Uma pesquisa encomendada pela Caixa Econômica Federal aponta que estabelecimentos comerciais que se tornam correspondentes bancários aumentam seu faturamento em cerca de 30%. A receita se origina sobretudo do aumento do movimento no ponto de venda – o que aquece os negócios na atividade principal do estabelecimento. A cobrança de tarifas pelos serviços bancários amplia os ganhos apenas de forma secundária.
O levantamento, feito com uma amostra de 600 correspondentes de todos os Estados do país, mostra ainda que 96% dos proprietários de pequenos negócios que viraram correspondentes se dizem satisfeitos ou muito satisfeitos com a parceria. Entre os clientes, o grau de satisfação é de 93%. O banco encomendou a pesquisa para subsidiar planos de expansão da rede de correspondentes.
Hoje, a Caixa já é o banco com o maior número de correspondentes no país, com um total de 13 mil pontos. Mas a maior parte (9 mil) é formada por lotéricos, e apenas 3,7 mil são estabelecimentos comerciais, principalmente mercados e mercearias. Os plano são de expandir o número de correspondentes a uma velocidade de 3 mil por ano, até atingir 20 mil em 2007. Como parte dessa estratégia, na semana passada o banco fechou uma parceria com a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) para selecionar novos estabelecimentos.
“Os serviços bancários aumentam o fluxo de fregueses ao estabelecimento, que acabam consumindo outros produtos”, disse o superintendente nacional da Caixa, Tarcísio Luiz Dalvi. O número de correspondentes que pede para ser descredenciado, afirma ele, é residual. Na pesquisa, apenas 10,2% dos entrevistados afirmavam que não tinham certeza se iriam permanecer como parceiros. “Geralmente isso ocorre quando o ponto é vendido a um terceiro. Mas já houve casos em que o comerciante constatou que o afluxo de clientes aumentou em demasia, comprometendo a atividade principal do estabelecimento.”
O ganho com a cobrança de tarifas pelo serviços é apenas marginal. No caso da Caixa, os valores variam de contrato para contrato e, de forma geral, cobrem basicamente os custos operacionais. “Quando o comércio tem alguma ociosidade, essa é uma receita adicional, sem a contrapartida de aumento de custos”, disse. “Mas os valores são fixados de forma com que, mesmo que o estabelecimento tenha de contratar funcionários para realizar o serviço, a tarifa paga seja suficiente para pelo menos cobrir os custos operacionais.”
A Caixa planeja, até o fim deste mês, começar a expandir os serviços financeiros oferecidos nos correspondentes. As casas lotéricas já operam com uma razoável variedade de produtos, mas, nos estabelecimentos comerciais, hoje é possível fazer basicamente o pagamento de contas e receber direitos e benefícios, como aposentadorias e FGTS.
A idéia é que todos os correspondentes passem também a recepcionar pedidos de abertura de contas e a oferecer produtos financeiros, como cartões de crédito e financiamentos. “Estamos fazendo uma experiência piloto em Brasília que, até agora, tem sido muito bem-sucedida.” O aumento do número de serviços é considerada prioritária porque em municípios atendidos apenas por correspondentes a população ainda não tem acesso a serviços como contas correntes ou cadernetas de poupança.
Os dados do Banco Central sobre as operações realizadas na Caixa por meio de correspondentes bancários confirmam que, por enquanto, a cobrança de títulos ainda responde pelo grosso do movimento. No quarto trimestre de 2004, a Caixa realizou 219,6 milhões de operações (em loterias e outros correspondentes), das quais 79,5% foram pagamentos de contas. A segunda operação mais representativa foram os depósitos em conta corrente, com 11,5%; em seguida, com 8,9%, vieram as ordens de pagamentos; por último, com 0,1%, estavam os depósitos em caderneta de poupança.
As operações feitas na Caixa por correspondentes bancários é maior do que a soma dos números dos outros quatro maiores bancos de varejo do país (pelo critério de ativos). O Bradesco, que ocupa a segunda posição em transações por meio de correspondentes, realizou 22,9 milhões de operações no trimestre; o Banco do Brasil registrou, no período, um total de 17 milhões.
