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Centrais francesas voltam às ruas em favor do emprego, dos salários e das aposentadorias

Um encontro das centrais sindicais francesas CFDT, CFE-CGC, CGT, FSU, Solidaires e UNSA, realizado na última segunda-feira (8), apontou que “a saída para a crise passa por medidas em favor do emprego, dos salários e das aposentadorias”, por “políticas públicas que garantam a retomada da economia”.

De acordo com o documento unitário divulgado pelas entidades, a situação do emprego vem se agravando no país, “com mais de 4 milhões de trabalhadores inscritos no Pólo de Emprego (serviço público de apoio a desempregados) e um milhão de desempregados com benefícios de seguro-desemprego a serem extintos em 2010”.

A nota adverte que a França está “claramente diante de escolhas do caráter de nossa sociedade e as centrais sindicais não aceitarão uma farsa de concertação. É uma situação econômica e social que exige a intervenção convergente dos setores público e privado. Por isso convocamos os trabalhadores e também os privados de emprego e os aposentados a demonstrarmos nossa força para fazer valer e defender nossos interesses comuns”.

As centrais denunciam ainda que na contramão, “o setor privado continua a ampliar os planos de supressão de empregos” e “o governo, em nome da revisão geral das políticas públicas, suprime os empregos em detrimento das missões concernentes aos serviços públicos”. “Os trabalhadores sem documento (imigrantes não legalizados em sua maioria) vivem sob uma situação de falta de direitos intolerável. Os sistemas de proteção social são penalizados pela falta crucial de receita”.

O agravamento da crise, advertem as centrais, “se transforma numa violência contra os assalariados e exige uma reorientação das políticas públicas para reduzir as desigualdades e reforçar os dispositivos solidários. Torna necessário também que o patronato mude de atitude e assuma suas responsabilidades”.

Reafirmando o compromisso com o futuro do país, o documento convoca um grande encontro das centrais e movimentos sociais, na próxima segunda-feira (15), “para definir mobilizações e exigir a abertura de negociações entre trabalhadores, empresários e governo para enfrentar a crise”.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.horadopovo.com.br.

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