Para proteger o emprego, Sindicato defende a ratificação da Convenção 158 da OITSão Paulo – O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira, dia 12, por unanimidade, a fusão entre o banco Real ABN e o consórcio composto pelo Santander, Fortis e Royal Bank of Scotland (RBS).
Para o órgão, a operação não trará riscos à concorrência porque a presença do Santander e do Real juntos representa menos de 20% de participação em cada um dos segmentos não-financeiros. Também no setor financeiro, o Cade não vê muita concentração das duas instituições.
“O Cade analisa apenas as questões técnicas de mercado. Não é de sua competência atentar para questões trabalhistas, que são absolutamente fundamentais para o país”, diz Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato. “Para defender o emprego, temos que pressionar os congressistas a ratificar a Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), já que a determinação será enviada pelo presidente Lula a eles”, completa.
> Entenda a Convenção 158 da OIT
Estréia – A fusão, no Brasil, entre Real e Santander é a primeira operação de grande porte analisada pelo Cade. Até outubro deste ano, quem fazia o julgamento era o Banco Central (BC). A mudança ocorreu depois de uma decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) de Brasília.
Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo, André Rossi – 13/12/2007