A Caixa Econômica Federal fechou o terceiro trimestre do ano com um lucro líquido de R$ 441 milhões -resultado 16,9% menor que o visto no mesmo período de 2003, época em que o banco se beneficiou do alto rendimento dos títulos públicos injetados no saneamento promovido em 2001 pelo Tesouro Nacional.
No acumulado do ano, o lucro alcançou R$ 1,06 bilhão, contra o R$ 1,35 bilhão contabilizado em igual período de 2003. A expectativa é que o lucro chegue a R$ 1,4 bilhão neste ano -bem abaixo do R$ 1,616 bilhão de 2003, recorde histórico do banco.
Com o cenário de juros mais baixos, a Caixa procura manter sua lucratividade ampliando os empréstimos concedidos. O aumento do crédito, no entanto, esbarra em dificuldades gerenciais para facilitar a análise e a concessão de financiamentos. O banco, por exemplo, foi um dos últimos a trabalhar com crédito pré-aprovado para os correntistas.
Para o banco, a expansão de 41,5% verificada no saldo da carteira comercial -de R$ 6 bilhões para R$ 8,5 bilhões, na comparação com o mesmo trimestre de 2003- foi o grande destaque no período.
Esse aumento compensou o recuo de 10,15% na carteira de títulos públicos, segundo essa comparação. No final de setembro, a carteira de títulos do governo somava R$ 70,8 bilhões.
O banco também elevou em 21,54% a administração de recursos de terceiros, que atingiram R$ 92,15 bilhões em setembro.
A caderneta de poupança da Caixa fechou o terceiro trimestre com um saldo de R$ 47,3 bilhões, um crescimento de 9,41% em relação ao mesmo período do ano passado.
A captação líquida da caderneta de poupança do banco alcançou R$ 152,8 milhões, contra um desempenho negativo registrado em igual período de 2003.
R$ 10 bi para habitação
Os recursos para o financiamento habitacional na CEF podem chegar a R$ 10 bilhões em 2005. A estimativa foi divulgada ontem, com o resultado financeiro do terceiro trimestre.
A Caixa aplicou R$ 3,7 bilhões em habitação até setembro, um aumento de 9,3% em relação ao mesmo período de 2003.
O montante está bem abaixo do orçamento total de 2004, de R$ 8 bilhões. Para acelerar a liberação de crédito imobiliário, a CEF anunciou mudanças nos programas de financiamento. Mesmo assim, essas mudanças devem ser insuficientes para zerar o orçamento de 2004.
Fonte: Folha de São Paulo – Fabiana Futema
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Por Mhais• 17 de novembro de 2004• 10:54• Sem categoria
Caixa lucra menos no terceiro trimestre deste ano
A Caixa Econômica Federal fechou o terceiro trimestre do ano com um lucro líquido de R$ 441 milhões -resultado 16,9% menor que o visto no mesmo período de 2003, época em que o banco se beneficiou do alto rendimento dos títulos públicos injetados no saneamento promovido em 2001 pelo Tesouro Nacional.
No acumulado do ano, o lucro alcançou R$ 1,06 bilhão, contra o R$ 1,35 bilhão contabilizado em igual período de 2003. A expectativa é que o lucro chegue a R$ 1,4 bilhão neste ano -bem abaixo do R$ 1,616 bilhão de 2003, recorde histórico do banco.
Com o cenário de juros mais baixos, a Caixa procura manter sua lucratividade ampliando os empréstimos concedidos. O aumento do crédito, no entanto, esbarra em dificuldades gerenciais para facilitar a análise e a concessão de financiamentos. O banco, por exemplo, foi um dos últimos a trabalhar com crédito pré-aprovado para os correntistas.
Para o banco, a expansão de 41,5% verificada no saldo da carteira comercial -de R$ 6 bilhões para R$ 8,5 bilhões, na comparação com o mesmo trimestre de 2003- foi o grande destaque no período.
Esse aumento compensou o recuo de 10,15% na carteira de títulos públicos, segundo essa comparação. No final de setembro, a carteira de títulos do governo somava R$ 70,8 bilhões.
O banco também elevou em 21,54% a administração de recursos de terceiros, que atingiram R$ 92,15 bilhões em setembro.
A caderneta de poupança da Caixa fechou o terceiro trimestre com um saldo de R$ 47,3 bilhões, um crescimento de 9,41% em relação ao mesmo período do ano passado.
A captação líquida da caderneta de poupança do banco alcançou R$ 152,8 milhões, contra um desempenho negativo registrado em igual período de 2003.
R$ 10 bi para habitação
Os recursos para o financiamento habitacional na CEF podem chegar a R$ 10 bilhões em 2005. A estimativa foi divulgada ontem, com o resultado financeiro do terceiro trimestre.
A Caixa aplicou R$ 3,7 bilhões em habitação até setembro, um aumento de 9,3% em relação ao mesmo período de 2003.
O montante está bem abaixo do orçamento total de 2004, de R$ 8 bilhões. Para acelerar a liberação de crédito imobiliário, a CEF anunciou mudanças nos programas de financiamento. Mesmo assim, essas mudanças devem ser insuficientes para zerar o orçamento de 2004.
Fonte: Folha de São Paulo – Fabiana Futema
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