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BEC REVERTE AS PERDAS E LUCRA R$ 87,7 MILHÕES

Gazeta Mercantil – Adriana Thomasi
O Banco do Estado do Ceará (BEC) obteve lucro líquido de R$ 87,7 milhões no ano passado, 82,1% superior a 2002 (R$ 48,1 milhões). O resultado corresponde 28,27% de rentabilidade sobre o patrimônio líquido. Ao longo do ano os prejuízos acumulados foram cobertos pelos ganhos apurados entre junho de 1999 a janeiro de 2003.
“A instituição vai distribuir dividendos, calculados em torno de R$ 19,2 milhões”, disse o presidente Carlos Alberto Ribeiro da Silva.
Os depósitos totais cresceram 12,68% no período, passando a R$ 622,3 milhões. Já o volume de operações de crédito chegou a R$ 171,6 milhões, evolução de 15,19% sobre o ano anterior. Do total, 96,6% eram de operações vinculadas a pessoas físicas, basicamente servidores públicos estaduais e municipais.
A instituição fechou o exercício com inadimplência da ordem de 4,91% (créditos de liquidação duvidosa), ou R$ 8,4 milhões do total de operações realizadas, diante dos R$ 7,2 milhões de 2002, que correspondeu a 4,85%.
Títulos públicos
O presidente Ribeiro da Silva, no BEC desde maio 1999, disse não haver mágica para o bom desempenho. “O banco, com uma grande carteira própria de títulos da ordem de R$ 797,4 milhões, além de R$ 141,0 milhões aplicados no mercado aberto, foi favorecido pela alta da taxa Selic no início do ano passado”.
Ao final do exercício de 2003, os ativos consolidados alcançaram R$ 1,3 bilhão. Desse total, R$ 938,4 milhões, ou 68,98%, referiam-se a títulos públicos federais.
O relatório da administração do BEC, hoje controlado pela União, e com cronograma de leilão na dependência das negociações entre Estado, Secretaria do Tesouro e Banco Central (BC), indica que o Índice de Eficiência Operacional (IEO) – relação entre as despesas administrativas e o resultado operacional – atingiu 43,6%, o melhor desempenho dos últimos 5 anos. Em 2002, o percentual foi de 52,3%.
O BEC, com 869 funcionários e um total de 380 mil contas, tem uma rede com 196 pontos de atendimentos: são 69 agências no Ceará, 44 no interior, 25 na Capital, além de uma outra em Brasília. Tem ainda 12 postos de atendimento bancários (PAB) e 114 eletrônicos.
Esses 126 postos respondem por cerca de 630 mil transações ao mês. No período de quase cinco anos, tempo da federalização, o BEC acumulou lucro líquido de R$ 260,5 milhões. No período, houve incremento de 41% em número de correntistas e de 40% de contas poupança.
Privatização
Ribeiro da Silva lembrou que, durante o ano passado o processo de privatização passou por uma série de acomodações, mas não se chegou a um consenso, que atendesse aos interesses das partes. “Ainda estamos nesse compasso de espera, mas creio que a solução está bem próxima, falta muito pouco”, assinalou.
Surgiram no caminho alternativas que podem dar novo rumo ao processo. Uma das opções é o BEC ser encampado por outras instituições oficiais como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco do Nordeste do Brasil. “Certamente não vamos fazer feio”, disse. Segundo o presidente, o banco está saneado, é rentável e eliminou os esqueletos.
Os três pré-qualificados no processo anterior de privatização, segundo ele, continuam interessados – Bradesco, Itaú e Unibanco. “Mas temos conhecimentos de outras instituições”, acrescentou. O primeiro passo para um resultado efetivo é o Estado e a União chegarem a um acordo. “Feito isso, e contados seis meses do processo burocrático para o leilão, o banco estará vendido.”
O valor do BEC depende da modelagem (o que vai ser incorporado na venda). Itens que podem ter impacto no preço mínimo da instituição são o fundo de contingência, de aproximadamente de R$ 150 milhões, e, a possibilidade de as contas do Estado continuarem ou não com o banco após a desestatização. Se todos estes valores forem confirmados, o preço mínimo do BEC poderá atingir cerca de R$ 300 milhões, estimou Ribeiro da Silva.
Ele assinalou que a torcida é para uma decisão no menor prazo possível. De acordo com o presidente, mesmo a possibilidade do encampamento não é tão fácil. “Há muitos valores envolvidos e os objetivos das instituições têm que ser compatibilizados, assim como a questão previdenciária dos funcionários.”

