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Brasil é o mais amigável para investidor, diz estudo

O Brasil é o país emergente com melhor estrutura de relações com investidores e transparência nas informações sobre contas públicas e endividamento de um grupo de 30 países, afirmou ontem o Institute of International Finance (IIF), entidade que reúne os maiores bancos globais.
Os bancos avaliaram durante meses as práticas de relações com investidores tanto de empresas privadas emissoras de dívidas e ações quanto de diversos níveis governamentais (governo central, estatais etc.). De um total de 20 critérios avaliados pelo IIF, Brasil, Chile, Coréia, México, Filipinas e Turquia atenderam a pelo menos 16 dos 20 requisitos e conseguiram um número de pontos acima de 30, num total possível de 38.
Paradoxalmente, os piores países em termos de transparência na relação com os investidores têm sido os mais recompensados por gigantescos fluxos de capitais nos últimos anos: China e Rússia, por exemplo, têm tido taxas de crescimento do PIB e de investimentos diretos estrangeiros superiores à média dos obtidos pelos países emergentes.
Para o diretor-gerente do IIF, Charles Dallara, os países com menor preocupação com a transparência dos investidores têm conseguido bons resultados apenas por causa do cenário de liquidez excessiva nos mercados internacionais, e a tendência é de que a situação comece a mudar a partir do ano que vem, com a elevação das taxas de juros em países desenvolvidos.
“Há algumas características que fizeram a China não ser obrigada a seguir as regras do jogo e mesmo assim receber muito capital externo, como um gigantesco mercado interno, baixo nível salarial, estabilidade política e relativa abertura ao capital externo”, diz Dallara. “Mas embora a China seja um dos maiores receptores de investimento estrangeiro direto, não tem sido muito bem-sucedida em atrair recursos para portfólio, que representam metade dos investimentos diretos”. A China, entretanto, é mais restritiva nas regras para investidores de portfólio (compradores de bônus ou ações) do que para investidores no setor produtivo.
Dallara diz que os países que mais avançaram na relação com os investidores, como Brasil, México e Turquia, tiveram expressivas reduções de “spreads” de seus títulos de dívida no mercado internacional. Mas outros países que não fizeram tanto também foram beneficiados. “A liquidez certamente desempenhou um papel importante”, diz. O diretor do HSBC e diretor do grupo de Prevenção de Crises do IIF, Robert Gray, diz que “em momentos de alta liquidez o efeito pode ser pequeno, mas o tratamento dos investidores fará diferença num cenário internacional mais difícil”.
A Argentina não foi incluída na pesquisa, porque no momento em que ela foi iniciada o país ainda estava iniciando o processo de renegociação de sua dívida externa em moratória.
O IIF estima que este ano o fluxo total de capitais tenha superado os US$ 350 bilhões, acima do recorde de US$ 323 bilhões atingido em 1996. Mas em 2006 o fluxo de investimentos em mercados emergentes deve diminuir em relação a este ano, prevêem os bancos.
Por Tatiana Bautzer – Washington (Estados Unidos) – NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.valoronline.com.br/veconomico.

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Brasil é o mais amigável para investidor, diz estudo

O Brasil é o país emergente com melhor estrutura de relações com investidores e transparência nas informações sobre contas públicas e endividamento de um grupo de 30 países, afirmou ontem o Institute of International Finance (IIF), entidade que reúne os maiores bancos globais.

Os bancos avaliaram durante meses as práticas de relações com investidores tanto de empresas privadas emissoras de dívidas e ações quanto de diversos níveis governamentais (governo central, estatais etc.). De um total de 20 critérios avaliados pelo IIF, Brasil, Chile, Coréia, México, Filipinas e Turquia atenderam a pelo menos 16 dos 20 requisitos e conseguiram um número de pontos acima de 30, num total possível de 38.

Paradoxalmente, os piores países em termos de transparência na relação com os investidores têm sido os mais recompensados por gigantescos fluxos de capitais nos últimos anos: China e Rússia, por exemplo, têm tido taxas de crescimento do PIB e de investimentos diretos estrangeiros superiores à média dos obtidos pelos países emergentes.

Para o diretor-gerente do IIF, Charles Dallara, os países com menor preocupação com a transparência dos investidores têm conseguido bons resultados apenas por causa do cenário de liquidez excessiva nos mercados internacionais, e a tendência é de que a situação comece a mudar a partir do ano que vem, com a elevação das taxas de juros em países desenvolvidos.

“Há algumas características que fizeram a China não ser obrigada a seguir as regras do jogo e mesmo assim receber muito capital externo, como um gigantesco mercado interno, baixo nível salarial, estabilidade política e relativa abertura ao capital externo”, diz Dallara. “Mas embora a China seja um dos maiores receptores de investimento estrangeiro direto, não tem sido muito bem-sucedida em atrair recursos para portfólio, que representam metade dos investimentos diretos”. A China, entretanto, é mais restritiva nas regras para investidores de portfólio (compradores de bônus ou ações) do que para investidores no setor produtivo.

Dallara diz que os países que mais avançaram na relação com os investidores, como Brasil, México e Turquia, tiveram expressivas reduções de “spreads” de seus títulos de dívida no mercado internacional. Mas outros países que não fizeram tanto também foram beneficiados. “A liquidez certamente desempenhou um papel importante”, diz. O diretor do HSBC e diretor do grupo de Prevenção de Crises do IIF, Robert Gray, diz que “em momentos de alta liquidez o efeito pode ser pequeno, mas o tratamento dos investidores fará diferença num cenário internacional mais difícil”.

A Argentina não foi incluída na pesquisa, porque no momento em que ela foi iniciada o país ainda estava iniciando o processo de renegociação de sua dívida externa em moratória.

O IIF estima que este ano o fluxo total de capitais tenha superado os US$ 350 bilhões, acima do recorde de US$ 323 bilhões atingido em 1996. Mas em 2006 o fluxo de investimentos em mercados emergentes deve diminuir em relação a este ano, prevêem os bancos.

Por Tatiana Bautzer – Washington (Estados Unidos) – NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.valoronline.com.br/veconomico.

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