Valor Econômico – Alex Ribeiro
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Por Mhais• 9 de maio de 2005• 09:39• Sem categoria
Comércio lucra com serviço de banco
Uma pesquisa encomendada pela Caixa Econômica Federal aponta que estabelecimentos comerciais que se tornam correspondentes bancários aumentam seu faturamento em cerca de 30%. A receita se origina sobretudo do aumento do movimento no ponto de venda – o que aquece os negócios na atividade principal do estabelecimento. A cobrança de tarifas pelos serviços bancários amplia os ganhos apenas de forma secundária.
O levantamento, feito com uma amostra de 600 correspondentes de todos os Estados do país, mostra ainda que 96% dos proprietários de pequenos negócios que viraram correspondentes se dizem satisfeitos ou muito satisfeitos com a parceria. Entre os clientes, o grau de satisfação é de 93%. O banco encomendou a pesquisa para subsidiar planos de expansão da rede de correspondentes.
Hoje, a Caixa já é o banco com o maior número de correspondentes no país, com um total de 13 mil pontos. Mas a maior parte (9 mil) é formada por lotéricos, e apenas 3,7 mil são estabelecimentos comerciais, principalmente mercados e mercearias. Os plano são de expandir o número de correspondentes a uma velocidade de 3 mil por ano, até atingir 20 mil em 2007. Como parte dessa estratégia, na semana passada o banco fechou uma parceria com a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) para selecionar novos estabelecimentos.
“Os serviços bancários aumentam o fluxo de fregueses ao estabelecimento, que acabam consumindo outros produtos”, disse o superintendente nacional da Caixa, Tarcísio Luiz Dalvi. O número de correspondentes que pede para ser descredenciado, afirma ele, é residual. Na pesquisa, apenas 10,2% dos entrevistados afirmavam que não tinham certeza se iriam permanecer como parceiros. “Geralmente isso ocorre quando o ponto é vendido a um terceiro. Mas já houve casos em que o comerciante constatou que o afluxo de clientes aumentou em demasia, comprometendo a atividade principal do estabelecimento.”
O ganho com a cobrança de tarifas pelo serviços é apenas marginal. No caso da Caixa, os valores variam de contrato para contrato e, de forma geral, cobrem basicamente os custos operacionais. “Quando o comércio tem alguma ociosidade, essa é uma receita adicional, sem a contrapartida de aumento de custos”, disse. “Mas os valores são fixados de forma com que, mesmo que o estabelecimento tenha de contratar funcionários para realizar o serviço, a tarifa paga seja suficiente para pelo menos cobrir os custos operacionais.”
A Caixa planeja, até o fim deste mês, começar a expandir os serviços financeiros oferecidos nos correspondentes. As casas lotéricas já operam com uma razoável variedade de produtos, mas, nos estabelecimentos comerciais, hoje é possível fazer basicamente o pagamento de contas e receber direitos e benefícios, como aposentadorias e FGTS.
A idéia é que todos os correspondentes passem também a recepcionar pedidos de abertura de contas e a oferecer produtos financeiros, como cartões de crédito e financiamentos. “Estamos fazendo uma experiência piloto em Brasília que, até agora, tem sido muito bem-sucedida.” O aumento do número de serviços é considerada prioritária porque em municípios atendidos apenas por correspondentes a população ainda não tem acesso a serviços como contas correntes ou cadernetas de poupança.
Os dados do Banco Central sobre as operações realizadas na Caixa por meio de correspondentes bancários confirmam que, por enquanto, a cobrança de títulos ainda responde pelo grosso do movimento. No quarto trimestre de 2004, a Caixa realizou 219,6 milhões de operações (em loterias e outros correspondentes), das quais 79,5% foram pagamentos de contas. A segunda operação mais representativa foram os depósitos em conta corrente, com 11,5%; em seguida, com 8,9%, vieram as ordens de pagamentos; por último, com 0,1%, estavam os depósitos em caderneta de poupança.
As operações feitas na Caixa por correspondentes bancários é maior do que a soma dos números dos outros quatro maiores bancos de varejo do país (pelo critério de ativos). O Bradesco, que ocupa a segunda posição em transações por meio de correspondentes, realizou 22,9 milhões de operações no trimestre; o Banco do Brasil registrou, no período, um total de 17 milhões.
Valor Econômico – Alex Ribeiro
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