O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, está discutindo com o mercado a desburocratização dos investimentos estrangeiros em dívida doméstica. Levy diz que a emissão externa em reais atraiu investidores que nunca haviam “experimentado” o risco-Brasil e funcionará como chamariz para o mercado de títulos públicos.
“O resultado da emissão externa em reais foi bom porque separou o risco-país real das pequenas dificuldades burocráticas que os estrangeiros enfrentam para investir no Brasil”, disse o secretário, que participa da reunião anual do FMI e do Banco Mundial. Nesta semana, o Tesouro pagou 12,75% em emissão externa de US$ 1,5 bilhão, a primeira indexada ao real, com prazo de vencimento de dez anos.
Tesouro e setor privado discutem medidas como a harmonização de prazos para liquidação de operações com títulos públicos e câmbio. “Hoje não é fácil investir no Brasil. A data de liquidação de contratos no mercado secundário não bate com a de câmbio. Há uma diferença de dois dias nos quais o investidor fica com o dinheiro parado”, explicou Levy.
Para Charles Wortman, presidente do JPMorgan no Brasil, que liderou a captação externa do Tesouro em reais, a operação foi apenas a primeira de muitas. “Com a demanda forte que não foi atendida, haverá outras captações da República ainda neste ano e em 2006 para ajudar a construir a curva de juros em reais”, disse. Segundo Wortman, a demanda total pelos papéis chegou a US$ 7 bilhões, mais de dez vezes superior aos US$ 500 milhões inicialmente estimados. Para ele, a operação é “um divisor de águas” no mercado de capitais do Brasil e vai contribuir para o desenvolvimento do mercado interno de dívida, não só do governo federal, mas também das empresas.
Fonte: www.valoronline.com.br
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Por Mhais• 23 de setembro de 2005• 10:33• Sem categoria
Brasil quer atrair o capital externo para título público
O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, está discutindo com o mercado a desburocratização dos investimentos estrangeiros em dívida doméstica. Levy diz que a emissão externa em reais atraiu investidores que nunca haviam “experimentado” o risco-Brasil e funcionará como chamariz para o mercado de títulos públicos.
“O resultado da emissão externa em reais foi bom porque separou o risco-país real das pequenas dificuldades burocráticas que os estrangeiros enfrentam para investir no Brasil”, disse o secretário, que participa da reunião anual do FMI e do Banco Mundial. Nesta semana, o Tesouro pagou 12,75% em emissão externa de US$ 1,5 bilhão, a primeira indexada ao real, com prazo de vencimento de dez anos.
Tesouro e setor privado discutem medidas como a harmonização de prazos para liquidação de operações com títulos públicos e câmbio. “Hoje não é fácil investir no Brasil. A data de liquidação de contratos no mercado secundário não bate com a de câmbio. Há uma diferença de dois dias nos quais o investidor fica com o dinheiro parado”, explicou Levy.
Para Charles Wortman, presidente do JPMorgan no Brasil, que liderou a captação externa do Tesouro em reais, a operação foi apenas a primeira de muitas. “Com a demanda forte que não foi atendida, haverá outras captações da República ainda neste ano e em 2006 para ajudar a construir a curva de juros em reais”, disse. Segundo Wortman, a demanda total pelos papéis chegou a US$ 7 bilhões, mais de dez vezes superior aos US$ 500 milhões inicialmente estimados. Para ele, a operação é “um divisor de águas” no mercado de capitais do Brasil e vai contribuir para o desenvolvimento do mercado interno de dívida, não só do governo federal, mas também das empresas.
Fonte: www.valoronline.com.br
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