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Classes A e B são novo alvo dos serviços

O serviço de correspondente bancário, voltado inicialmente para a população de baixa renda, alcançará nos próximos meses mais espaço em ambientes como shoppings, lojas de automóveis e outros lugares freqüentados pelas classes A e B.

O serviço de correspondente bancário, segundo o Banco Central, em cinco anos, zerou o número de municípios sem banco e já atua com uma nova meta: atingir maior percentual das classes A e B. O sistema, criado inicialmente para estreitar o relacionamento entre a população de baixa renda e as instituições financeiras, alcançará nos próximos meses mais espaço em ambientes como shoppings, lojas de automóveis e outros lugares freqüentados por quem tem maior poder aquisitivo.

De acordo com dados de pesquisa do Relatório Bancário, realizada com 58 executivos de 28 bancos, 36% das instituições que adotam os correspondentes em estabelecimentos comerciais já consideram a oferta de parcerias com esses pontos para as classes A e B. O assunto é considerado prioridade média para essas empresas que ainda têm as camadas D e E como foco principal.

Novos serviços, além dos convencionais pagamentos, devem ser incorporados aos correspondentes, como venda de seguros e títulos da capitalização. Vinte e quatro por cento dos entrevistados afirmaram que irão ativar essas operações nos postos de atendimento conveniados. Cerca de 15% das instituições, ainda com base na pesquisa, devem receber propostas de abertura de contas e 18% irão aceitar saques no caixa comercial, conforme ocorre nas lotéricas.

INAUGURAÇÃO – A Caixa Econômica Federal, por exemplo, que hoje conta com 4.450 lojas conveniadas pelo País, além dos 8.900 correspondentes lotéricos, vai inaugurar mais 3.500 postos de atendimento até o fim do ano. No Ceará, são 66 correspondentes bancários. De acordo com a superintendência nacional de estratégias de canais da empresa, o sistema fez com que, na prática, a distância média entre o cidadão e o banco fosse reduzida de 52km, em 1999, para cerca de 3km em 2006.

LOCAL – Além de apresentar a vantagem de o cidadão não precisar ir a uma agência de banco para realizar serviços, os correspondentes eliminaram um déficit histórico nacional. Há pouco mais de cinco anos, cita o chefe do Departamento de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central, Luiz Eduardo Feltrim, dos 5.500 municípios brasileiros, 1.600 não tinham qualquer modalidade de presença bancária.

PRIORIDADES – O ABN Amro Real confirmou que os segmentos de alta renda estão entre as prioridades do serviço de correspondente desenvolvido pela instituição.

Atualmente com 1.142 postos de atendimento no Brasil, o banco pretende ativar mais 1.870 pontos até julho. Para Henrique Brito, coordenador comercial do Correspondente Bancário da empresa, o sistema, pela praticidade, tende a servir a todas as faixas sociais.

Fonte: Diário do Nordeste

Por 10:27 Notícias

Classes A e B são novo alvo dos serviços

O serviço de correspondente bancário, voltado inicialmente para a população de baixa renda, alcançará nos próximos meses mais espaço em ambientes como shoppings, lojas de automóveis e outros lugares freqüentados pelas classes A e B.
O serviço de correspondente bancário, segundo o Banco Central, em cinco anos, zerou o número de municípios sem banco e já atua com uma nova meta: atingir maior percentual das classes A e B. O sistema, criado inicialmente para estreitar o relacionamento entre a população de baixa renda e as instituições financeiras, alcançará nos próximos meses mais espaço em ambientes como shoppings, lojas de automóveis e outros lugares freqüentados por quem tem maior poder aquisitivo.
De acordo com dados de pesquisa do Relatório Bancário, realizada com 58 executivos de 28 bancos, 36% das instituições que adotam os correspondentes em estabelecimentos comerciais já consideram a oferta de parcerias com esses pontos para as classes A e B. O assunto é considerado prioridade média para essas empresas que ainda têm as camadas D e E como foco principal.
Novos serviços, além dos convencionais pagamentos, devem ser incorporados aos correspondentes, como venda de seguros e títulos da capitalização. Vinte e quatro por cento dos entrevistados afirmaram que irão ativar essas operações nos postos de atendimento conveniados. Cerca de 15% das instituições, ainda com base na pesquisa, devem receber propostas de abertura de contas e 18% irão aceitar saques no caixa comercial, conforme ocorre nas lotéricas.
INAUGURAÇÃO – A Caixa Econômica Federal, por exemplo, que hoje conta com 4.450 lojas conveniadas pelo País, além dos 8.900 correspondentes lotéricos, vai inaugurar mais 3.500 postos de atendimento até o fim do ano. No Ceará, são 66 correspondentes bancários. De acordo com a superintendência nacional de estratégias de canais da empresa, o sistema fez com que, na prática, a distância média entre o cidadão e o banco fosse reduzida de 52km, em 1999, para cerca de 3km em 2006.
LOCAL – Além de apresentar a vantagem de o cidadão não precisar ir a uma agência de banco para realizar serviços, os correspondentes eliminaram um déficit histórico nacional. Há pouco mais de cinco anos, cita o chefe do Departamento de Organização do Sistema Financeiro do Banco Central, Luiz Eduardo Feltrim, dos 5.500 municípios brasileiros, 1.600 não tinham qualquer modalidade de presença bancária.
PRIORIDADES – O ABN Amro Real confirmou que os segmentos de alta renda estão entre as prioridades do serviço de correspondente desenvolvido pela instituição.
Atualmente com 1.142 postos de atendimento no Brasil, o banco pretende ativar mais 1.870 pontos até julho. Para Henrique Brito, coordenador comercial do Correspondente Bancário da empresa, o sistema, pela praticidade, tende a servir a todas as faixas sociais.
Fonte: Diário do Nordeste

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