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Por 13:35 Sem categoria

BC corta a SELIC para 7,25 porcento e põe mais pressão para que bancos reduzam suas taxas

Foi o décimo corte consecutivo da selic, taxa de juro que serve de referência para as principais transações financeiras do país. Na curta nota que costuma ser divulgada imediatamente após o encontro, os membros do Comitê de Política Monetária do Banco Central afirmam que sua estratégia para controlar a inflação mira “um período de tempo suficientemente prolongado”, sugerindo que não pretendem prejudicar a recuperação da economia.

Marcel Gomes

Brasília – O Banco Central (BC) decidiu reduzir a taxa selic para de 7,50% para 7,25% ao ano, sem viés, em reunião encerrada nesta quarta-feira (10), dando continuidade ao ciclo de baixa dos juros iniciado agosto de 2011. Foi o décimo corte consecutivo da selic, que serve de referência para as principais transações financeiras do país.

Na curta nota que costuma ser divulgada imediatamente após o encontro, os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC afirmam que sua estratégia para controlar a inflação mira “um período de tempo suficientemente prolongado”, sugerindo que não pretendem prejudicar a recuperação da economia.

“Considerando o balanço de riscos para a inflação, a recuperação da atividade doméstica e a complexidade que envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta, ainda que de forma não linear”, diz a nota.

O IPCA divulgado em setembro pelo IBGE atingiu 0,57%. No acumulado de 12 meses, alcança 5,28%, acima do centro da meta de inflação, que é de 4,50%, mas ainda dentro da margem de tolerância, de dois pontos percentuais.

O Copom também divulgou como votaram seus membros: o placar foi de cinco votos a favor do corte de 0,25 ponto percentual, e de três votos pela manutenção da taxa em 7,50%. Esse é um sinal de que o ciclo de baixa de juros na economia brasileira esteja chegando ao seu final.

Apesar do histórico patamar de 7,25% da selic, muito baixo para os padrões recentes do país, o juro real (selic menos IPCA), na casa dos dois pontos percentuais, ainda é elevado na comparação com outros países, que trabalham com taxas negativas para aquecerem suas economias em crise.

De qualquer maneira, a nova selic em 7,25% põe mais pressão para que os bancos brasileiros acentuem o corte das taxas que oferecem a seus clientes, estas, sim, ainda muito mais distantes dos padrões internacionais.

Notícia colhida no sítio http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21055

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