PMDB, PT, PP, PTB, PDT, PR, PSB, PCdoB e PRB elegeram 3.825 prefeitos, enquanto PSDB, DEM, PPS e PV somente 1.487
A análise do resultado do primeiro turno das eleições municipais do último domingo (5) demonstra que os partidos que integram a base do governo Lula obtiveram uma expressiva vitória em todo o país, enquanto as principais legendas de oposição acentuaram a diminuição de prefeituras sob a sua administração, seguindo a trajetória de queda já apresentada no pleito de 2004.
No total, PMDB, PT, PP, PTB, PDT, PR, PSB, PCdoB e PRB – partidos que apóiam o governo Lula e tendem a manter uma aproximação nas eleições presidenciais de 2010 – elegeram 3.825 prefeitos no primeiro turno ou 68,7% do total. PSDB, DEM, PPS e PV conseguiram emplacar seus candidatos em 1.487 prefeituras. A base aliada terá ainda 48 candidatos disputando o segundo turno contra 15 da oposição.
FATURA
A base aliada resolveu a fatura no primeiro turno em 12 capitais e disputará o segundo turno em mais 11. A oposição venceu em apenas 3 e concorre no segundo turno em outras 5 (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte Cuiabá e São Luís).
O sentido plebiscitário da eleição municipal (quem está a favor ou contra o governo Lula) tende a se acirrar nas cidades onde será realizado segundo turno, oportunidade em que diminuirá o espaço para manobras dissimuladas de candidatos da oposição, que se apresentaram com neutralidade em relação ao governo ou utilizaram a imagem do presidente em programas de televisão e até fotos em materiais de campanha. O fato chegou a ser criticado por Lula nos comícios em que teve a oportunidade de participar. Não foram poucos os casos em que isso ocorreu. Porém, o troféu “peroba” ficou com o candidato do DEM em Salvador, ACM Neto, e para os tucanos Silvio Mendes (Teresina) e João Castelo (São Luiz), que exibiram imagens de Lula em seus programas.
Sob todos os aspectos é possível notar resultados favoráveis ao governo, que venceu em número absoluto de prefeituras, em todas as regiões do país, obteve o maior número de votos, colocou a maior quantidade de candidatos no segundo turno, ganhou mais prefeituras nas cidades com maior arrecadação e ainda assistiu derrotas fragorosas dos oposicionistas mais renhidos, como no Rio de Janeiro (Rodrigo e Cesar Maia); em Salvador (ACM Neto); Fortaleza (Tasso Jereissati); Recife (Sérgio Guerra) e Goiânia (Marconi Perillo). Um dos casos que chamou a atenção foi o de Arthur Virgílio – o mesmo que amargou menos de 6% na eleição para o governo do Amazonas em 2006 – que infiltrou o PSDB local na campanha do candidato do PSB, Serafim Corrêa, chegando ao segundo turno.
O partido que conquistou o maior número de prefeituras foi o PMDB, com 1.201, estando presente ainda em 11 disputas de segundo turno, com destaque para Belo Horizonte, com Leonardo Quintão; Rio de Janeiro, com Eduardo Paes; Porto Alegre, com José Fogaça; Salvador, com João Henrique; e Florianópolis, onde Dário Berger enfrenta Esperidião Amin.
O PT também apresentou grande crescimento, elegendo 136 prefeitos a mais do que em 2004 (547 candidatos contra 411). Nos 79 maiores colégios eleitorais do país – capitais e municípios com mais de 200 mil eleitores – o partido do presidente alcançou o melhor desempenho, com 13 vitórias em primeiro turno e 15 candidatos no segundo. Nas capitais, o PT elegeu seis em primeiro turno (Fortaleza, Recife, Vitória, Palmas, Porto Velho e Rio Branco).
O PT disputa ainda a eleição no maior colégio eleitoral, São Paulo, onde Marta Suplicy enfrenta Gilberto Kassab (DEM), candidato que buscou se apresentar como um prefeito parceiro do presidente Lula, embora represente o campo do governador José Serra (PSDB).
Em comparação com 2004, PSB, PDT e PCdoB também tiveram aumento no número de prefeitos eleitos. O PCdoB ampliou em 19 o número de prefeituras (de 10 para 39) e o PSB alcançou 77% de crescimento, passando de 176 para 311 administrações.
QUEDA
Diante da ascensão dos aliados do presidente, restaram as lágrimas para a oposição. O DEM – que chegou a mudar o nome para tentar diminuir a desidratação – não só manteve a tendência de queda como a intensificou. Em 2000, o então PFL, era o segundo maior partido em número de prefeituras, administrando nada menos que 1.027. Na primeira eleição após o governo Lula, 2004, esse número caiu para 790, minguando agora para 497 prefeituras (37% a menos). O partido está disputando o segundo turno em apenas duas cidades.
O PPS foi o que teve a maior queda percentual (- 58% das prefeituras), caindo de 306 para 130. O PSDB perdeu 86 prefeituras (caindo de 871 para 785).
Por ALESSANDRO RODRIGUES.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.horadopovo.com.br.