionárias.
Segundo a pesquisa semanal Focus, realizada pelo Banco Central junto a instituições financeiras, o PIB brasileiro deve crescer 4,23% em 2004. Essa é a nona semana consecutiva na qual o mercado aumenta sua expectativa de crescimento da economia.
Esse resultado deve ser puxado pelo superávit da balança comercial (diferença entre exportações e importações), que foi revisto para US$ 31 bilhões, e pelo desempenho do setor industrial, que deve crescer 6,34%.
Em relação à taxa básica de juros, a Selic, os economistas prevêem que ela deva ficar nos atuais 16% ao ano até dezembro. Para 2005, foi revista a projeção de que a taxa cairia para 14,25%, feita há quatro semanas. Hoje, o mercado projeta uma Selic de 15% ao ano no final de 2005.
Para o dólar, o mercado reviu a projeção de que a moeda encerraria o ano em R$ 3,10, para R$ 3,05 no final de 2004.
Inflação
O mercado continua revendo para cima o resultado dos principais indicadores de inflação. Segundo a pesquisa, o IPCA (indicador utilizado pelo governo como meta de inflação) foi revisto na última semana de 7,25% para 7,29%; e o IGP-M, de 11,52% para 12,11% em 2004. Aumentou também a previsão para o IPCA em 2005, de 5,52% para 5,60%.
Os economistas aumentaram a previsão para a inflação em agosto: 0,62% para o IPCA e 0,92% para o IGP-DI. Para setembro, subiu a expectativa para o IGP-DI –de 0,62% para 0,67%– e para o IGP-M –de 0,65% para 0,74%.
Também houve aumento na previsão de inflação para os próximos 12 meses do IGP-DI, de 6,67% para 6,99%. Para o IPCA e IGP-M, os resultado ficaram praticamente estáveis, 6,28% e 6,97%, respectivamente.
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Por Mhais• 6 de setembro de 2004• 10:30• Sem categoria
Bancos prevêem crescimento, inflação e juros maiores
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O resultado do PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país) acima do esperado no primeiro semestre do ano levou o mercado financeiro a rever as suas projeções de crescimento da economia e inflação para este ano. Além disso, os economistas já prevêem uma queda menor dos juros em 2005 para conter as pressões inflacionárias.
Segundo a pesquisa semanal Focus, realizada pelo Banco Central junto a instituições financeiras, o PIB brasileiro deve crescer 4,23% em 2004. Essa é a nona semana consecutiva na qual o mercado aumenta sua expectativa de crescimento da economia.
Esse resultado deve ser puxado pelo superávit da balança comercial (diferença entre exportações e importações), que foi revisto para US$ 31 bilhões, e pelo desempenho do setor industrial, que deve crescer 6,34%.
Em relação à taxa básica de juros, a Selic, os economistas prevêem que ela deva ficar nos atuais 16% ao ano até dezembro. Para 2005, foi revista a projeção de que a taxa cairia para 14,25%, feita há quatro semanas. Hoje, o mercado projeta uma Selic de 15% ao ano no final de 2005.
Para o dólar, o mercado reviu a projeção de que a moeda encerraria o ano em R$ 3,10, para R$ 3,05 no final de 2004.
Inflação
O mercado continua revendo para cima o resultado dos principais indicadores de inflação. Segundo a pesquisa, o IPCA (indicador utilizado pelo governo como meta de inflação) foi revisto na última semana de 7,25% para 7,29%; e o IGP-M, de 11,52% para 12,11% em 2004. Aumentou também a previsão para o IPCA em 2005, de 5,52% para 5,60%.
Os economistas aumentaram a previsão para a inflação em agosto: 0,62% para o IPCA e 0,92% para o IGP-DI. Para setembro, subiu a expectativa para o IGP-DI –de 0,62% para 0,67%– e para o IGP-M –de 0,65% para 0,74%.
Também houve aumento na previsão de inflação para os próximos 12 meses do IGP-DI, de 6,67% para 6,99%. Para o IPCA e IGP-M, os resultado ficaram praticamente estáveis, 6,28% e 6,97%, respectivamente.
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