fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 10:20 Sem categoria

BRIC se compromete em avançar na reforma do sistema financeiro internacional

Ekaterimburgo (Rússia) – Os líderes dos quatro países que integram o bloco do Bric – Brasil, India, China e Russia – se reuniram hoje (16) e decidiram trabalhar pelo fortalecimento do grupo e no avanço de propostas de reforma do sistema financeiro internacional. O encontro, o primeiro com a participação dos chefes de Estado de cada uma das nações, foi realizado em Ekaterimburgo, cidade russa na região dos Montes Urais. Depois de quatro horas de conversas, ficou evidente que ainda há muitas diferenças. Mas que os pontos convergentes tem sido cada vez maiores.

“Estamos comprometidos em avançar nas reformas do sistema financeiro internacional para refletir as mudanças na economia mundial”, disseram os líderes num comunicado conjunto distribuído após o encontro. “Os países emergentes e em desenvolvimento precisam ter voz e representaçao maior nas instituições financeiras internacionais”, diz o texto.

Outra preocupação dos líderes foi fortalecer o G20. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo explicou o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, teme que ações mais conservadoras trabalhem contra o fortalecimento do grupo. “O G20 necessita ter cada vez mais força”, disse Amorim em entrevista aos jornalistas brasileiros após o encontro.

Desde que as quatro nações passaram a ser identificadas como um grupo com características semelhantes e passaram a usar a sigla Bric, criada em 2001 pelo economista britânico Jim ONeill, esta foi a primeira vez que os presidentes se reuniram. Agora, a ideia é fortalecer o grupo, conquistando uma identidade própria. “É imprescindível que as ações sejam sistematizadas”, explicou Amorim. Para que isso aconteça, os encontros deverão ser periódicos. E, o próximo, já tem data e local marcado: será no Brasil em 2010.

Os chefes de Estado também concordaram com a necessidade urgente de que sejam encontrados novos caminhos que permitam a retomada do crescimento da economia mundial. Enquanto o mundo desenvolvido sofre os duros efeitos da crise, os quatro emergentes tem despontado como uma alternativa. Algumas projeções, inclusive, apontam para a possibilidade de que eles sejam os gigantes de um novo ciclo de prosperidade no mundo.

Apesar de tantas posições semelhantes, alguns pontos ainda são bastante polêmicos. Entre eles está a discussão para encontrar uma alternativa ao dolar como moeda de reserva e troca nas transações comerciais. Além da dificuldade em concretizar a proposta, os líderes, segundo explicou Celso Amorim, temem que isso acabe sendo um fator de desestabilização econômica.

Nas questões políticas também há assuntos delicados. O principal deles é a proposta de reforma do Conselho de Segurança da ONU. Brasil e Índia, junto com Alemanha e Japão, reivindicam uma vaga permanente. Já a China não vê com bons olhos o ingresso do Japão no conselho.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após o encontro, viajou para o Cazaquistão. Lula será o primeiro presidente brasileiro a visitar o país.

Por Monica Gugliano – Enviada especial da EBC. Edição: Aécio Amado.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.gov.br.

===================================================

Obama anuncia reforma do setor financeiro hoje; derivativos serão regulamentados

17/06/2009 – 09:38 , atualizada às 09:47 17/06 – Redação com agências

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anuncia nesta quarta-feira (17) a reforma da supervisão do setor financeiro, que pretende garantir maior segurança e transparência ao mercado. Ontem, Obama garantiu que os contratos derivativos – um dos pontos centrais da crise financeira – passarão a ser registrados e regulamentados.

“Os derivativos são um enorme risco potencial para este sistema. Vamos garantir que eles terão de se registrar, que eles sejam regulamentados, que teremos câmaras de compensação para que todos saibam quais são as várias posições das pessoas”, afirmou, em entrevista ontem a emissoras de TV norte-americanas.

“Neste momento, você tem um completo sistema paralelo de enorme risco. Isto tudo será trazido à superfície e acreditamos que a transparência e franqueza são o passo fundamental para garantir que eles não representar um risco ao sistema como um todo”.

Obama também defendeu que grandes empresas sejam supervisionadas por um órgão regulador. “O que temos em nossa proposta é que instituições de primeira linha – as grandes instituições que, se falirem, exigirão suporte do governo – fiquem sob cuidados de um órgão regulador único.”

“Nosso conceito geral é o de não abandonar os aspectos do sistema que funcionam, mas sim nos concentrar nos aspectos que não funcionam”, disse Obama. O presidente também afirmou que sua agenda de reformas prevê dar aos reguladores autoridade para desativar instituições individuais.

