(São Paulo) O aumento do crédito para pessoas físicas e pequenas e médias empresas, associado às maiores taxas de juros do mundo jogam para cima a lucratividade dos bancos, que já apresentam os resultados do primeiro semestre.
O Itaú lucrou no primeiro semestre R$ 2,475 bilhões, uma alta de 35,6% se comparados aos R$ 1,825 bilhões obtidos no mesmo período do ano passado. Foi o semestre de resultados mais positivos da história do sistema bancário brasileiro, de acordo com a consultoria Economatica.
O HSBC no Brasil apresentou um crescimento no lucro bruto de 58%, excluídas no montante as amortizações com ágio em relação ao igual semestre de 2004, chegando a US$ 185 milhões, segundo os critérios da UK/GAAP. O lucro equivale a 54% do lucro do HSBC na América do Sul, que mais do que dobrou neste semestre (US$ 342 milhões) na comparação com os seis primeiros meses do ano passado (US$ 156 milhões).
Outro banco que divulgou o balanço, porém em âmbito mundial, foi o Banco Real. O Brasil contribuiu com 13% do total mundial (281 milhões de euros ou R$ 812 milhões, pelas cotações desta segunda-feira, 1º), o que corresponde a 17,8% a mais do que foi obtido pelo banco no primeiro semestre do ano passado (se considerado o resultado líquido antes do desconto dos impostos).
Bancários querem a sua parte
O economista do Dieese – seção CNB/CUT, Murilo Barella, avalia que os resultados expressivos do setor financeiro devem ser repassados aos trabalhadores na forma de Participação dos Lucros e Resultados (PLR) para recompor o poder de compra do bancário.
Na 7ª Conferência Nacional da categoria, ocorrida nos dias 30 e 31 de julho, foi aprovada uma nova formulação para a PLR. Os bancários reivindicam nesta Campanha Nacional um salário somado ao valor fixo de R$ 788 (que é a atualização dos R$ 705 pagos em 2004 pelos banqueiros pelo índice de reajuste de 11,77% deliberado pela Conferência) mais 5% do lucro dos bancos a ser distribuídos de maneira linear a todos os funcionários.
Conforme o economista, Murilo Barella, a alta lucratividade do setor financeiro já era prevista em função das altas taxas de juros. “O setor vem investindo mais em operações de tesouraria, ou mantendo em alguns casos, e mais em operações de crédito, o que abre espaço para os bancos ampliarem os postos de trabalho”, analisa a tendência observada com base nos balanços dos bancos em 2004.
Com o provável queda da taxa de juros básica da economia, a Selic, existe espaço para a ampliação da oferta de crédito, afirma Barella. “Temos um ambiente propício para discutir emprego, que não só se resume a criação de novos postos de trabalho, mas também a condições de trabalho (metas) e jornada”, explica.
Carolina Coronel – CNB/CUT
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Por Mhais• 24 de agosto de 2005• 00:00• Sem categoria
CENÁRIO ECONÔMICO FAVORECE A DISTRIBUIÇÃO DE LUCROS
(São Paulo) O aumento do crédito para pessoas físicas e pequenas e médias empresas, associado às maiores taxas de juros do mundo jogam para cima a lucratividade dos bancos, que já apresentam os resultados do primeiro semestre.
O Itaú lucrou no primeiro semestre R$ 2,475 bilhões, uma alta de 35,6% se comparados aos R$ 1,825 bilhões obtidos no mesmo período do ano passado. Foi o semestre de resultados mais positivos da história do sistema bancário brasileiro, de acordo com a consultoria Economatica.
O HSBC no Brasil apresentou um crescimento no lucro bruto de 58%, excluídas no montante as amortizações com ágio em relação ao igual semestre de 2004, chegando a US$ 185 milhões, segundo os critérios da UK/GAAP. O lucro equivale a 54% do lucro do HSBC na América do Sul, que mais do que dobrou neste semestre (US$ 342 milhões) na comparação com os seis primeiros meses do ano passado (US$ 156 milhões).
Outro banco que divulgou o balanço, porém em âmbito mundial, foi o Banco Real. O Brasil contribuiu com 13% do total mundial (281 milhões de euros ou R$ 812 milhões, pelas cotações desta segunda-feira, 1º), o que corresponde a 17,8% a mais do que foi obtido pelo banco no primeiro semestre do ano passado (se considerado o resultado líquido antes do desconto dos impostos).
Bancários querem a sua parte
O economista do Dieese – seção CNB/CUT, Murilo Barella, avalia que os resultados expressivos do setor financeiro devem ser repassados aos trabalhadores na forma de Participação dos Lucros e Resultados (PLR) para recompor o poder de compra do bancário.
Na 7ª Conferência Nacional da categoria, ocorrida nos dias 30 e 31 de julho, foi aprovada uma nova formulação para a PLR. Os bancários reivindicam nesta Campanha Nacional um salário somado ao valor fixo de R$ 788 (que é a atualização dos R$ 705 pagos em 2004 pelos banqueiros pelo índice de reajuste de 11,77% deliberado pela Conferência) mais 5% do lucro dos bancos a ser distribuídos de maneira linear a todos os funcionários.
Conforme o economista, Murilo Barella, a alta lucratividade do setor financeiro já era prevista em função das altas taxas de juros. “O setor vem investindo mais em operações de tesouraria, ou mantendo em alguns casos, e mais em operações de crédito, o que abre espaço para os bancos ampliarem os postos de trabalho”, analisa a tendência observada com base nos balanços dos bancos em 2004.
Com o provável queda da taxa de juros básica da economia, a Selic, existe espaço para a ampliação da oferta de crédito, afirma Barella. “Temos um ambiente propício para discutir emprego, que não só se resume a criação de novos postos de trabalho, mas também a condições de trabalho (metas) e jornada”, explica.
Carolina Coronel – CNB/CUT
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