Em audiência com o presidente Lula, no Palácio do Planalto, em Brasília, na noite desta terça-feira (16), a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) reafirmou a necessidade de mudança da política econômica. A audiência, que durou duas horas e meia, contou com a presença do secretário-geral da presidência, Luiz Dulci; dos ministros do Trabalho, Luiz Marinho; da Educação, Fernando Haddad; do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias e do assessor especial José Graziano.
Falaram em nome da CMS o secretário nacional de Comunicação da CUT, Antonio Carlos Spis, coordenador da manifestação na Esplanada dos Ministérios; o presidente da CUT, João Antonio Felicio; o presidente da UNE, Gustavo Petta; e o coordenador do MST, José Valdir. Ambos reafirmaram a necessidade de uma resposta do governo às reivindicações expressas na Carta do Povo Brasileiro.
“Reapresentamos nossas propostas de mudanças na política econômica, com ênfase na redução dos juros e do superávit primário, e explicitamos nossa divergência com a postura adotada pelo Banco Central e pelo Ministério da Fazenda. Pedimos ao presidente que sinalize para os movimentos sociais com a adoção de medidas concretas, pois as altas taxas de juros têm sido o principal problema para alcançarmos um desenvolvimento sustentado”, declarou João Felicio, frisando que “esta é uma questão de honra”.
CRESCIMENTO – De acordo com o presidente da CUT, “a política econômica ortodoxa faz uma gestão muito conservadora. O superávit primário elevado tira a capacidade de investimento do Estado brasileiro e segura o crescimento”. No entendimento da CUT, o Brasil deve romper com esse ciclo vicioso e ter como meta crescer anualmente pelo menos 5 a 6%.
“Precisamos de empregos para a imensa massa de jovens que chega todos os anos ao mercado de trabalho e garantir uma política de reposição para o salário mínimo que, no nosso entender, é o instrumento fundamental de redistribuição de renda em nosso país”, ressaltou.
AVANÇOS – O presidente da CUT declarou que não se trata de traçar um paralelo entre as realizações do governo Lula com as do desgoverno FHC, já que “comparar com o governo passado é comparar com o inferno”. “Podemos pegar qualquer área: agricultura familiar, postos de trabalho, salário mínimo, vagas na universidade pública… A questão não é essa. Nosso compromisso é pressionar o governo para avançar dentro de um projeto nacional de desenvolvimento”, acrescentou.
Em relação ao atual momento político, João Felicio relatou que o presidente Lula “está muito tranqüilo”, e que ele foi “categórico” ao afirmar que sua figura não será atingida pelas denúncias de corrupção.
“De nossa parte, reafirmamos nosso total apoio ao processo de apuração e à punição dos culpados”.
BARRAR O GOLPE – Condenando a tentativa golpista movida pela direita, com o apoio de setores da mídia, do PSDB e do PFL, o líder cutista defendeu a Reforma Política: “Não aceitamos essa dinheirama que tem desvirtuado a vida política brasileira. Faremos pressão sobre o Congresso Nacional para que aprove o financiamento público de campanha e a fidelidade partidária”.
A suja campanha para desestabilizar o presidente tenta ainda descaracterizar a independência e autonomia dos movimentos sociais, denunciou João Felicio, alertando que para esse jogo “se unem a direita desavergonhada e o esquerdismo infantil”. “A imprensa acha natural entidades empresariais como a Fiesp e a Firjan ou a Rede Globo firmarem convênios com o governo, já que os benefícios sempre foram dirigidas para privilegiar estes segmentos. Quanto às entidades populares, somos os feios, sujos e malvados. Não aceitamos isso. Tal preconceito só demonstra o óbvio: que a luta de classes não acabou”.
NEGOCIAÇÃO – Conforme relatou o presidente da CUT, ficou acertada para breve uma reunião da direção da CMS com a equipe econômica do governo, a fim de debater as reivindicações da Carta. Enquanto isso, várias manifestações da CMS estão marcadas e prometem aumentar a pressão por mudanças: dia 25, em Salvador, e 26, em São Paulo.
