fetec@fetecpr.com.br | (41) 3322-9885 | (41) 3324-5636

Por 22:00 Sem categoria

Centrais sindicais fazem Marcha unificada em defesa da redução da jornada

6ª Marcha da Classe Trabalhadora reúne milhares no Congresso Nacional

Após a manifestação, lideranças sindicais se reuniram com os presidentes da Câmara e do Senado e apresentaram as pautas

As Centrais Sindicais (CUT, CGTB, Força Sindical, CTB, NCST e UGT) realizaram a maior das mobilizações unitárias desde sua primeira edição em 2004 e reuniram 50 mil trabalhadores em Brasília, na quarta-feira, na 6ª Marcha Nacional da Classe Trabalhadora, que teve como principal reivindicação a redução da jornada para 40 horas semanais.

Sob chuva fina que caiu durante todo o dia na cidade, os trabalhadores se concentram no estádio Mané Garrincha e de lá partiram, em caminhada, até o Congresso Nacional, com faixas, bandeiras e cartazes entoando a palavra de ordem “1, 2, 3, 4, 5, mil, 40 horas já ou paramos o Brasil”.

Os manifestantes exigiram, além da redução da jornada, a aprovação do PL 01/07, que efetiva a política de valorização do salário mínimo; a defesa do pré-sal com o fim dos leilões e a Petrobrás como exploradora única; ratificação das Convenções 151 (pela negociação no serviço público) e 158 (contra as demissões imotivadas) da OIT; não à terceirização com a retirada dos PLS 4302/98 e 4330/04; e a aprovação da PEC 438/01 contra o trabalho escravo.

O presidente da CUT, Artur Henrique, lembrou que as centrais já obtiveram importantes conquistas com a realização das primeiras cinco Marchas, em especial a valorização do salário mínimo. “Mais de 43 milhões de brasileiros vivem com um salário mínimo, sendo 18 milhões de aposentados. Esse povo espera e quer que o Congresso aprove a política de valorização do salário mínimo, que foi fruto da mobilização das centrais, para garantir que a valorização permaneça até 2023, fazendo com que isso não seja uma política apenas do governo Lula, mas também de Estado”, ressaltou Artur.

“Se não for votada as 40 horas neste ano, em 2010 vamos parar fábrica por fábrica até conseguir a redução da jornada”, destacou o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.

“Foi a maior Marcha de todas. A unidade das centrais sindicais demonstra o amadurecimento da classe trabalhadora do Brasil. Marchamos juntos para conseguir o melhor para a classe operária. A proposta para redução da jornada para 40 horas tem que ser aprovada rapidamente”, enfatizou o presidente da CGTB, Antonio Neto.

Para o presidente da CTB, Wagner Gomes, “foi muito importante essa mobilização para que o projeto que prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas seja votado. Mas não podemos nos esquecer da importância em mantermos a unidade do movimento sindical”.

O presidente da UGT, Ricardo Patah, pontuou que “além dos temas que nos são caros, como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, defenderemos com todo nosso empenho a extinção do fator previdenciário, pois o consideramos um golpe nos interesses dos aposentados e pensionistas que contribuem, enquanto trabalham, e são lesados na hora da aposentadoria”.

O responsável pela relatoria do projeto de redução da jornada, deputado Vicentinho (PT-SP), considerou que “mais importante até do que juntar entidades de posição ideológica distinta é constatar a unidade que existe entre elas, porque o empresariado está dividido sobre a redução. Parte já pratica às 40 horas semanais, outros ainda resistem. Eu tenho certeza que se o projeto for ao plenário da Câmara e do Senado será aprovado”.

A redução da jornada vai gerar dois milhões de novas vagas de trabalho, ajudará na redução dos índices de acidentes de trabalho e permitirá aos trabalhadores maior tempo de lazer e convivência familiar, afirma pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que aponta que no Brasil a jornada de trabalho é uma das maiores do mundo.

Além das centrais, outros representantes dos movimentos sociais como União Nacional dos Estudantes (UNE) e Movimento dos Trabalhadores Sem Terra também participaram da mobilização.

Durante a tarde, os presidentes das seis centrais e lideranças sindicais foram recebidos pelo presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP). O parlamentar recebeu a pauta de reivindicações da 6ª Marcha e prometeu instalar uma comissão formada por deputados e centrais para elaborar uma forma de enviar a PEC com grande possibilidade de aprovação.

Os sindicalistas reivindicaram a definição de uma data para votar as 40 horas. “É uma matéria polêmica, não há duvida. Simplesmente marcar uma data para votação em plenário não dá certo. O que eu quero fazer é sentar com os deputados que representam o grupo contrário à medida e os favoráveis, mais as centrais sindicais, e encontrar um caminho para encaminhar o tema com entendimento entre os líderes partidários”, afirmou Temer.

José Calixto Ramos, presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), ressaltou que os dirigentes sindicais depositam consideração e confiança no presidente da Câmara, e alertou que as centrais também estão empenhadas em “buscar uma solução para a situação dos aposentados do país”.

Os dirigentes também foram recebidos em audiência pelo presidente do Senado, José Sarney, que prometeu colocar a ratificação da Convenção 151 para votação com prioridade na Casa. A 151 já foi ratificada pela Câmara. Os sindicalistas solicitaram que o senador coloque a PEC da redução da jornada em votação assim que chegar ao plenário.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.horadopovo.com.br.

