Mesmo com lucros elevados, banqueiros decepcionam na negociação
Banqueiros não querem reajustar salários e ainda falam que é fácil cumprir metas
São Paulo – Na segunda rodada de negociação entre os trabalhadores e a Fenaban, nesta segunda-feira, dia 21, em São Paulo, os representantes dos banqueiros responderam a cada uma das vinte cláusulas prioritárias apresentadas pelo Comando Nacional dos Bancários, no primeiro encontro, dia 10. E durante as mais de quatro horas de encontro as negativas foram variadas. E mesmo com os bancos apresentando recordes em seus lucros.
“O que foi trazido para segunda rodada de negociação, à luz dos resultados recordes apresentados pelos maiores bancos do país, não vai acrescentar nada à campanha nacional dos bancários. Pelo contrário, pode empurrar os trabalhadores para a radicalização do movimento, sem deixar outra saída para os bancários que não a greve”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino.
Uma nova rodada de negociação está prevista para o próximo dia 29, às 15h, em local a ser definido. Antes disso, os bancários vão promover dois atos de protesto. O primeiro no dia 24, quinta-feira, em todo o país. O outro, no Dia do Bancário (28 de agosto), pelo fim do assédio moral e metas abusivas.
Negativas – Os banqueiros afirmaram não existir fundamentação para o 14º salário ou a 13ª cesta-alimentação, afinal “o ano só tem 12 meses”. A respeito de pontos como aumento nos pisos, informaram que eles devem ser regulados pelo “mercado”. Disseram não também ao pagamento de auxílio-creche de um salário mínimo e disseram que não querem pagar todo o valor, somente subsidiar uma parte.
Por Cláudia Motta e Ricardo Negrão – 21/08/2006. Notícia colhida no sítio www.spbancarios.com.br.
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