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BANESTADO: SEIS EX-DIRIGENTES SÃO PRESOS

O Globo – Maria Tereza Boccardi

O ex-vice-presidente e ex-diretor de Câmbio e Operações Internacionais do Banestado Aldo de Almeida Júnior e cinco ex-diretores e gerentes do banco foram presos anteontem por ordem do juiz Sérgio Moro, da 2 Vara Federal Criminal de Curitiba, especializada em crimes de lavagem de dinheiro. Eles são acusados de facilitar o envio de US$ 1,937 bilhão para o exterior em contas CC-5.

O pedido de prisão partiu do Ministério Público Federal, que investiga remessas ilegais de dinheiro para o exterior feitas pelo banco entre 1996 e 1999. Almeida Júnior, o ex-diretor de Operações Internacionais Benedito Barbosa Neto, e o ex-assessor da diretoria de Câmbio José Luiz Boldrini estão presos em Curitiba. Os ex-gerentes da agência central do Banestado de Foz do Iguaçu, Luiz Acosta e Carlos Donizeti Spricido, presos em Foz, foram transferidos ontem para a capital paranaense.

Os agentes federais ainda procuram Alaor Alvin Pereira. Além deles, foi decretada nova prisão preventiva de Gabriel Pires Neto, que está preso desde novembro de 2003 sob a acusação de outros crimes financeiros. Com o novo pedido de prisão, ele terá que responder por mais uma acusação.

De acordo com o Ministério Público, os ex-funcionários usavam contas comuns, abertas em nomes de laranjas, para fazer as remessas ilegais. Segundo o órgão, comunicações internas do Banestado revelariam que as contas eram abertas com o conhecimento e a autorização da Diretoria de Câmbio.

Para efetivar o envio ilegal, os acusados teriam aberto 94 contas com diferentes nomes de laranjas.

Polícia Federal já se prepara para novas prisões

O superintendente da Polícia Federal no Paraná, Jaber Makul Hanna Saadi, disse ontem que novas prisões devem ocorrer.

— A Justiça irá fazer o seqüestro dos bens. Trata-se de um dos maiores escândalos financeiros do país. Há tantos, que não sabemos dizer se este é o maior — afirmou Saadi.

Os procuradores estimam que o Paraná foi a porta de saída ilegal de aproximadamente US$ 30 bilhões entre 1996 e 1999. Segundo eles, o dinheiro era proveniente de contrabando, corrupção política, sonegação de impostos e narcotráfico.

A PF descobriu também que o esquema era controlado pelos 12 maiores doleiros do país, que usaram uma rede de 20 mil laranjas e contas-fantasmas em cinco bancos de Foz do Iguaçu.

O advogado Alcides Bitencourt pretende entrar hoje com pedido de hábeas-corpus no Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Região, em Porto Alegre (RS), para libertar Almeida Júnior. Ele foi um dos homens de confiança do ex-governador Jaime Lerner (ex-PFL e atual PTB) e já teve o nome envolvido em outros episódios do escândalo da instituição.

Em abril de 2002, Almeida Júnior foi condenado pelo Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional, órgão do Ministério da Fazenda, a pagar multa de R$ 3.876,32 pelas mesmas operações irregulares.

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BANESTADO: SEIS EX-DIRIGENTES SÃO PRESOS

O Globo – Maria Tereza Boccardi
O ex-vice-presidente e ex-diretor de Câmbio e Operações Internacionais do Banestado Aldo de Almeida Júnior e cinco ex-diretores e gerentes do banco foram presos anteontem por ordem do juiz Sérgio Moro, da 2 Vara Federal Criminal de Curitiba, especializada em crimes de lavagem de dinheiro. Eles são acusados de facilitar o envio de US$ 1,937 bilhão para o exterior em contas CC-5.
O pedido de prisão partiu do Ministério Público Federal, que investiga remessas ilegais de dinheiro para o exterior feitas pelo banco entre 1996 e 1999. Almeida Júnior, o ex-diretor de Operações Internacionais Benedito Barbosa Neto, e o ex-assessor da diretoria de Câmbio José Luiz Boldrini estão presos em Curitiba. Os ex-gerentes da agência central do Banestado de Foz do Iguaçu, Luiz Acosta e Carlos Donizeti Spricido, presos em Foz, foram transferidos ontem para a capital paranaense.
Os agentes federais ainda procuram Alaor Alvin Pereira. Além deles, foi decretada nova prisão preventiva de Gabriel Pires Neto, que está preso desde novembro de 2003 sob a acusação de outros crimes financeiros. Com o novo pedido de prisão, ele terá que responder por mais uma acusação.
De acordo com o Ministério Público, os ex-funcionários usavam contas comuns, abertas em nomes de laranjas, para fazer as remessas ilegais. Segundo o órgão, comunicações internas do Banestado revelariam que as contas eram abertas com o conhecimento e a autorização da Diretoria de Câmbio.
Para efetivar o envio ilegal, os acusados teriam aberto 94 contas com diferentes nomes de laranjas.
Polícia Federal já se prepara para novas prisões
O superintendente da Polícia Federal no Paraná, Jaber Makul Hanna Saadi, disse ontem que novas prisões devem ocorrer.
— A Justiça irá fazer o seqüestro dos bens. Trata-se de um dos maiores escândalos financeiros do país. Há tantos, que não sabemos dizer se este é o maior — afirmou Saadi.
Os procuradores estimam que o Paraná foi a porta de saída ilegal de aproximadamente US$ 30 bilhões entre 1996 e 1999. Segundo eles, o dinheiro era proveniente de contrabando, corrupção política, sonegação de impostos e narcotráfico.
A PF descobriu também que o esquema era controlado pelos 12 maiores doleiros do país, que usaram uma rede de 20 mil laranjas e contas-fantasmas em cinco bancos de Foz do Iguaçu.
O advogado Alcides Bitencourt pretende entrar hoje com pedido de hábeas-corpus no Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Região, em Porto Alegre (RS), para libertar Almeida Júnior. Ele foi um dos homens de confiança do ex-governador Jaime Lerner (ex-PFL e atual PTB) e já teve o nome envolvido em outros episódios do escândalo da instituição.
Em abril de 2002, Almeida Júnior foi condenado pelo Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional, órgão do Ministério da Fazenda, a pagar multa de R$ 3.876,32 pelas mesmas operações irregulares.

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