========================================================

6ª Marcha da Classe Trabalhadora reúne mais de 30 mil em Brasília

A chuva não dispersou os trabalhadores de todo Brasil que se concentraram na Esplanada dos Ministérios. Representantes das centrais entregaram pauta da marcha aos presidentes da Câmara e do Senado. 40 horas é a principal reivindicação

Na manhã desta quarta-feira (11), a 6ª Marcha da Classe Trabalhadora chamou atenção de quem passava pelo centro de Brasília. Organizado pelas centrais sindicais – CUT, Força Sindical, NCTS, CTB, UGT e CGTB – o evento reuniu mais de 30 mil trabalhadores e trabalhadoras de todo Brasil.

Os manifestantes saíram a pé do estacionamento do Estádio Mané Garrincha, seguiram pelo Eixo Monumental e caminharam até o Congresso Nacional, onde foi realizado um ato político.

Além de trabalhadores, a marcha contou com a participação de representantes de movimentos sociais, da UNE (União Nacional dos Estudantes) e do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), estreante na mobilização promovida pelas centrais sindicais.

Também compareceram ao ato político parlamentares que apóiam a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, principal reivindicação da marcha.

Agenda da marcha

Principal atividade no calendário das centrais sindicais, a marcha ocorre anualmente.

Na 6ª edição, além da redução da jornada de trabalho, são reivindicações da marcha: valorização do salário mínimo com aprovação do PL 1/07; ratificação das convenções 151 da OIT, negociação no serviço público; e da 158, proibição da demissão imotivada; retirada dos projetos de lei de terceirização – PL 4.302/98 e PL 4.330/04; aprovação da PEC 438/01, fim do trabalho escravo; e, ainda, o marco regulatório do pré-sal.

Pressão sobre o Congresso

Durante o ato político, o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP), explicou aos trabalhadores as reivindicações e disse que “é preciso pressionar o Congresso e que os presidentes das centrais iriam pedir ao presidente da Câmara dos Deputados e do Senado Federal um compromisso para votar estes projetos”.

O presidente da CUT, Artur Henrique, falou sobre as conseqüências da aprovação de cada item da pauta da classe trabalhadora, em especial a valorização do salário mínimo.

“Mais de 20 milhões de brasileiros vivem com um salário e dependem dos deputados federais e senadores na recuperação do mínimo até 2023, fazendo com que isso não seja uma política apenas do atual Governo, mas de Estado”, defendeu.

Para Wagner Gomes, presidente da CTB, a mobilização de hoje é muito importante para avançar na conquista pela redução da jornada, medida que irá gerar mais de dois milhões de empregos, além de contribuir para a melhora da qualidade de vida para toda a população.

“Foi muito importante essa manifestação para pressionar a aprovação da redução da jornada de 44 para 40 horas. Mas não podemos nos esquecer da importância em manter a unidade do movimento sindical”.

O presidente da UGT, Ricardo Patah, defendeu o fim do fator previdenciário.

“Além dos temas que nos são caros como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, defenderemos com todo nosso empenho a extinção do fator previdenciário, pois o consideramos um golpe nos interesses dos aposentados e pensionistas que contribuem, enquanto trabalham, e são lesados na hora da aposentadoria”, afirmou o dirigente.

José Calixto Ramos, presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), lembrou da consideração e confiança que os dirigentes depositam no presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB/SP). Calixto alertou que as centrais também estão empenhadas em “buscar uma solução para a situação dos aposentados do País”.

O presidente da CGTB, Antonio Neto, também conferiu credibilidade à palavra do deputado Michel Temer. “O presidente da Câmara é um forte aliado”, ratificou.

A 6ª marcha das centrais sindicais revela a maturidade do movimento sindical e tem sido utilizada como um forte e eficiente instrumento de pressão para obter conquistas para a classe trabalhadora e a sociedade brasileira em geral. Nos discursos de hoje, os dirigentes sindicais destacaram como vitória a união das centrais em torno de assuntos de interesse comum dos trabalhadores.

Reunião na Câmara

Em audiência com o presidente da Câmara, deputado Michel Temer, os dirigentes sindicais pediram que o parlamentar estimasse uma data para votação em plenário da PEC 231/95, que reduz de 44 para 40 horas semanais a jornada de trabalho.

A proposta foi aprovada em comissão especial no dia 30 de junho deste ano.

Durante a reunião, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP) reconheceu que o presidente Temer já fez muito pelos trabalhadores, mas o aconselhou: “você pode fazer mais”. O deputado do PDT reforçou o pedido de agilidade na inclusão da proposta na pauta de votações.

Votação sem data

O presidente da Câmara elogiou a atuação dos dirigentes sindicais. Para Temer, o Poder Legislativo “trabalha sobre pressão”. Ele lembrou que, em seu mandato, já recebeu mais de cinco vezes os representantes dos trabalhadores. “Isso é muito positivo”.

Apesar do apelo das centrais sindicais, Temer não agendou a votação da PEC 231/95. “Não dá para marcar uma data”. No entanto, o presidente da Câmara se comprometeu em mediar negociações entre trabalhadores e empresários. “O meio termo não é impossível”, concluiu.

Com uma agenda apertada, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB/AP), apenas recebeu a pauta da delegação de sindicalistas, que estavam acompanhados pelo senador Paulo Paim (PT/RS).

Os dirigentes sindicais pediram atenção ao PDS 819/09, que ratifica a Convenção 151 da OIT (negociação coletiva no serviço público). O projeto está sob análise da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, onde a relatoria foi distribuída ao senador Geraldo Mesquita Junior (PMDB/AC).

Por Agência DIAP. Qua, 11 de Novembro de 2009 19:36.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.diap.org.br.

Close