Encontro dos Banrisulenses aprova pauta de reivindicações e calendário de mobilização
Plenário deliberou um calendário de atividades de 16 de agosto a 10 de setembro, com caravanas em todas as agências do Banrisul no Interior e na Capital gaúchos
O 18º Encontro Nacional dos Banrisulenses encerrou no final da tarde de sábado, dia 14, com aprovação dos itens da pauta específica para a campanha nacional. A mesa de trabalho da plenária final foi integrada pelos diretores Carlos Augusto Rocha, da Fetrafi-RS, pelo secretário-Geral do SindBancários, Fábio Soares Alves, pelo diretor da Contraf-CUT, Antônio Carlos Pirotti, e a presidenta do Sindicato dos Bancários de Rio Pardo, Bartira Ferreira.
O encontro, que ocorreu no Hotel Embaixador, aprovou ainda a pauta específica de reivindicações será entregue à direção do banco na próxima sexta-feira, dia 20, dentro das atividades de lançamento da campanha nacional no Rio Grande do Sul.
Os banrisulenses participantes do encontro reafirmaram a necessidade de valorização e respeito do quadro funcional, por isso uma série de mobilizações e atividades foram aprovadas para garantir junto ao banco o cumprimento e o atendimento das propostas.
O plenário deliberou um calendário de atividades de 16 de agosto a 10 de setembro, com caravanas em todas as agências do Banrisul no Interior e na Capital, com objetivo de divulgar a pauta específica, além de chamar os colegas à mobilização conjunto com os demais bancário do Brasil.
Ficou definido que campanha, caso não tenha suas questões de índice de reajuste, PLR e demais questões resolvidas de forma satisfatória, seja convocada assembleia até 15 de setembro para deliberar o indicativo de greve nacional.
A decisão será encaminhada para avaliação do Comando Nacional dos Bancários, para indicar o melhor período para se decretar a paralisação da categoria ainda no mês de setembro, antes da realização do primeiro turno das eleições.
Ainda foram aprovadas resoluções e moções pela luta em defesa do Banrisul público e sob o controle da sociedade gaúcha.
A pauta prevê temas como: quadro de carreira, saúde e condições de trabalho, segurança bancária, democratização do banco, estagiários, empréstimo retorno férias, prêmio desempenho, auxílio educação, auxílio refeição e alimentação, Fundação, Cabergs, isonomia, remuneração variável, perda acumulada Fenaban, assédio moral e assédio sexual, aditivo e concurso público. A integra do documento, elaborado pelo Comando Nacional dos Banrisulenses, Fetrafi-RS e Sindicatos Filiados, será disponibilizado a partir de segunda-feira, dia 16, pela Federação.
No final foram eleitos os representantes do Comando dos Banrisulenses, das comissões paritárias de Saúde e de Segurança Bancária. O Comando tem 23 integrantes (onze titulares e 12 suplentes), dez na Saúde (cinco titulares e cinco suplentes) e seis na Segurança (três titulares e três suplentes).
Por Imprensa SindBancários.
==================================
Dirigentes cobram pagamento de promoções no Banrisul
Sindicalistas fizeram manifestação nesta segunda-feira, 16, em frente ao prédio da DG, no Centro
Dirigentes do SindBancários e da Fetrafi-RS estiveram em frente do prédio da DG do Banrisul nesta segunda, dia 16, ao meio-dia, realizando um ato para cobrar o pagamento imediato das promoções por antiguidade e merecimento, que está atrasado vários meses.
Para o diretor de Saúde da Fetrafi-RS e funcionário do Banrisul, Amaro Souza, o banco deve recompensar os esforços dos funcionários, principais responsáveis pelo lucro da instituição. “É hora de reivindicarmos que o Banrisul valorize nosso esforço e repasse nossa parte. Queremos pagamento imediato de promoções e que nos seja garantida qualificação profissional, como o curso CPA 20, preparatório para cerificação do Banco Central, cujos custos devem ser cobertos pela instituição de forma que o trabalhador não seja onerado”, observou Amaro.
A diretora do SindBancários e funcionária do Banrisul Elisa Farias exigiu respeito ao quadro funcional do banco. “Estamos sofrendo com a política de redução de custos imposta pela instituição, que nos impede de ligar o ar condicionado e até mesmo a luz. São políticas privatistas, que afastam o cliente das agências e precarizam o trabalho dos bancários”, explicou a dirigente, lembrando que o atual presidente do Banrisul, Mateus Bandeira, não mantém diálogo com o movimento sindical para debater tais questões. “O quadro funcional é quem mantém e faz essa instituição crescer. Os banrisulenses merecem mais respeito”, afirmou.
A diretora da Mulher da Fetrafi-RS e funcionária do Banrisul, Denise Falkenberg Corrêa, também expôs a forma como os diretores vem administrando o banco, fazendo com que a situação se torne insuportável para os funcionários. “A redução de custos está em primeiro lugar, vêm antes do bancário e do cliente. Nossos colegas trabalham em locais mal iluminados e muitas vezes não tem materiais para realizarem sua função; o atendimento ao cliente é cada vez mais precário. Essa situação é um retrocesso no Banrisul. Estamos aqui para chamar os banrisulenses a se mobilizarem e reverterem a situação. Chega de violência no local de trabalho”, cobrou Denise.
Também participaram do ato o diretor do SindBancários e funcionário do Banrisul Luiz Renato Serrasol, o diretor de Políticas Sociais e Cidadania do SindBancários, Mauro Salles, e o diretor do SindBancários Nilton Gomes.
