(São Paulo) A Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil entregou nesta terça-feira o abaixo-assinado com mais de 20 mil adesões de bancários que reivindicam a redução da Parcela Previ. Os documentos foram recebidos pelo vice-presidente de Gestão de Pessoas, Luiz Oswaldo Santiago, que ficou de encaminhar os abaixo-assinados para o Conselho Diretor do banco.
“Agora a bola está com o BB. Explicamos para ele que a redução da Parcela Previ é uma preocupação muito grande do funcionalismo, tanto que coletamos mais de 20 mil assinaturas. Isto é uma prova mais que irrefutável da necessidade de corrigir esta distorção”, afirmou Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa.
Apesar de toda enrolação do banco para resolver a questão, que já se arrasta há anos, Luiz Oswaldo disse que o BB tem compromisso de reduzir a PP e que a direção está procurando uma saída. “Desde o dia 16 de fevereiro, quando os representantes do banco não confirmaram a proposta que já haviam feito anteriormente, a empresa não mais retomou os diálogos. Agora o Luiz Oswaldo disse que a direção está procurando uma saída. Esperamos que encontrem depressa”, ironizou Marcel.
Outras pendências – A Comissão de Empresa aproveitou o encontro com a direção do banco para cobrar outras pendências do funcionalismo. Uma das questões foi o custeio da Cassi, já que o banco não contribui com os 4,5% para os novos funcionários. “Há alguns meses o Luiz Oswaldo disse que este era o ano da Cassi. Então cobramos e dissemos que queremos buscar uma solução efetiva para os problemas da nossa Caixa de Saúde”, afirmou.
Os bancários também cobraram a construção de novos planos de Cargos e Salários e de Cargos Comissionados, para que os empregados possam crescer dentro da empresa com critérios objetivos. “Cobramos ainda uma solução para a questão dos dias parados na greve, que o banco insiste em descontar. Não vamos permitir que sejam retirados direitos como abono assiduidade, férias, folgas. Queremos que o banco cumpra o que foi acordado na Fenaban, ou seja, após o dia 31 de janeiro todas as pendências foram canceladas”, finalizou Marcel
Fonte: CNB/CUT – Fábio Jammal Makhoul
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