Meus amigos, se o Lula vencer essa parada e conseguir montar uma estatal de banda larga, que preste inclusive os serviços de provedor, para todo o país, será a vitória final da blogosfera. Eu, como blogueiro, não quero ajuda nenhuma do governo. Não suporto editais, burocráticos demais e que, de qualquer forma, criam amarras. A única maneira que o governo pode realmente me auxiliar é aumentando a banda larga no Brasil. A conexão telefônica é, hoje, praticamente inútil para se conectar a internet. Nem email dá para ver direito. E a conexão é a vida da internet, obviamente. De maneira que a banda larga é a vida da internet. Sem banda larga, não há internet no Brasil. E sem internet, não há cultura digital.
A extensão continental do Brasil, o tamanho de sua população, e o relativo atraso tecnológico do país, justificam plenamente a adoção de um vasto plano de governo para levar a banda larga para todas as regiões brasileiras.
Meu irmão, de quem já falei a vocês, vive num sítio em Rio Bonito, e está aborrecido porque a internet que as operadores lhe oferecem são muito caras e ruins. A maior parte da área rural do Brasil ainda vive um apagão internáutico.
Aqui não estamos mais falando de nenhuma guerra contra a grande mídia. A internet, atualmente, é condição fundamental para o cidadão integrar-se ao mundo moderno. Não se trata de moda, porque a internet possibilita, inclusive, a conexão com o passado. A internet é uma grande memória virtual e, numa democracia vibrante como a do Brasil, faculta ao povo o direito de opinar nas grandes questões nacionais.
Sendo assim, é com muito entusiasmo que eu defendo a banda larga universal e gratuita para todos os brasileiros. O custo de um projeto desses seria infinitamente menor que as vantagens proporcionadas.
Outra utopia seria a criação de nuvens de wifi gratuitas sobre as cidades, o que será fácil após a implementação de um vasto sistema de banda larga interligado nacionalmente, de maneira que todos, brasileiros ou estrangeiros, pudessem acessar a internet, de seus laptops, em qualquer lugar que estivessem, seja restaurantes, bares ou praia.
Escrito por Miguel do Rosário # Quarta-feira, Novembro 25, 2009.
ARTIGO COLHIDO NO SÍTIO http://oleododiabo.blogspot.com/2009/11/banda-larga-gratuita.html
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Plano Nacional de Internet de Banda Larga pode ser fechado dentro de três semanas
Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva volta a se reunir dentro de três semanas com ministros e assessores para tentar fechar o Plano Nacional de Banda Larga, que tem como objetivo ampliar o acesso da população de baixa renda aos serviços de internet em alta velocidade.
A secretária executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, e o coordenador de Inclusão Digital da Presidência da República, Cezar Alvarez, apresentaram hoje (24) a primeira versão do plano ao presidente. Mas, conforme assessores, Lula pediu aperfeiçoamento de alguns pontos.
Uma ideia que tem ganhado força no governo é que a Telebrás fique com a administração do projeto. Entre os pontos em aberto estão a fonte de recursos, ou seja, quanto será necessário para colocar o plano em prática e de onde virá, e como será feito o acesso, por meio de rede estatal ou privada. Um hipótese em estudo é a desoneração fiscal para aparelhos com o intuito de facilitar a expansão da rede.
O plano prevê metas para 2010, 2012 e 2014, ano em que o Brasil sediará a Copa do Mundo. De acordo com dados divulgados pelo Ministério das Comunicações, a proposta é aumentar para 30 milhões o número de acessos nas áreas rurais e urbanas em cinco anos. Um levantamento feito pela pasta mostra que em dezembro de 2008 a banda larga fixa atingia 9,6 milhões de pessoas.
A previsão é de que o plano seja instituído por meio de decreto presidencial. Medidas complementares ao projeto devem usar outro mecanismo da legislação.
Participaram da reunião de hoje com o presidente Lula os ministros Hélio Costa, das Comunicações, Paulo Bernardo, do Planejamento, Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil, Guido Mantega, da Fazenda, Fernando Haddad, da Educação, e Sérgio Rezende, da Ciência e Tecnologia, além de representantes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Advocacia-Geral da União (AGU).
Por Carolina Pimentel – Repórter da Agência Brasil. Edição: Nádia Franco.
