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BNDES vai financiar compra de navios-tanque por subsidiária da Petrobras

Rio de Janeiro – Com recursos de R$ 2,6 bilhões, oriundos do Fundo de Marinha Mercante (FMM), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai financiar a aquisição de sete navios-tanque pela subsidiária da Petrobras, a Transpetro (Petrobras Transportes).

O anúncio foi feito hoje (6) pelo BNDES. Será financiada também uma parte da produção das embarcações pelo estaleiro Atlântico Sul, localizado em Pernambuco. O empréstimo para o estaleiro totaliza R$ 1,3 bilhão.

A operação reforça o atual estágio de reaquecimento da indústria naval brasileira, disse a chefe do Departamento de Gás e Petróleo do BNDES, Lúcia Weiver. “Desde 2004, cada vez cresce mais a indústria. Começou com demanda da Petrobras [de embarcações] de apoio offshore [apoio marítimo]. Foi crescendo com o Promef e agora com o Promef 2 e a construção de estaleiros”.

Lúcia revelou que alguns pedidos de financiamento para os novos estaleiros que serão construídos no Brasil já deram entrada no banco. Essa foi uma das prioridades definidas pelo Conselho Gestor do FMM no final do ano passado, totalizando R$ 15 bilhões. Os recursos do fundo incluem a construção de barcos de apoio, navios de maior porte e estaleiros.

Ela lembrou que nem todos os recursos do FMM vêm para o BNDES, porque há outros agentes financeiros. Como existem operações que ainda não foram enquadradas, ela não sabe ainda qual a fatia de recursos do fundo que será gerida pelo banco. “As empresas estão conversando com o BNDES e o Banco do Brasil, que são os (agentes) mais ativos”.

O financiamento aprovado para as sete novas embarcações é o primeiro da segunda fase do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef 2). O programa prevê a construção de 26 navios-tanque. O Promef 1, também financiado pelo banco com recursos do FMM no valor de R$ 4,7 bilhões, envolveu a construção de outras 23 embarcações do mesmo tipo.

Os projetos integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. A expectativa é que sejam gerados 4 mil empregos na etapa de construção dos navios, com desdobramentos positivos sobre diversos segmentos industriais e a cadeia de fornecedores nacionais.

O objetivo é a nacionalização dos navios, destacou Lúcia. A meta é atingir um nível de conteúdo nacional de 70%, superando os 60% anteriores. O número considera a aquisição de aço para as embarcações no mercado doméstico. Lúcia afirmou que o aumento do conteúdo nacional implica na redução da taxa de juros cobrada no financiamento.

A carteira ativa do BNDES com recursos do Fundo da Marinha Mercante, que engloba operações contratadas e em liberação, soma R$ 11,39 bilhões, dos quais ainda deverão ser desembolsados R$ 9,20 bilhões. Lúcia Weiver lembrou que se trata de operações de longo prazo, entre 10 e 15 anos.

Este ano, já foram liberados pelo BNDES recursos do FMM no montante de R$ 517 milhões, informou a gerente responsável pelas operações de financiamento a embarcações, Roberta Ramos. Ela estimou que até o final do ano, os desembolsos do BNDES para o setor atingirão R$ 1 bilhão.

Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil. Edição: João Carlos Rodrigues.

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Pernambuco ganha mais um estaleiro para montar navios da Petrobras

Rio de Janeiro – A Transpetro, subsidiária da Petrobras, anunciou hoje (01/07) no Rio de Janeiro que o Estaleiro Promar será instalado no Complexo Industrial e Portuário de Suape, em Ipojuca, Pernambuco. O Promar já nasce grande, com encomenda de oito navios gaseiros (para transporte de gás), no valor total de US$ 536 milhões.

A estimativa é de que essa encomenda gere mais de 10 mil empregos em Pernambuco, dos quais 2,7 mil criados de forma direta: 1,2 mil nas obras civis do estaleiro e 1,5 mil na construção dos navios. O Promar é o segundo estaleiro criado a partir das encomendas da Transpetro. O primeiro foi o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), hoje o maior do país, com contratos para montar 22 navios para a estatal.

O Promar foi o vencedor da licitação para a construção dos oito navios gaseiros do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da Transpetro. Mas enfrentou problemas no Ceará, primeira opção para instalação do empreendimento, como inviabilidade de prazo e terreno inadequado ao projeto.

