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Cliente evita cartão e cheque especial

A demanda dos consumidores por crédito no primeiro semestre deste ano foi caracterizada pela procura de modalidades mais “saudáveis”, isto é, aquelas que cobram taxas de juros menores.
Entre as cinco categorias de crédito para pessoa física cujos dados de junho estão disponíveis no BC (Banco Central), a que registrou menor aumento de crédito concedido foi o cartão de crédito, em relação ao primeiro semestre de 2003. Empréstimo no cheque especial foi o único tipo de financiamento que teve queda nessa mesma comparação.
Essas modalidades são das que possuem juros mais altos: em junho, a taxa média do cartão de crédito foi de 217,98% ao ano. A do cheque especial, de 159,76% ao ano, de acordo com dados da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças).
“As pessoas estão conseguindo sair do cheque especial, cujos juros são indecentes. Uma queda de concessão de crédito nessa modalidade é consistente com a reação da economia brasileira”, afirma Francisco Pessoa, economista da LCA Consultores.
Os dados do BC para as taxas cobradas em junho devem ser divulgados hoje. A Anefac já anunciou seus números: segundo a entidade, os juros para pessoa física no mês passado foram de, em média, 144,37% ao ano, ante 164,70% em junho de 2003. Para empresas, a taxa foi de 70,76% em junho deste ano e de 82,06% ao ano no mesmo mês do ano passado.
As taxas de juros apuradas pelo BC e pela Anefac são diferentes porque utilizam metodologias diversas. O BC pesquisa cerca de 140 instituições financeiras, enquanto a Anefac ouve cerca de 30.
Para Adriano Pitoli, economista da Tendências, a queda na procura pelo cheque especial e o forte aumento pelo crédito pessoal –que teve um incremento de 37,6% no primeiro semestre ante mesmo período de 2003– são conseqüência da atratividade do crédito com desconto em folha de pagamento, cujas taxas podem variar de 1,75% a 3,3% ao mês.
“A estimativa é que, até maio, foram R$ 7,8 bilhões de empréstimos com desconto em folha. Isso representa 30% do estoque de crédito pessoal”, diz.
Os empréstimos para aquisição de veículos tiveram um forte crescimento no semestre, de 39,07%. “É um sintoma de que o consumidor está confiante no futuro da economia brasileira”, diz Pessoa.
Sentimento que não se restringe aos consumidores: a confiança do empresário na economia alcançou em julho a maior pontuação desde 2000 para o mês –60,7 pontos, segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria).
Fonte: Folha de S. Paulo

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Cliente evita cartão e cheque especial

A demanda dos consumidores por crédito no primeiro semestre deste ano foi caracterizada pela procura de modalidades mais “saudáveis”, isto é, aquelas que cobram taxas de juros menores.

Entre as cinco categorias de crédito para pessoa física cujos dados de junho estão disponíveis no BC (Banco Central), a que registrou menor aumento de crédito concedido foi o cartão de crédito, em relação ao primeiro semestre de 2003. Empréstimo no cheque especial foi o único tipo de financiamento que teve queda nessa mesma comparação.

Essas modalidades são das que possuem juros mais altos: em junho, a taxa média do cartão de crédito foi de 217,98% ao ano. A do cheque especial, de 159,76% ao ano, de acordo com dados da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças).

“As pessoas estão conseguindo sair do cheque especial, cujos juros são indecentes. Uma queda de concessão de crédito nessa modalidade é consistente com a reação da economia brasileira”, afirma Francisco Pessoa, economista da LCA Consultores.

Os dados do BC para as taxas cobradas em junho devem ser divulgados hoje. A Anefac já anunciou seus números: segundo a entidade, os juros para pessoa física no mês passado foram de, em média, 144,37% ao ano, ante 164,70% em junho de 2003. Para empresas, a taxa foi de 70,76% em junho deste ano e de 82,06% ao ano no mesmo mês do ano passado.

As taxas de juros apuradas pelo BC e pela Anefac são diferentes porque utilizam metodologias diversas. O BC pesquisa cerca de 140 instituições financeiras, enquanto a Anefac ouve cerca de 30.

Para Adriano Pitoli, economista da Tendências, a queda na procura pelo cheque especial e o forte aumento pelo crédito pessoal –que teve um incremento de 37,6% no primeiro semestre ante mesmo período de 2003– são conseqüência da atratividade do crédito com desconto em folha de pagamento, cujas taxas podem variar de 1,75% a 3,3% ao mês.

“A estimativa é que, até maio, foram R$ 7,8 bilhões de empréstimos com desconto em folha. Isso representa 30% do estoque de crédito pessoal”, diz.

Os empréstimos para aquisição de veículos tiveram um forte crescimento no semestre, de 39,07%. “É um sintoma de que o consumidor está confiante no futuro da economia brasileira”, diz Pessoa.

Sentimento que não se restringe aos consumidores: a confiança do empresário na economia alcançou em julho a maior pontuação desde 2000 para o mês –60,7 pontos, segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria).

Fonte: Folha de S. Paulo

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