O Bradesco anunciou hoje uma parceria com o banco japonês UFJ para conquistar clientes entre os 300 mil brasileiros que vivem no Japão.
De olho nos US$ 2,5 bilhões que são remetidos do Japão para o Brasil a cada ano, o Bradesco passará a utilizar a infra-estrutura do UFJ, um dos maiores bancos de varejo do Japão, para oferecer serviços à comunidade nipo-brasileira.
A partir do dia 20 de dezembro, dez agências do UFJ localizadas em cidades onde há grande concentração de brasileiros estarão equipadas com terminais de auto-atendimento e funcionários que prestarão atendimento em português. As máquinas terão inclusive o ícone do Bradesco para facilitar a utilização do serviço. O investimento inicial dos dois bancos será de US$ 20 milhões.
O UFJ planeja depois expandir o auto-atendimento em português para todas as suas 500 agências. Já o Bradesco promete montar um call-center no Brasil somente para atender a comunidade nipo-brasileira no Japão.
Para fazer transferências de dinheiro, o brasileiro que vive no Japão terá de abrir uma conta no UFJ. Depois, pagará uma taxa de 2.000 ienes (cerca de R$ 53,60 pela cotação de hoje) para realizar uma remessa de qualquer quantia para sua conta corrente do Bradesco, no Brasil. O dinheiro chegará um dia após a ordem de envio.
O presidente do Bradesco, Márcio Cypriano, disse que, até o final de 2005, a instituição também planeja firmar parcerias semelhantes com o banco portugês Espírito Santo e o espanhol BBVA e atrair brasileiros que vivem no exterior para sua carteira de clientes.
UFJ
O UFJ pode se tornar o maior banco do mundo em outubro de 2005, quando está prevista a conclusão de suas negociações de fusão com outra instituição financeira japonesa, o Mitsubishi.
O negócio pode resultar na criação do maior banco do mundo. Os ativos totais dos dois bancos seriam de cerca de 188 trilhões de ienes (US$ 1,71 trilhão), ultrapassando até mesmo o Citigroup, com ativos avaliados em cerca de US$ 1,19 trilhão.
A iniciativa para a fusão dos dois bancos partiu do UFJ, que tem em carteira empréstimos de baixa qualidade e registrou em 2003 um prejuízo de cerca de US$ 3,7 bilhões.
Fonte: Folha Online
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Por Mhais• 24 de novembro de 2004• 09:35• Sem categoria
Bradesco anuncia parceria para fisgar brasileiros no Japão
O Bradesco anunciou hoje uma parceria com o banco japonês UFJ para conquistar clientes entre os 300 mil brasileiros que vivem no Japão.
De olho nos US$ 2,5 bilhões que são remetidos do Japão para o Brasil a cada ano, o Bradesco passará a utilizar a infra-estrutura do UFJ, um dos maiores bancos de varejo do Japão, para oferecer serviços à comunidade nipo-brasileira.
A partir do dia 20 de dezembro, dez agências do UFJ localizadas em cidades onde há grande concentração de brasileiros estarão equipadas com terminais de auto-atendimento e funcionários que prestarão atendimento em português. As máquinas terão inclusive o ícone do Bradesco para facilitar a utilização do serviço. O investimento inicial dos dois bancos será de US$ 20 milhões.
O UFJ planeja depois expandir o auto-atendimento em português para todas as suas 500 agências. Já o Bradesco promete montar um call-center no Brasil somente para atender a comunidade nipo-brasileira no Japão.
Para fazer transferências de dinheiro, o brasileiro que vive no Japão terá de abrir uma conta no UFJ. Depois, pagará uma taxa de 2.000 ienes (cerca de R$ 53,60 pela cotação de hoje) para realizar uma remessa de qualquer quantia para sua conta corrente do Bradesco, no Brasil. O dinheiro chegará um dia após a ordem de envio.
O presidente do Bradesco, Márcio Cypriano, disse que, até o final de 2005, a instituição também planeja firmar parcerias semelhantes com o banco portugês Espírito Santo e o espanhol BBVA e atrair brasileiros que vivem no exterior para sua carteira de clientes.
UFJ
O UFJ pode se tornar o maior banco do mundo em outubro de 2005, quando está prevista a conclusão de suas negociações de fusão com outra instituição financeira japonesa, o Mitsubishi.
O negócio pode resultar na criação do maior banco do mundo. Os ativos totais dos dois bancos seriam de cerca de 188 trilhões de ienes (US$ 1,71 trilhão), ultrapassando até mesmo o Citigroup, com ativos avaliados em cerca de US$ 1,19 trilhão.
A iniciativa para a fusão dos dois bancos partiu do UFJ, que tem em carteira empréstimos de baixa qualidade e registrou em 2003 um prejuízo de cerca de US$ 3,7 bilhões.
Fonte: Folha Online
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