Mais cedo, um membro da administração confirmou que outro componente do plano de Obama será a criação de uma nova Agência de Proteção Financeira ao Consumidor para supervisionar os mercados de crédito, poupança e pagamentos, e que terá poder para reescrever regras hipotecárias e proibir práticas injustas.

Além de criar um regulador para o risco sistêmico e modernizar a proteção ao consumidor, Obama disse que sua agenda de reforma irá, como esperado, dar aos reguladores autoridade para desmembrar instituições individuais.

Questionado se a política influenciou as propostas de reforma, o presidente disse: “Queremos ter isso aprovado e achamos que a velocidade é importante. Queremos fazer isso certo, queremos fazer isso com cautela, mas não queremos lutar contra moinhos de vento”.

O papel do Fed

O papel do Departamento do Tesouro deve ser ampliado e o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) deve tornar-se um supervisor das grandes instituições financeiras. A proposta envolve a solicitação de padrões de capital mais elevados e um monitoramento mais estreito das atividades dos bancos por causa do risco ao sistema no caso de eles quebrarem.

O plano de Obama incluirá, ainda, a eliminação do Office of Thrift Supervision (OTS, agência de supervisão de instituições de poupança), com a união dele ao Office of the Comptroller of the Currency (OCC, na sigla em inglês, agência reguladora do setor bancário americano).

(Com informações da Agência Estado e Valor Online)

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/06/17/.

=========================================================

O desafio de regular os mercados

O grande desafio de Barack Obama começa agora: como redefinir a governança no setor financeiro, para impedir a repetição da crise que quase leva de roldão a economia mundial.

Tem um ponto a seu favor: a crise ainda não acabou. Há um estoque de problemas remanescentes exigindo cuidados adicionais. Se o pior da crise tivesse efetivamente passado, não haveria espaço político para mudanças.

***

Para tanto, Obama terá que mexer no coração do sistema de poder que dominou a economia capital no século: o Federal Reserve, o Banco Central norte-americano e o sistema de interesses que o rodeia.

Criado em 1913, o FED tem várias funções. Cabe a ele definir a política monetária e a taxa básica de juros; supervisionar as instituições financeiras; ser uma espécie de banco do Tesouro americano, realizando suas transações.

O FED é dirigido por um conselho de 7 Governadores, nomeados pelo Presidente da República e aprovados pelo Senado. Doze FEDs regionais compõem o sistema de supervisão e análise do banco. Como instituição consolidada, ao longo de sua história foi submetido a poucas tentativas de reforma.

Agora, o desafio do governo Obama será, de um lado, ampliar o poder de fiscalização do FED; mas, de outro, reduzir a autonomia quase total com que toma suas decisões.

***

O trabalho está sendo conduzido pelo Secretário do Tesouro, Timothy Geithner, e o economista-chefe da Casa Branca, Lawrence Summers e visará corrigir um erro cometido nas mudanças de regulação dos anos 80.

Naqueles anos, o governo e o Congresso americano passaram a tratar o sistema financeiro por áreas de atuação. Um conglomerado bancário é composto por diversas unidades. Mas o FED controlava apenas os bancos comerciais, ficando fora de seu seu controle bancos de investimentos, gestores de recursos e toda a imensa fauna que passou a orbitar em torno dos grandes fluxos financeiros.

O modelo falhou quando problemas de determinadas áreas passaram a afetar a solidez dos conglomerados como um todo, assim como de outros mercados.

***

As propostas em jogo são de ampliar a supervisão do FED, de maneira a tratar dos conglomerados financeiros de forma integrada. O que significará aumentar o poder do FED.

Para contrabalançar esse poder , haveria uma obrigatoriedade de ampliar a prestação de contas, subordinando o FED a um conselho de reguladores e exigindo a aprovação da Secretaria do Tesouro para qualquer operação de salvamento de bancos.

E aí se criam problemas adicionais – segundo análise The Wall Street Journal. A nova regulamentação obrigará os bancos a aumentarem seu capital e a reduzir sua rentabilidade. O que, teoricamente, reduzirá também a capacidade de emprestar.

***

Além desse reforço no FED, será criado um Conselho que atuará em todas as agências, permitindo maior agilidade na identificação e no combate de problemas que surjam.

Não será uma tarefa política simples. A implementação terá que ser necessariamente lenta, posto que negociada com o Congresso.

Por Luis Nassif.

ARTIGO COLHIDO NO SÍTIO http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/06/17/.

Close