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CMN adia para 2008 rodízio de auditoria de bancos

(São Paulo) O Conselho Monetário Nacional (CMN) adiou em dois anos, para 2008, o prazo para que os bancos façam o próximo rodízio de auditores independentes. Também anunciou que, até lá, irá repensar o sistema, criado em 1996, que poderia estar impondo desnecessariamente custos elevados aos bancos.
Pela regra anterior, o rodízio teria de ser feito em 2006. Mas o CMN decidiu prorrogar o prazo para que a troca de auditores coincidissem com a norma geral, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que determina a troca em 2008 para todas as empresas de capital aberto.
O rodízio de auditores independentes foi criado em 1996, após a crise do sistema bancário do Plano Real. A regra diz que, a cada cinco anos, o auditor deve ser trocado. A mais recente troca ocorreu em 2001.
A lógica da troca dos auditores era evitar que a constante proximidade entre as empresas de auditoria e os bancos – e o interesse das primeiras em renovar seus contratos – levasse a um relaxamento no exame das demonstrações contábeis.
O diretor de Normas do BC, Sérgio Darcy, disse que a regulação do sistema financeiro foi fortalecida desde então, e que, hoje, essa preocupação é menor. Darcy disse que, na experiência internacional, os países estão abandonando a obrigação de rodízio de auditores independentes. Nem nos EUA, exemplificou, com os diversos escândalos corporativos, foi imposta tal obrigação.
O outro lado que deve ser pesado, disse, é que a troca de auditores representa um custo alto. E também se configura um problema para as instituições auditadas no exterior, que têm como prática manter o mesmo auditor dentro e fora do Brasil.
De qualquer forma, disse o diretor do BC, o governo apenas resolveu adiar o rodízio de auditores. “Até lá, vamos refletir de maneira mais aprofundada sobre o assunto.”
Ontem, o CMN também abriu limite de R$ 200 milhões para que o setor público contrate financiamentos para obras de drenagem de águas pluviais. É um sublimite na permissão, aprovada pelo CMN em novembro, aberta para que o setor público contrate até R$ 2,2 bilhões em financiamentos.
Fonte: Alex Ribeiro – Valor Econômico

Por 14:34 Sem categoria

CMN adia para 2008 rodízio de auditoria de bancos

(São Paulo) O Conselho Monetário Nacional (CMN) adiou em dois anos, para 2008, o prazo para que os bancos façam o próximo rodízio de auditores independentes. Também anunciou que, até lá, irá repensar o sistema, criado em 1996, que poderia estar impondo desnecessariamente custos elevados aos bancos.

Pela regra anterior, o rodízio teria de ser feito em 2006. Mas o CMN decidiu prorrogar o prazo para que a troca de auditores coincidissem com a norma geral, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que determina a troca em 2008 para todas as empresas de capital aberto.

O rodízio de auditores independentes foi criado em 1996, após a crise do sistema bancário do Plano Real. A regra diz que, a cada cinco anos, o auditor deve ser trocado. A mais recente troca ocorreu em 2001.

A lógica da troca dos auditores era evitar que a constante proximidade entre as empresas de auditoria e os bancos – e o interesse das primeiras em renovar seus contratos – levasse a um relaxamento no exame das demonstrações contábeis.

O diretor de Normas do BC, Sérgio Darcy, disse que a regulação do sistema financeiro foi fortalecida desde então, e que, hoje, essa preocupação é menor. Darcy disse que, na experiência internacional, os países estão abandonando a obrigação de rodízio de auditores independentes. Nem nos EUA, exemplificou, com os diversos escândalos corporativos, foi imposta tal obrigação.

O outro lado que deve ser pesado, disse, é que a troca de auditores representa um custo alto. E também se configura um problema para as instituições auditadas no exterior, que têm como prática manter o mesmo auditor dentro e fora do Brasil.

De qualquer forma, disse o diretor do BC, o governo apenas resolveu adiar o rodízio de auditores. “Até lá, vamos refletir de maneira mais aprofundada sobre o assunto.”

Ontem, o CMN também abriu limite de R$ 200 milhões para que o setor público contrate financiamentos para obras de drenagem de águas pluviais. É um sublimite na permissão, aprovada pelo CMN em novembro, aberta para que o setor público contrate até R$ 2,2 bilhões em financiamentos.

Fonte: Alex Ribeiro – Valor Econômico

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