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BEC REVERTE AS PERDAS E LUCRA R$ 87,7 MILHÕES

Gazeta Mercantil – Adriana Thomasi

O Banco do Estado do Ceará (BEC) obteve lucro líquido de R$ 87,7 milhões no ano passado, 82,1% superior a 2002 (R$ 48,1 milhões). O resultado corresponde 28,27% de rentabilidade sobre o patrimônio líquido. Ao longo do ano os prejuízos acumulados foram cobertos pelos ganhos apurados entre junho de 1999 a janeiro de 2003.

“A instituição vai distribuir dividendos, calculados em torno de R$ 19,2 milhões”, disse o presidente Carlos Alberto Ribeiro da Silva.

Os depósitos totais cresceram 12,68% no período, passando a R$ 622,3 milhões. Já o volume de operações de crédito chegou a R$ 171,6 milhões, evolução de 15,19% sobre o ano anterior. Do total, 96,6% eram de operações vinculadas a pessoas físicas, basicamente servidores públicos estaduais e municipais.

A instituição fechou o exercício com inadimplência da ordem de 4,91% (créditos de liquidação duvidosa), ou R$ 8,4 milhões do total de operações realizadas, diante dos R$ 7,2 milhões de 2002, que correspondeu a 4,85%.

Títulos públicos
O presidente Ribeiro da Silva, no BEC desde maio 1999, disse não haver mágica para o bom desempenho. “O banco, com uma grande carteira própria de títulos da ordem de R$ 797,4 milhões, além de R$ 141,0 milhões aplicados no mercado aberto, foi favorecido pela alta da taxa Selic no início do ano passado”.

Ao final do exercício de 2003, os ativos consolidados alcançaram R$ 1,3 bilhão. Desse total, R$ 938,4 milhões, ou 68,98%, referiam-se a títulos públicos federais.

O relatório da administração do BEC, hoje controlado pela União, e com cronograma de leilão na dependência das negociações entre Estado, Secretaria do Tesouro e Banco Central (BC), indica que o Índice de Eficiência Operacional (IEO) – relação entre as despesas administrativas e o resultado operacional – atingiu 43,6%, o melhor desempenho dos últimos 5 anos. Em 2002, o percentual foi de 52,3%.

O BEC, com 869 funcionários e um total de 380 mil contas, tem uma rede com 196 pontos de atendimentos: são 69 agências no Ceará, 44 no interior, 25 na Capital, além de uma outra em Brasília. Tem ainda 12 postos de atendimento bancários (PAB) e 114 eletrônicos.

Esses 126 postos respondem por cerca de 630 mil transações ao mês. No período de quase cinco anos, tempo da federalização, o BEC acumulou lucro líquido de R$ 260,5 milhões. No período, houve incremento de 41% em número de correntistas e de 40% de contas poupança.

Privatização

Ribeiro da Silva lembrou que, durante o ano passado o processo de privatização passou por uma série de acomodações, mas não se chegou a um consenso, que atendesse aos interesses das partes. “Ainda estamos nesse compasso de espera, mas creio que a solução está bem próxima, falta muito pouco”, assinalou.

Surgiram no caminho alternativas que podem dar novo rumo ao processo. Uma das opções é o BEC ser encampado por outras instituições oficiais como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banco do Nordeste do Brasil. “Certamente não vamos fazer feio”, disse. Segundo o presidente, o banco está saneado, é rentável e eliminou os esqueletos.

Os três pré-qualificados no processo anterior de privatização, segundo ele, continuam interessados – Bradesco, Itaú e Unibanco. “Mas temos conhecimentos de outras instituições”, acrescentou. O primeiro passo para um resultado efetivo é o Estado e a União chegarem a um acordo. “Feito isso, e contados seis meses do processo burocrático para o leilão, o banco estará vendido.”

O valor do BEC depende da modelagem (o que vai ser incorporado na venda). Itens que podem ter impacto no preço mínimo da instituição são o fundo de contingência, de aproximadamente de R$ 150 milhões, e, a possibilidade de as contas do Estado continuarem ou não com o banco após a desestatização. Se todos estes valores forem confirmados, o preço mínimo do BEC poderá atingir cerca de R$ 300 milhões, estimou Ribeiro da Silva.

Ele assinalou que a torcida é para uma decisão no menor prazo possível. De acordo com o presidente, mesmo a possibilidade do encampamento não é tão fácil. “Há muitos valores envolvidos e os objetivos das instituições têm que ser compatibilizados, assim como a questão previdenciária dos funcionários.”

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