fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 13:05 Sem categoria

CAIXA QUER CAPTAR R$ 2 BI COM FUNDOS DE RECEBÍVEIS PARA FINANCIAR PROJETOS

Valor Econômico – Catherine Vieira Do Rio

A Caixa Econômica Federal (CEF) quer levantar cerca de R$ 2 bilhões em recursos para investimentos em infra-estrutura por meio de 12 fundos de investimento em direitos creditórios (os FIDC, também conhecidos como fundos de recebíveis, lastreados em recebimentos futuros), enquadrados no Programa de Incentivo à Implantação de Projetos de Interesse Social (FIDC-Pips).

A maioria dos projetos será no setor de habitação e há financiamentos previstos em saneamento e transportes.

Segundo o vice-presidente de administração de recursos de terceiros, Wilson Risolia, serão cerca de 12 fundos, cada um com média de R$ 150 milhões.

Mas um dos projetos estudados é de um tamanho bem maior (cerca de R$ 500 milhões).

Os investimentos devem ser nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Ceará.

Risolia explica que não há um prazo estipulado para o lançamento dos fundos, mas diz que a idéia é estruturar um de cada vez.

“Isso poderia resultar em um fundo por semestre ou até mais, dependendo de como for o andamento de cada operação”, avalia.

Ele acrescenta, no entanto, que são cerca de quatro os projetos que já estão mais adiantados.

“Há muita coisa sendo apresentada a nós e em estudo, mas a equipe da Caixa vai analisar a viabilidade de cada um com muito cuidado”, diz.

Dois dos projetos estudados são na área de saneamento em São Paulo e há também outro no setor de transportes ferroviários no Estado.

Outras propostas em estudo são na área de habitação no Ceará, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Norte e também em São Paulo.

Pelas regras dos FIDC-Pips, a Caixa deverá entrar com 10% do valor de cada fundo. Além disso, cabe à instituição avaliar o enquadramento dos projetos de acordo com o interesse social de cada um e formatar o fundo para juntar as duas pontas: investidores e estruturadores.

“São operações que seguem o conceito da Parceria Público-Privada (PPP)”, lembra Risolia.

No ano passado, a Caixa lançou seu primeiro FIDC-Pips, o Cidade de São Paulo, que teve como lastro recebíveis imobiliários (prestações) de um projeto residencial na região de Itaquera.

A intenção inicial era vender cotas no varejo, com aplicações a partir de R$ 100, mas a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) acabou estipulando em R$ 3 mil o investimento mínimo exigido.

Com a demora em resolver a questão da aplicação inicial, a maior parte das cotas do fundo acabou sendo vendida para investidores institucionais (fundos de pensão). Isso porque esse tipo de aplicação acaba casando com as necessidades de rendimento a longo prazo das fundações de previdência.

“Esses fundos remuneram de acordo com os fluxos de caixa previstos mais um índice de inflação. No caso do Cidade de São Paulo, os recebíveis oferecem INPC mais taxas que vão de 6% a 11%, com uma média de 9,54%”, exemplifica Risolia.

Por 13:05 Notícias

CAIXA QUER CAPTAR R$ 2 BI COM FUNDOS DE RECEBÍVEIS PARA FINANCIAR PROJETOS

Valor Econômico – Catherine Vieira Do Rio
A Caixa Econômica Federal (CEF) quer levantar cerca de R$ 2 bilhões em recursos para investimentos em infra-estrutura por meio de 12 fundos de investimento em direitos creditórios (os FIDC, também conhecidos como fundos de recebíveis, lastreados em recebimentos futuros), enquadrados no Programa de Incentivo à Implantação de Projetos de Interesse Social (FIDC-Pips).
A maioria dos projetos será no setor de habitação e há financiamentos previstos em saneamento e transportes.
Segundo o vice-presidente de administração de recursos de terceiros, Wilson Risolia, serão cerca de 12 fundos, cada um com média de R$ 150 milhões.
Mas um dos projetos estudados é de um tamanho bem maior (cerca de R$ 500 milhões).
Os investimentos devem ser nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Ceará.
Risolia explica que não há um prazo estipulado para o lançamento dos fundos, mas diz que a idéia é estruturar um de cada vez.
“Isso poderia resultar em um fundo por semestre ou até mais, dependendo de como for o andamento de cada operação”, avalia.
Ele acrescenta, no entanto, que são cerca de quatro os projetos que já estão mais adiantados.
“Há muita coisa sendo apresentada a nós e em estudo, mas a equipe da Caixa vai analisar a viabilidade de cada um com muito cuidado”, diz.
Dois dos projetos estudados são na área de saneamento em São Paulo e há também outro no setor de transportes ferroviários no Estado.
Outras propostas em estudo são na área de habitação no Ceará, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Norte e também em São Paulo.
Pelas regras dos FIDC-Pips, a Caixa deverá entrar com 10% do valor de cada fundo. Além disso, cabe à instituição avaliar o enquadramento dos projetos de acordo com o interesse social de cada um e formatar o fundo para juntar as duas pontas: investidores e estruturadores.
“São operações que seguem o conceito da Parceria Público-Privada (PPP)”, lembra Risolia.
No ano passado, a Caixa lançou seu primeiro FIDC-Pips, o Cidade de São Paulo, que teve como lastro recebíveis imobiliários (prestações) de um projeto residencial na região de Itaquera.
A intenção inicial era vender cotas no varejo, com aplicações a partir de R$ 100, mas a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) acabou estipulando em R$ 3 mil o investimento mínimo exigido.
Com a demora em resolver a questão da aplicação inicial, a maior parte das cotas do fundo acabou sendo vendida para investidores institucionais (fundos de pensão). Isso porque esse tipo de aplicação acaba casando com as necessidades de rendimento a longo prazo das fundações de previdência.
“Esses fundos remuneram de acordo com os fluxos de caixa previstos mais um índice de inflação. No caso do Cidade de São Paulo, os recebíveis oferecem INPC mais taxas que vão de 6% a 11%, com uma média de 9,54%”, exemplifica Risolia.

Close