São Paulo (das agências) – Os juros ao consumidor devem subir nos próximos dias. O presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Márcio Cypriano, disse ontem que a elevação da principal taxa de juros (Selic), na quarta-feira, de 16,75% para 17,25% ao ano, não só significa adiar a redução dos “spreads” bancários (palavra em inglês que define a diferença entre o custo da captação do dinheiro pelos bancos e a taxa que é efetivamente cobrada de quem toma o crédito) como vai provocar uma revisão, para cima, das taxas cobradas aos clientes do sistema financeiro.
“Os bancos têm segurado as suas taxas de juros desde que a Selic estava em 16,5%. Agora, os bancos estão revendo suas tarifas. Mas, se houver um aumento, será residual”, disse Cypriano,que participou da abertura do 5.º Congresso da Febraban de Auditoria Interna e Compliance, em São Paulo. De acordo com ele, o aumento de 0,5 ponto porcentual de alta na Selic representará um aumento “mínimo” nos juros bancários. “Se pegarem 0,5 ponto porcentual e dividirem por 12 meses, teremos, então, um acréscimo de 0,001% ou algo assim”, calculou o presidente da Febraban.
Sobre o impacto na economia do país, o executivo, também presidente do Bradesco, desconversou e disse que o governo e o Banco Central estão mais preocupados em definir a taxa de inflação para 2005 e evitar que ela sofra um “descolamento” das metas.
“Olhando a inflação deste ano, a economia do país tem crescido quase 1% ao mês desde agosto. Essa expansão é grande. Por isso, acho que o governo tem a sua responsabilidade para poder mensurar o que pode acontecer em 2005. Tem suas metas de inflação e acho que elas devem ser seguidas e cumpridas”, afirmou Cypriano.
Para ele, essa ferramenta (a das metas) é importante para manter a estabilidade econômica do país. “Se considerarmos que, de agosto até agora, a economia cresceu 1% ao mês, então vamos tranqüilamente superar os 3,5%, talvez chegar aos 4,5%. Agora o importante mesmo é saber que (taxa) inflação queremos para no próximo ano. Acho que este ano conseguimos controlar a inflação e atingir meta de crescimento.”
Natal
O aumento da Selic não deve prejudicar a deman da de final de ano, ou seja, o Natal dos brasileiros, segundo avaliação do economista Paulo Picchetti, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da USP. “O impacto da alta da Selic leva de seis a nove meses para ser sentido e é mais forte para as empresas”, disse o economista. Segundo Picchetti, o Copom deverá manter o ciclo de aumento da taxa em dezembro. “Os próximos relatórios Focus [do Banco Central] não devem indicar ainda a convergência da inflação para 5,1% no próximo ano”, afirmou.
Fonte: Gazeta do Povo
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Por Mhais• 19 de novembro de 2004• 09:22• Sem categoria
Bancos vão aumentar juro ao consumidor, avisa a Febraban
São Paulo (das agências) – Os juros ao consumidor devem subir nos próximos dias. O presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Márcio Cypriano, disse ontem que a elevação da principal taxa de juros (Selic), na quarta-feira, de 16,75% para 17,25% ao ano, não só significa adiar a redução dos “spreads” bancários (palavra em inglês que define a diferença entre o custo da captação do dinheiro pelos bancos e a taxa que é efetivamente cobrada de quem toma o crédito) como vai provocar uma revisão, para cima, das taxas cobradas aos clientes do sistema financeiro.
“Os bancos têm segurado as suas taxas de juros desde que a Selic estava em 16,5%. Agora, os bancos estão revendo suas tarifas. Mas, se houver um aumento, será residual”, disse Cypriano,que participou da abertura do 5.º Congresso da Febraban de Auditoria Interna e Compliance, em São Paulo. De acordo com ele, o aumento de 0,5 ponto porcentual de alta na Selic representará um aumento “mínimo” nos juros bancários. “Se pegarem 0,5 ponto porcentual e dividirem por 12 meses, teremos, então, um acréscimo de 0,001% ou algo assim”, calculou o presidente da Febraban.
Sobre o impacto na economia do país, o executivo, também presidente do Bradesco, desconversou e disse que o governo e o Banco Central estão mais preocupados em definir a taxa de inflação para 2005 e evitar que ela sofra um “descolamento” das metas.
“Olhando a inflação deste ano, a economia do país tem crescido quase 1% ao mês desde agosto. Essa expansão é grande. Por isso, acho que o governo tem a sua responsabilidade para poder mensurar o que pode acontecer em 2005. Tem suas metas de inflação e acho que elas devem ser seguidas e cumpridas”, afirmou Cypriano.
Para ele, essa ferramenta (a das metas) é importante para manter a estabilidade econômica do país. “Se considerarmos que, de agosto até agora, a economia cresceu 1% ao mês, então vamos tranqüilamente superar os 3,5%, talvez chegar aos 4,5%. Agora o importante mesmo é saber que (taxa) inflação queremos para no próximo ano. Acho que este ano conseguimos controlar a inflação e atingir meta de crescimento.”
Natal
O aumento da Selic não deve prejudicar a deman da de final de ano, ou seja, o Natal dos brasileiros, segundo avaliação do economista Paulo Picchetti, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da USP. “O impacto da alta da Selic leva de seis a nove meses para ser sentido e é mais forte para as empresas”, disse o economista. Segundo Picchetti, o Copom deverá manter o ciclo de aumento da taxa em dezembro. “Os próximos relatórios Focus [do Banco Central] não devem indicar ainda a convergência da inflação para 5,1% no próximo ano”, afirmou.
Fonte: Gazeta do Povo
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