Fonte: Agência CUT de Notícias
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Por Mhais• 17 de agosto de 2005• 16:56• Sem categoria
CMS reafirma ao presidente necessidade de mudar a política econômica
Em audiência com o presidente Lula, no Palácio do Planalto, em Brasília, na noite desta terça-feira (16), a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) reafirmou a necessidade de mudança da política econômica. A audiência, que durou duas horas e meia, contou com a presença do secretário-geral da presidência, Luiz Dulci; dos ministros do Trabalho, Luiz Marinho; da Educação, Fernando Haddad; do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias e do assessor especial José Graziano.
Falaram em nome da CMS o secretário nacional de Comunicação da CUT, Antonio Carlos Spis, coordenador da manifestação na Esplanada dos Ministérios; o presidente da CUT, João Antonio Felicio; o presidente da UNE, Gustavo Petta; e o coordenador do MST, José Valdir. Ambos reafirmaram a necessidade de uma resposta do governo às reivindicações expressas na Carta do Povo Brasileiro.
“Reapresentamos nossas propostas de mudanças na política econômica, com ênfase na redução dos juros e do superávit primário, e explicitamos nossa divergência com a postura adotada pelo Banco Central e pelo Ministério da Fazenda. Pedimos ao presidente que sinalize para os movimentos sociais com a adoção de medidas concretas, pois as altas taxas de juros têm sido o principal problema para alcançarmos um desenvolvimento sustentado”, declarou João Felicio, frisando que “esta é uma questão de honra”.
CRESCIMENTO – De acordo com o presidente da CUT, “a política econômica ortodoxa faz uma gestão muito conservadora. O superávit primário elevado tira a capacidade de investimento do Estado brasileiro e segura o crescimento”. No entendimento da CUT, o Brasil deve romper com esse ciclo vicioso e ter como meta crescer anualmente pelo menos 5 a 6%.
“Precisamos de empregos para a imensa massa de jovens que chega todos os anos ao mercado de trabalho e garantir uma política de reposição para o salário mínimo que, no nosso entender, é o instrumento fundamental de redistribuição de renda em nosso país”, ressaltou.
AVANÇOS – O presidente da CUT declarou que não se trata de traçar um paralelo entre as realizações do governo Lula com as do desgoverno FHC, já que “comparar com o governo passado é comparar com o inferno”. “Podemos pegar qualquer área: agricultura familiar, postos de trabalho, salário mínimo, vagas na universidade pública… A questão não é essa. Nosso compromisso é pressionar o governo para avançar dentro de um projeto nacional de desenvolvimento”, acrescentou.
Em relação ao atual momento político, João Felicio relatou que o presidente Lula “está muito tranqüilo”, e que ele foi “categórico” ao afirmar que sua figura não será atingida pelas denúncias de corrupção.
“De nossa parte, reafirmamos nosso total apoio ao processo de apuração e à punição dos culpados”.
BARRAR O GOLPE – Condenando a tentativa golpista movida pela direita, com o apoio de setores da mídia, do PSDB e do PFL, o líder cutista defendeu a Reforma Política: “Não aceitamos essa dinheirama que tem desvirtuado a vida política brasileira. Faremos pressão sobre o Congresso Nacional para que aprove o financiamento público de campanha e a fidelidade partidária”.
A suja campanha para desestabilizar o presidente tenta ainda descaracterizar a independência e autonomia dos movimentos sociais, denunciou João Felicio, alertando que para esse jogo “se unem a direita desavergonhada e o esquerdismo infantil”. “A imprensa acha natural entidades empresariais como a Fiesp e a Firjan ou a Rede Globo firmarem convênios com o governo, já que os benefícios sempre foram dirigidas para privilegiar estes segmentos. Quanto às entidades populares, somos os feios, sujos e malvados. Não aceitamos isso. Tal preconceito só demonstra o óbvio: que a luta de classes não acabou”.
NEGOCIAÇÃO – Conforme relatou o presidente da CUT, ficou acertada para breve uma reunião da direção da CMS com a equipe econômica do governo, a fim de debater as reivindicações da Carta. Enquanto isso, várias manifestações da CMS estão marcadas e prometem aumentar a pressão por mudanças: dia 25, em Salvador, e 26, em São Paulo.
Fonte: Agência CUT de Notícias
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