Dentro do PAC, instituição amplia quadro funcional e oferece orientações on line a Estados e municípios
Melhorias estruturais aliadas à política de desenvolvimento urbano do Governo Federal e ao cenário econômico favorável levaram a Caixa Econômica Federal a atingir contratação habitacional recorde no quadrimestre. Até 30 de abril, foram contratados pela instituição mais de R$ 4,26 bilhões, volume recorde para o período. O montante – 13% maior que os R$ 3,77 bilhões do mesmo período de 2006 – já atendeu a 146.846 famílias. Nos primeiros três dias úteis de maio já são R$ 4,55 bilhões, elevando o crescimento para 15%.
Dos seus recursos próprios, o banco aplicou R$ 1,6 bilhão (30.840 contratos) no quadrimestre, frente ao R$ 1 bilhão (24.626 unidades) financiado em igual período do ano passado. Desse volume, R$ 1,46 bilhão é referente a operações com recursos da poupança – crescimento de 75% em relação aos quatro primeiros meses de 2006.
Outro crescimento significativo registrado foi no volume dos financiamentos para aquisição de imóvel novo e em produção, destinados à população com renda mensal de até cinco salários mínimos. “Hoje esse público já consome 52% dos recursos destinados a tais modalidades, quando até 2005 este percentual mal chegava aos 25%”, afirma a presidente da CAIXA, Maria Fernanda Ramos Coelho.
Dentro das novas diretrizes do Conselho Curador do FGTS e do Ministério das Cidades, que visam direcionar no mínimo 50% dos recursos para a aquisição de imóveis novos ou na planta, já foram desembolsados R$ 569 milhões para a produção. “O resultado já é 124% maior que o realizado nos primeiros quatro meses de 2006, o que demonstra o objetivo de ajudar a criar novos postos de trabalho e gerar renda”, ressalta a executiva.
Com desembolso 28 % superior, os projetos de saneamento no país já receberam R$ 300 milhões via CAIXA até 30 de abril e já foram contratados outros R$ 293 milhões. Atualmente, estão em análise 275 projetos, no valor de R$ 2,96 bilhões. A expectativa é que, junto com os investimentos em infra-estrutura, sejam contratados R$ 6,17 bilhões até o fim deste ano, frente ao R$ 1,68 bilhão contratado durante 2006.
MEDIDAS INDUTORAS – Para facilitar a aplicação do orçamento de R$ 26 bilhões para habitação, saneamento e infra-estrutura, a CAIXA adotou uma série de medidas que incluem ampliação do quadro funcional, com a contratação de novos 786 empregados, entre engenheiros, arquitetos, analistas e técnicos sociais, e a alocação de 121 gerentes.
Além disso, a instituição estruturou internamente um processo de assistência técnica para auxiliar Estados e municípios na preparação de seus projetos para contratação de recursos, criando uma gerência nacional para esta finalidade. Também foi criada uma estrutura nacional para cuidar especificamente da área de habitação de interesse social e da interlocução com entidades públicas e movimentos sociais.
Hoje, na página da CAIXA (www.caixa.gov.br) é possível acessar uma rede de apoio que inclui banco de projetos de habitação de interesse social, projetos selecionados no Prêmio CAIXA–IAB, as melhores práticas, sistemas, biblioteca e inovações tecnológicas.
Segundo a presidente da CAIXA, outro fator essencial foi a revisão e a melhoria dos processos de seleção. “Internamente estamos implementando 171 medidas de melhoria de processos, das quais 76 já estão funcionando e outras 95, em curso”, explica Maria Fernanda.
Entre as medidas destaquem-se a definição e redução de prazos limites para todas as fases de seleção (análises de projeto, risco e jurídica), redução das taxas de juros para habitação e saneamento e a ampliação do prazo de validade das análises técnicas de 180 dias para um ano. Para casos específicos foi definida a dispensa/simplificação da documentação exigida, se o incorporador for distinto da construtora.
FEIRÕES – Para manter o ótimo e gradativo desempenho das contratações habitacionais vistos nos últimos anos a CAIXA dá continuidade aos seus Feirões da Casa Própria. Com início no próximo dia 18, em Brasília e Porto Alegre, o evento será realizado em outras oito grandes cidades e capitais. “Nossa estimativa é superar o volume de negócios feitos no ano passado”, disse a presidente. No ano passado, 549 mil pessoas visitaram os feirões, que movimentaram mais de R$ 1,92 bilhão.
Por Assessoria de Imprensa Caixa.
NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.fenae.org.br.