Hoje, 4 de outubro, é dia de manifestações contra o Bradesco em todo o estado do Paraná. Os bancários estão em frente a diversas agências protestando contra os abusos e os desmandos desse banco que foi o que mais lucrou no primeiro semestre de 2005: quase 3 bilhões de reais.
Além de ser o banco com o maior lucro neste começo de ano, o Bradesco é também o banco que mais desrespeita seus trabalhadores e também seus clientes. Apesar de cobrar taxas e juros abusivos, obriga os clientes a enfrentarem filas enormes para serem atendidos. “Não podemos perder a noção de cidadania. Existe uma lei municipal que obriga os bancos a atenderem os clientes em no máximo 20 minutos. A população tem que ter consciência de seus direitos e sempre reivindicá-los. Nós estamos aqui para contribuir nesse processo”, diz o presidente da FETEC-CUT-PR, Adilson Stuzata.
Os Sindicatos dos Bancários de Apucarana, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Curitiba, Guarapuava, Londrina, Paranavaí e Toledo estão realizando atos contra o Bradesco no dia de hoje. Em todos os municípios onde estão ocorrendo as manifestações será entregue uma carta aberta à população, contando os desmandos do banco e explicando os motivos dos protestos.
Procon/PR
O movimento sindical também vai incentivar os clientes que estiverem hoje nas agências do Bradesco a preencherem um formulário de constatação, fornecido pelo Procon/PR, onde poderá ser comprovado o desrespeito do banco aos clientes. Esse formulário é um acordo entre a FETEC-CUT-PR e o Procon/PR, cujo objetivo é multar os bancos que não respeitam o tempo máximo de espera nas filas.
Com os dados desses formulários e o apoio do DIEESE, também será criado um ranking estadual com os bancos que mais recebem reclamações dos clientes. Em breve, a distribuição desse formulário será estendida para todos os bancos no estado.
Filas X Caixas
Imediatamente após o início do protesto em frente à agência do Bradesco Centro, no centro de Curitiba, o número de caixas para o atendimento à população dobrou. “Foi apenas nós chegarmos com a carta aberta, faixas e carro de som para que o banco providenciasse imediatamente mais caixas para atendimento. Mas queremos isso sempre, exigimos isso todos os dias. É o mínimo que o banco deve oferecer a seus clientes”, afirma o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, José Paulo Staub.
A população que passava pelo centro de Curitiba no momento do protesto apoiou o movimento. “Recebemos apoio da população porque todos, em algum momento, também são clientes de algum banco. E o povo tem conhecimento dos altíssimos lucros dos bancos e do imenso desrespeito dos banqueiros”, diz o secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Eustáquio Moreira dos Santos.
Violência
Outro fato que culminou nos protestos de hoje contra o Bradesco foram os atos de violência cometidos contra bancários em São Paulo. O banco mandou a PM bater e prender trabalhadores que estavam participando de uma manifestação pacífica em busca de melhorias salariais e no ambiente de trabalho. “É um absurdo o que o Bradesco vem cometendo contra os trabalhadores. Nem o direito à greve, garantido por lei, o banco está acatando. Isso não pode continuar”, salienta Stuzata.
Na última rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, os banqueiros ofereceram 4% de reajuste. Esse percentual não cobre nem mesmo a inflação do período. “Há 15 dias os banqueiros fizeram a ridícula oferta de 4 % e fugiram da mesa de negociações. Mas avisamos, os bancário não vão jamais fugir da luta”, afirma Staub.
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Por Mhais• 4 de outubro de 2005• 12:40• Sem categoria
Bradesco: Manifestações contra os abusos do banco em todo Paraná
Hoje, 4 de outubro, é dia de manifestações contra o Bradesco em todo o estado do Paraná. Os bancários estão em frente a diversas agências protestando contra os abusos e os desmandos desse banco que foi o que mais lucrou no primeiro semestre de 2005: quase 3 bilhões de reais.
Além de ser o banco com o maior lucro neste começo de ano, o Bradesco é também o banco que mais desrespeita seus trabalhadores e também seus clientes. Apesar de cobrar taxas e juros abusivos, obriga os clientes a enfrentarem filas enormes para serem atendidos. “Não podemos perder a noção de cidadania. Existe uma lei municipal que obriga os bancos a atenderem os clientes em no máximo 20 minutos. A população tem que ter consciência de seus direitos e sempre reivindicá-los. Nós estamos aqui para contribuir nesse processo”, diz o presidente da FETEC-CUT-PR, Adilson Stuzata.
Os Sindicatos dos Bancários de Apucarana, Campo Mourão, Cornélio Procópio, Curitiba, Guarapuava, Londrina, Paranavaí e Toledo estão realizando atos contra o Bradesco no dia de hoje. Em todos os municípios onde estão ocorrendo as manifestações será entregue uma carta aberta à população, contando os desmandos do banco e explicando os motivos dos protestos.
Procon/PR
O movimento sindical também vai incentivar os clientes que estiverem hoje nas agências do Bradesco a preencherem um formulário de constatação, fornecido pelo Procon/PR, onde poderá ser comprovado o desrespeito do banco aos clientes. Esse formulário é um acordo entre a FETEC-CUT-PR e o Procon/PR, cujo objetivo é multar os bancos que não respeitam o tempo máximo de espera nas filas.
Com os dados desses formulários e o apoio do DIEESE, também será criado um ranking estadual com os bancos que mais recebem reclamações dos clientes. Em breve, a distribuição desse formulário será estendida para todos os bancos no estado.
Filas X Caixas
Imediatamente após o início do protesto em frente à agência do Bradesco Centro, no centro de Curitiba, o número de caixas para o atendimento à população dobrou. “Foi apenas nós chegarmos com a carta aberta, faixas e carro de som para que o banco providenciasse imediatamente mais caixas para atendimento. Mas queremos isso sempre, exigimos isso todos os dias. É o mínimo que o banco deve oferecer a seus clientes”, afirma o secretário geral do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, José Paulo Staub.
A população que passava pelo centro de Curitiba no momento do protesto apoiou o movimento. “Recebemos apoio da população porque todos, em algum momento, também são clientes de algum banco. E o povo tem conhecimento dos altíssimos lucros dos bancos e do imenso desrespeito dos banqueiros”, diz o secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato dos Bancários de Curitiba e Região, Eustáquio Moreira dos Santos.
Violência
Outro fato que culminou nos protestos de hoje contra o Bradesco foram os atos de violência cometidos contra bancários em São Paulo. O banco mandou a PM bater e prender trabalhadores que estavam participando de uma manifestação pacífica em busca de melhorias salariais e no ambiente de trabalho. “É um absurdo o que o Bradesco vem cometendo contra os trabalhadores. Nem o direito à greve, garantido por lei, o banco está acatando. Isso não pode continuar”, salienta Stuzata.
Na última rodada de negociações entre o Comando Nacional dos Bancários e a Fenaban, os banqueiros ofereceram 4% de reajuste. Esse percentual não cobre nem mesmo a inflação do período. “Há 15 dias os banqueiros fizeram a ridícula oferta de 4 % e fugiram da mesa de negociações. Mas avisamos, os bancário não vão jamais fugir da luta”, afirma Staub.
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