Cerimônia realizada ontem à noite em Brasília (DF) marcou o ato de assinatura do acordo coletivo válido para o período de 2004/2005, reunindo a CNB/CUT (Confederação Nacional dos Bancários), a CEE/Caixa (Comissão Executiva dos Empregados) e a direção da Caixa Econômica Federal. Esse ato concluiu a campanha salarial unificada deste ano e contou com a participação do presidente da Caixa, Jorge Mattoso, do presidente da CNB/CUT e coordenador da Executiva Nacional dos Bancários, Vagner Freitas, do coordenador da CEE/Caixa, Plínio Pavão, do presidente da Funcef, Guilherme Lacerda, e do presidente da Fenae e membro eleito do Conselho Deliberativo da Funcef, José Carlos Alonso. Também participaram da cerimônia vice-presidentes e diretores da Caixa, além de presidentes de sindicatos e federações de bancários vinculadas à CUT (Central Única dos Trabalhadores).
Durante a cerimônia de ontem, o presidente da CNB/CUT, Vagner Freitas, apontou o caráter histórico do acordo coletivo de 2004/2005, do ponto de vista da organização dos trabalhadores vinculados à CUT. “Esperamos estar assinando, na verdade, o último acordo coletivo/específico. Para o próximo ano, a perspectiva do movimento nacional bancário é avançar no processo de contratação e de fortalecimento de suas estruturas, com a recuperação do poder de compra dos salários dos trabalhadores. Nosso objetivo é garantir, até o final do governo Lula, o contrato nacional dos trabalhadores do ramo financeiro”, frisou Vagner Freitas.
Na ocasião, o presidente da Caixa, Jorge Mattoso, também fez uso da palavra e classificou de marco a assinatura do acordo coletivo com a representação nacional dos empregados, sobretudo porque a empresa este ano decidiu participar da mesa única da Fenaban. Mattoso disse que a Caixa continuará aberta ao movimento bancário para discutir, de forma permanente, questões de interesse de seus empregados.
Com a assinatura do acordo, que resultou de negociações árduas em quase seis meses de campanha salarial e foi construído após 30 dias da greve nacional da categoria bancária, a Caixa creditou na madrugada de hoje os valores referentes à primeira parcela da PLR (participação nos lucros e resultados): 60% da regra básica, garantindo o valor mínimo de R$ 900, limitado a R$ 3.006. A PLR paga a todos os empregados obedece a mesma regra da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), incluindo para efeito de cálculo todas as verbas salariais, inclusive o CTVA (Complemento Temporário Variável de Ajuste de Mercado). O teto da PLR também é o mesmo dos bancos privados: R$ 5.010. O pagamento dos 40% restantes será efetuado até março de 2005.
O acordo incorporou ainda o reajuste salarial de 8,5% para todos os empregados, mais R$ 30 para quem ganha até R$ 1.500. Esse índice incide sobre as demais verbas de caráter econômico. O acordo prevê também valores escalonados para a cesta-alimentação: R$ 108,50% de setembro a dezembro de 2004, R$ 135,62 de janeiro a abril de 2005 e R$ 162,75 de maio a agosto de 2005. A partir de setembro do próximo ano, o valor será igualado ao dos demais bancários.
Além disso, os empregados vão poder fazer a conversão em espécie da licença-prêmio e Apips em até 30 dias, beneficiando os técnicos bancários. As faltas do período anterior à greve vão receber tratamento igual ao dado aos da greve, com compensação de 50% e não reflexo. O prazo para essa compensação vai até 31 de maio de 2005.
Fonte: Fenae Net
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Por Mhais• 2 de dezembro de 2004• 11:45• Sem categoria
Caixa: assinatura do acordo coletivo conclui campanha salarial
Cerimônia realizada ontem à noite em Brasília (DF) marcou o ato de assinatura do acordo coletivo válido para o período de 2004/2005, reunindo a CNB/CUT (Confederação Nacional dos Bancários), a CEE/Caixa (Comissão Executiva dos Empregados) e a direção da Caixa Econômica Federal. Esse ato concluiu a campanha salarial unificada deste ano e contou com a participação do presidente da Caixa, Jorge Mattoso, do presidente da CNB/CUT e coordenador da Executiva Nacional dos Bancários, Vagner Freitas, do coordenador da CEE/Caixa, Plínio Pavão, do presidente da Funcef, Guilherme Lacerda, e do presidente da Fenae e membro eleito do Conselho Deliberativo da Funcef, José Carlos Alonso. Também participaram da cerimônia vice-presidentes e diretores da Caixa, além de presidentes de sindicatos e federações de bancários vinculadas à CUT (Central Única dos Trabalhadores).
Durante a cerimônia de ontem, o presidente da CNB/CUT, Vagner Freitas, apontou o caráter histórico do acordo coletivo de 2004/2005, do ponto de vista da organização dos trabalhadores vinculados à CUT. “Esperamos estar assinando, na verdade, o último acordo coletivo/específico. Para o próximo ano, a perspectiva do movimento nacional bancário é avançar no processo de contratação e de fortalecimento de suas estruturas, com a recuperação do poder de compra dos salários dos trabalhadores. Nosso objetivo é garantir, até o final do governo Lula, o contrato nacional dos trabalhadores do ramo financeiro”, frisou Vagner Freitas.
Na ocasião, o presidente da Caixa, Jorge Mattoso, também fez uso da palavra e classificou de marco a assinatura do acordo coletivo com a representação nacional dos empregados, sobretudo porque a empresa este ano decidiu participar da mesa única da Fenaban. Mattoso disse que a Caixa continuará aberta ao movimento bancário para discutir, de forma permanente, questões de interesse de seus empregados.
Com a assinatura do acordo, que resultou de negociações árduas em quase seis meses de campanha salarial e foi construído após 30 dias da greve nacional da categoria bancária, a Caixa creditou na madrugada de hoje os valores referentes à primeira parcela da PLR (participação nos lucros e resultados): 60% da regra básica, garantindo o valor mínimo de R$ 900, limitado a R$ 3.006. A PLR paga a todos os empregados obedece a mesma regra da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), incluindo para efeito de cálculo todas as verbas salariais, inclusive o CTVA (Complemento Temporário Variável de Ajuste de Mercado). O teto da PLR também é o mesmo dos bancos privados: R$ 5.010. O pagamento dos 40% restantes será efetuado até março de 2005.
O acordo incorporou ainda o reajuste salarial de 8,5% para todos os empregados, mais R$ 30 para quem ganha até R$ 1.500. Esse índice incide sobre as demais verbas de caráter econômico. O acordo prevê também valores escalonados para a cesta-alimentação: R$ 108,50% de setembro a dezembro de 2004, R$ 135,62 de janeiro a abril de 2005 e R$ 162,75 de maio a agosto de 2005. A partir de setembro do próximo ano, o valor será igualado ao dos demais bancários.
Além disso, os empregados vão poder fazer a conversão em espécie da licença-prêmio e Apips em até 30 dias, beneficiando os técnicos bancários. As faltas do período anterior à greve vão receber tratamento igual ao dado aos da greve, com compensação de 50% e não reflexo. O prazo para essa compensação vai até 31 de maio de 2005.
Fonte: Fenae Net
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