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Por 10:32 Recentes, Regional Curitiba, Saúde do Trabalhador

Como as lesões e doenças oesteomusculares afetam trabalhadores no cenário pós-pandemia?

Com o avanço e a gravidade de doenças relacionadas ao trabalho afetando essencialmente a saúde emocional de trabalhadores, e o investimento em mobiliário adequado por parte de empresas, a partir de normas trabalhistas e acordos coletivos, a sensação é que a preocupação com postura, dores musculares e crônicas tenham caído em desuso.

Então, como podemos entender o impacto das LER/Dort nas relações de trabalho em 2025? 28 de fevereiro é o Dia Mundial de Combate às LER/Dort e, durante todo o mês, a Secretaria de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região vai promover informação e conscientização sobre essa condição.

“É um importante alerta, que as LER/Dorts, embora tenham diminuído em relação ao passado, ainda acometem muitos trabalhadores. Ao perceberem os sintomas, procurem médicos especializados, é preciso levar a sério as fisioterapias e o acompanhamento médico, para que a doença inicialmente aguda não se torne crônica”, orienta Ana Fideli, diretora da Secretaria de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região.

 Qual o cenário atual das LER/Dort?

 A categoria bancária ainda está presente na lista do Ministério da Saúde das profissões mais comumente relacionadas às lesões por esforços repetitivos (LER);

Entre 2013 e 2020, foram registrados 20.192 afastamentos de bancários pelo INSS, com alta de 26,2% entre 2015 e 2020, percentual 1,7 vez acima do crescimento total de afastamentos registrados no país (de 15,4% no período), considerando todas as categorias;

Em 2022, dos acidentes de trabalho sofridos por bancários e reconhecidos pelo INSS, 21,1% foram relacionados com doenças osteomuscular e do tecido conjuntivo, além de 14,5% relacionados aos transtornos nervosos;

As lesões são uma síndrome causada por um grupo específico de doenças inflamatórias (tendinite, bursite, tenossinovite, epicondilite, dedo em gatilho, síndrome do desfiladeiro torácico, síndrome do pronador redondo, síndrome do túnel do carpo, mialgias, entre outros), que causam dores crônicas nos músculos, nervos e tendões, comprometendo o funcionamento do sistema musculoesquelético. Portanto, a falta de um ambiente e situações de teletrabalho que se propagaram e em alguns casos permaneceram nos anos pós-pandemia, não manter um espaço adequado ao teletrabalho, pode promover riscos ergonômicos e ocorrência de distúrbios osteomusculares;

 Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), em novembro de 2020 o número de teletrabalhadores era de 7,3 milhões, com perfil predominantemente do sexo feminino, ocupadas no setor formal, com escolaridade de nível superior completo, de cor/raça branca e com idade entre 30 e 39 anos;

Nesse cenário de teletrabalho, um estudo realizado em 2022 (disponível aqui) constatou que a falta de um ambiente com mobiliário, temperatura e iluminação adequados, além da falta de privacidade e excesso de barulho, são causas do aumento de distúrbios osteomusculares em teletrabalhadores;

 A Consulta Nacional aos Bancários 2024, realizada com cerca de 47 mil respondentes de todo o país, apontou que 67% convivem com preocupação constante com o trabalho; 60% cansaço e fadiga; 53% desmotivação e vontade de não ir trabalhar; e 47% com crises de ansiedade ou pânico;

 Quando questionados sobre quais são os impactos da cobrança excessiva pelo cumprimento de metas à saúde, os bancários responderam que 67% têm preocupação constante com o trabalho; 60% cansaço e fadiga constante; 53% desmotivação, vontade de não ir trabalhar; 47% relataram crise de ansiedade/pânico; 39% têm dificuldade de dormir, mesmo aos finais de semana e 39% afirmaram utilizar medicamentos controlados.

Precisa de atendimento?

Se você precisa de ajuda, entre em contato com a Secretaria de Saúde e Condições de Trabalho do Sindicato, pelos canais disponíveis:

 Telefone (41) 3015-0523
 WhatsApp (41) 9 9989-8018 (Opção 3)
E-mail saude@bancariosdecuritiba.org.br
 Saiba mais sobre o atendimento da Secretaria de Saúde clicando aqui.

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Fonte: Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região

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