FETEC/CUT-SP
(São Paulo) Com a participação de mais de 300 delegados, a 6ª Conferência Estadual dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, realizada no último Sábado, em São Paulo, apontou como ação de médio e longo prazo a contratação nacional coletiva dos trabalhadores no ramo financeiro.
De acordo com os debates, a busca pelo Contrato Nacional Coletivo (CNC) no setor teve como primeiro passo a adoção, no ano passado, da campanha salarial unificada entre bancos públicos e privados.
Dentro desse projeto maior, faz-se necessária a adoção de medidas de proteção ao emprego, levando em consideração a questão da terceirização e do correspondente bancário.
Deste modo, a FETEC/CUT-SP e os sindicatos filiados destacaram, durante a conferência, a necessidade de valorizar a mesa temática sobre terceirização de negociação com a Fenaban, visando o fim do instrumento, bem como a construção de alternativas ao correspondente bancário, além de se reforçar o debate sobre jornada, que deve ocorrer em duas frentes: ampliação do horário de atendimento com criação de dois turnos de trabalho e adoção de mecanismos de proteção dos postos de trabalho em processos de fusão/aquisição/incorporação.
“É inadmissível que um sistema com tamanha lucratividade, quando discute fusões, aquisições ou incorporações, não garanta a manutenção dos empregos existentes”, destacou o presidente da FETEC, Sebastião Geraldo Cardozo.
Além da defesa do emprego e de apontar para a repetição da estratégia de campanha salarial unificada, com vistas a tornar a Convenção Coletiva patamar mínimo para todos os bancários do país, a Conferência destacou a necessidade de repassar aos bancários aumento real de salário e a construção de uma nova cláusula de Participação nos Lucros e Resultados, visando a sua ampliação.
Somado a isso, os dirigentes presentes na conferência propuseram a criação do 14º salário e a definição de um índice de reposição salarial, capaz de unificar os bancários dos bancos públicos e privados, cujo número deve ser fechado na Conferência Nacional, entre os dias 05 e 08 de junho, em São Paulo.
Os dirigentes entendem que, diante da realidade financeira dos grandes conglomerados, essa é a forma de gratificar os verdadeiros responsáveis pelo lucro do sistema.
Na avaliação de Cardozo, os debates foram produtivos. “Elegemos como prioridades para 2004 a campanha salarial unificada, a defesa do emprego, o aumento real de salário e uma melhor e maior distribuição dos lucros dos bancos. Optamos por não apontar um índice, mas para a construção de número realista e factível. Se até então era o índice que mobilizava, nossa intenção é que a partir de agora ele seja instrumento de unificação da categoria”, destacou o presidente da FETEC.
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