No sábado, dia 14, os banrisulenses estiveram reunidos em seu 18º Encontro Nacional, no Hotel Embaixador. O plenário aprovou a pauta de reivindicações e o calendário de mobilização a ser realizado no período, com participação intensa da categoria nos atos e caravanas em todas as agências do Banrisul no Interior e na Capital.
Por Imprensa SindBancários com edição da Fetrafi-RS.
NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.fetrafirs.org.br.
=======================================
Antigos funcionários do Banerj mantêm os olhos voltados para o futuro
O V Encontro Nacional dos antigos funcionários do Banerj foi realizado no último dia 14 na sede da Abenerj, em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Mantendo uma tradição de décadas, os trabalhadores do antigo banco dão exemplo de mobilização, mesmo 13 anos depois da privatização do banco.
Motivos não faltam: além da nostalgia, os empregados do antiga instituição têm muitas pendências e preocupações futuras. A PreviBanerj, fundo de pensão que foi extinto um ano antes da venda, e a Caberj, caixa de assistência médica, são duas boas razões para apreensão.
A Caberj, que já foi um excelente plano de saúde, agora é caro demais e eficiente de menos. Desde que o Banerj acabou, a parte patrocinada, paga pelo banco, passou a ser custeada pelos próprios beneficiários, o que tornou as mensalidades caríssimas.
“Muitos dos problemas que os banejrianos enfrentam na Caberj são decorrentes da transformação numa empresa de mercado. Isso fez com que as mensalidades se tornassem muito caras. Hoje, muitos banerjianos não têm mais condições de pagá-las e acabaram ficando sem assistência médica”, destaca Maria José Gama de Assumpção Dias, presidente da AFBER, que, ao longo destes anos, acabou se especializando no assunto.
Na PreviBanerj uma novidade traz esperança para 75% dos funcionários remanescentes. Esta maioria aceitou a proposta de sacar sua reserva do fundo de pensão quando da extinção. O fundo foi incorporado ao RioPrevidência, entidade previdenciária dos servidores estaduais do Rio de Janeiro e, desde o fechamento da PreviBanerj as contribuições estão congeladas.
Com o saque, estes trabalhadores ficaram sem direito a complementação de aposentadoria. Mas um projeto de lei que será encaminhado pelo deputado estadual Gilberto Palmares prevê a possibilidade de retorno dos que sacaram.
“A proposta é que os funcionários que foram constrangidos a sair possam voltar”, simplifica o parlamentar. Para retornar, o funcionário tem que devolver os valores sacados para recompor sua reserva, equiparando-se, assim, aos que permaneceram no fundo, já que as contribuições estão congeladas.
“O que queremos é isonomia. Se os que continuam têm a possibilidade de sair quando quiserem, por que os que saíram não podem voltar. Ninguém está pedindo nada, eles vão ter que devolver o que sacaram. E isso também não tem impacto negativo na reserva do fundo, porque não haverá retiradas, mas depósitos”, esclarece Ronald Carvalhosa, dirigente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.
A volta do que não foi
Outra questão muito discutida foi a recriação de um banco de fomento estadual no Rio de Janeiro. Com a privatização, sobrou uma “parte podre”, denominada BERJ, que continua sob controle do governo estadual.
Para os bancários, nada é mais fácil que recriar um banco de fomento através do BERJ. Gilberto Palmares, que foi sindicalista do Sinttel e acompanhou a privatização das empresas de telecomunicações, vê uma semelhança entre os dois processos.
“A Telebras foi privatizada, mas sobrou uma parte em liquidação. Anos depois, essa parte da Telebras, que já existia, foi transformada em outra coisa. É o mesmo que pensamos em relação ao Berj. Ele já existe, e como o estado do Rio de Janeiro recebeu muitos investimentos nos últimos anos, tornou-se muito necessário termos um banco para fomentar o desenvolvimento do estado. O que foi feito com a Telebras pode ser feito com o Berj”, ressalta Palmares.
Na questão do Berj, os banerjianos têm um aliado na Alerj: o deputado Paulo Ramos. Como presidente da Comissão de Trabalho e Emprego da casa parlamentar, ele sempre atendeu aos pedidos de realização de mesas redondas. Assim foi nas ocasiões em que o governo do estado anunciava um leilão para vender a parte podre. “A privatização do Banerj foi um clima contra a economia do Rio de Janeiro”, resume o deputado.
Quanto à refundação do Berj, a decisão é estadual, o que poderia gerar um conflito de interesse, já que o governador já deixou claro que o banco não interessa. Mas Antonio Biscaia, deputado suplente, se mostrou sensível à ideia e se mostrou disposto a ajudar no que for possível em âmbito federal.
“Não tenho certeza de que é possível fazer alguma coisa pelo Legislativo. É mais provável que uma lei para determinar a mudança do Berj tenha que partir do Executivo. Mas vou fazer um estudo sobre isso, assim que passar a eleição”, anunciou Biscaia.
Três das associações de funcionários do Banerj se fizeram presentes ao encontro: alem da anfitriã ABanerj, a Afber e Abaesp eviaram representantes. Os candidatos Vivaldo Barbosa (Federal – PDT) e Sérgio Menezes (Estadual – PDdoB) também compareceram. O encontro teve ainda representantes dos sindicatos de Angra dos Reis, Niterói e Rio de Janeiro, da base da Federação, e também do Ceará.
A Federação foi representada por seu presidente, Fabiano Júnior, e pelo diretor Antonio Leite, banerjiano “Precisamos nos manter mobilizados porque temos interesses a defender junto ao governo. Neste encontro, os funcionários do Banerj mais uma vez provaram sua força e sua capacidade de organização”, comemora Ronald Carvalhosa.
Fonte: Feeb RJ-ES.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.