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Associação de telefonia fixa descarta “caladão”, e Anatel monitora crescimento de banda larga
Brasília – A possibilidade de haver um colapso do sistema de telecomunicações no Brasil está descartada, segundo o presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Serviço Telefônico Fixo Cumutado (Abrafix), José Fernandes Pauletti. “Não há a menor hipótese”, afirmou hoje (25).
Pauletti participou do mesmo seminário em que, momentos antes, o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ronaldo Sardenberg, anunciou que uma comissão foi criada para estudar o assunto.
De acordo com Pauletti, o serviço de telefonia fixa do país não está crescendo e está “estacionado” em 40 milhões de usuários. Ele também não considera a hipótese de que o crescimento da demanda por banda larga móvel e celulares possa levar a um colapso.
“Banda larga tem algumas concentrações, alguns gargalos, mas não leva a um caladão”, afirmou o presidente da Abrafix. Segundo ele, o sistema de telecomunicações brasileiro está bem estruturado.
Para diminuir a sobrecarga na infraestrutura do setor, as empresas de telefonia e a Anatel devem ser reunir no próximo dia 3 para negociar a permissão para o compartilhamento das redes. A experiência já foi testada em cidades com menos de 30 mil habitantes.
Na época da licitação do serviço de banda larga 3G – móvel –, a agência impôs como condição que essas cidades menores fossem atendidas, e o compartilhamento foi então utilizado. Agora, os setores privado e público negociam uma divisão maior da rede para todo o país.
O superintendente de Serviços Privados da Anatel, Jarbas Valente, disse que a agência também vem controlando os serviços de banda larga móvel para evitar um colapso. Segundo ele, o serviço só é liberado quando as empresas comprovam que as redes estão preparadas para atender novos consumidores.
“Se não estivéssemos acompanhando seria muito mais [o crescimento do mercado de banda larga]. Não tem problema porque nós estamos segurando [a oferta do serviço]”, afirmou Valente.
O mercado de banda larga 3G cresceu cerca de 20% só no mês passado. Para o superintendente da Anatel, se a oferta do serviço estivesse liberada, esse crescimento poderia ser mais que o dobro registrado. Em outubro, 70% do crescimento do mercado de telefonia móvel tiveram origem nas vendas de banda larga.
Por Mariana Jungmann – Repórter da Agência Brasil. Edição: Enio Vieira.
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Anatel começa a buscar soluções para possível “caladão”
Brasília – Uma comissão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) começa hoje (25) a se reunir em busca de soluções para evitar que o Brasil passe por um “caladão”. A palavra foi usada pelo próprio presidente da agência, Ronaldo Sardenberg, para se referir à possibilidade de o sistema telefônico do país passar por uma pane semelhante à que recentemente afetou o sistema elétrico.
“Há muita informação ou desinformação sobre a perspectiva de um apagão no setor. Seria um caladão. Isso tem me preocupado muito e estou tomando as providências”, afirmou o presidente da Anatel em palestra para empresários da área de telecomunicações, em Brasília.
De acordo com ele, a criação dessa comissão para avaliar a situação das redes de comunicações do país surgiu a partir de alguns “alarmes” dados pela imprensa. Recentemente, tem sido noticiado que a estrutura disponível para atender a telefonia fixa, celular e internet não está suportando a demanda e em breve o Brasil pode ficar mudo. “Se você é uma autoridade pública, não pode simplesmente ignorar [essas notícias]”, afirmou Sardenberg.
Ele não quis comentar o impacto do Plano Nacional de Banda Larga, que foi apresentado ontem (24) ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesse sistema já carregado. O presidente da Anatel também não quis adiantar o que exatamente será estudado pela comissão, mas disse que serão abordadas questões técnicas e investimentos.
A previsão de investimentos privados no setor, segundo ele, é de R$ 250 bilhões até 2018. Apesar disso, o crescimento da demanda, especialmente para telefonia celular e banda larga móvel, poderá se juntar à entrada de novos aparelhos no país com os jogos da Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas em 2016.
A preocupação é que a sobrecarga nesses serviços possa parar todo o sistema. “De maneira geral temos uma preocupação imensa com o funcionamento das redes. Nós não podemos ficar parados, não podemos ficar olhando”, completou Sardenberg.
Por Mariana Jungmann – Repórter da Agência Brasil. Edição: Talita Cavalcante.
NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.