Segundo nota da Promar, os investidores do estaleiro indicaram à Transpetro, no dia 29, uma nova área de 80 hectares, próxima ao Estaleiro Atlântico Sul, na Ilha de Tatuoca. A documentação necessária – licença ambiental prévia e posse do terreno – foi devidamente apresentada e aprovada pela estatal. A Transpetro convocará agora o estaleiro para assinar o contrato de construção dos oito navios gaseiros, “em tempo hábil, honrando os preços e os prazos acordados, sem prejuízo à continuidade do Promef”.

O Promar cumpriu o prazo estipulado pela Transpetro (30 de junho) para a apresentação de uma alternativa viável ao projeto, levando em conta o cronograma de construção e entrega dos navios e também a validade da proposta comercial do estaleiro, que expiraria em 10 de julho.

O estaleiro já havia comunicado ao governo que, devido à elevação de custos dos insumos da cadeia naval, não conseguiria manter os preços acordados com seus fornecedores após o dia 10 de julho. A Transpetro reuniu em um único lote todos os gaseiros que compõem o Promef, sendo quatro de 7 mil metros cúbicos (m³), dois de 12 mil m³ e dois de 4 mil m³. Conforme estabelecem as regras do programa, a construção dos navios deve ser feita com um índice mínimo de nacionalização de 70% em equipamentos e serviços.

Por Riomar Trindade – Repórter da Agência Brasil. Edição: Vinicius Doria.

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Indústria naval brasileira será tão competitiva quanto a asiática

Rio de Janeiro – Em cinco anos, a indústria naval brasileira deve se tornar tão competitiva quanto as do Japão, da China e Coreia do Sul, disse hoje (24/06) o ministro da Secretaria Especial dos Portos da Presidência da República, Pedro Brito. Ele fez a previsão durante o lançamento do navio de transporte de petróleo Celso Furtado, que integra o Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef), da Transpetro, subsidiária da Petrobras.

Segundo Brito, os 49 navios que estão sendo construídos ou licitados para o Promef fazem com o que o Brasil tenha hoje a quarta maior encomenda de embarcações petroleiras do mundo, ficando atrás apenas dos três países asiáticos: Coreia (com uma encomenda de 650 navios), China (com 460 navios) e Japão (com 240 navios).

“Nos próximos cinco anos, o Brasil estará tão competitivo quanto os primeiros do mundo, que são a Coreia do Sul, China e Japão. É claro que a escala de produção que eles têm ainda está muito distante [da brasileira]. Mas se o Brasil continuar fazendo os investimentos que faz hoje, com a demanda interna que temos atualmente, não tenho dúvidas de que vamos assumir as primeiras posições”, disse Brito, durante a cerimônia no Estaleiro Mauá, em Niterói.

De acordo com o ministro, a indústria naval brasileira precisa se preparar não apenas para atender a encomendas da Transpetro e da Petrobras, mas também a de clientes de outros países.

Dos 49 navios do Promef, dois já foram lançados ao mar, o Celso Furtado e o João Cândido. Este último foi lançado em 7 de maio, em Pernambuco. Outros 44 já foram licitados e três estão em processo de licitação.

Por Vitor Abdala – Repórter da Agência Brasil. Edição: João Carlos Rodrigues.

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Lula sanciona lei de capitalização da Petrobras

Brasília – A lei que trata da capitalização da Petrobras foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva hoje (30/06). Esse é o primeiro ponto do marco regulatório do pré-sal a ter votação concluída pela Câmara e pelo Senado e sanção presidencial.

Lula sancionou também o ponto considerado mais polêmico da proposta: o que permite o uso de até 30% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para gastar na capitalização. A medida é válida para quem já comprou ações da Petrobras com o FGTS, novos compradores não serão permitidos.

De acordo com o texto, a capitalização será feita com o lançamento de ações no mercado. A União vai integralizar o capital dela na Petrobras com emissão de títulos da dívida pública. Além disso, os acionistas minoritários devem quitar a complementação de suas ações.

Lula também sancionou a cessão onerosa. A Petrobras terá direito de explorar até 5 bilhões de barris de petróleo na área do pré-sal sem licitação. Posteriormente, a empresa terá de pagar por essa cessão emitindo títulos que serão transferidos ao governo e, depois, capitalizados.

Por Priscilla Mazenotti – Repórter da Agência Brasil. Edição: Talita Cavalcante.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

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