(São Paulo) Leia a seguir na íntegra a última edição Online do informativo “Nossa Luta” dos empregados da Caixa Econômica Federal.
Conferência Nacional reforça Campanha Salarial unificada
Foram votadas e definidas as reivindicações gerais da
campanha salarial e mantidas as negociações específicas
Bancários de todo o país participaram da 7ª Conferência Nacional, em São Paulo, no último final de semana, em que foram votadas e definidas as reivindicações da campanha salarial. A principal estratégia é valorizar a unidade dos bancos públicos e privados em temas comuns, como reajuste de salários e Participação nos Lucros e Resultados (PLR). Sem deixar de lado pontos específicos da Caixa que serão tratados em mesas específicas como reintegração de todos os demitidos pela RH 008, ponto eletrônico, assédio moral, metas e PCC/PCS.
Em relação a este último item, há vários pontos que poderiam ser resolvidos até mesmo antes da campanha salarial, como o problema do caixa flutuante, a situação dos avaliadores executivos e o pessoal da SRETPV e dos técnicos sociais.
“Nossa estratégia é unir todos os bancários para nos fortalecermos em torno de objetivos comuns ao mesmo tempo que continuamos a pressionar a direção da Caixa para resolver nosso problemas específicos, afirma Plínio Pavão, empregado da Caixa e diretor de saúde da CNB/CUT. “Depois de anos discutindo reposição da inflação, este ano temos de pressionar as direções dos bancos e o governo por aumento real.”
Principais reivindicações – Entre os pontos aprovados na conferência nacional está o de reajuste de 11,77% para os salários. Sendo 5,69% da inflação projetada pelo Dieese de setembro 2004 a agosto 2005 mais 5,75%. A opção é trabalhar com um índice realista, que combine a reposição da inflação com aumento real.
No caso da PLR, mudam os critérios. Como os bancos vêm lucrando cada vez mais e proporcionalmente pagando menos aos bancários, será reivindicado o pagamento de 1 salário mais uma parcela fixa de R$ 788, acrescidos de 5% do lucro líquido, distribuídos de maneira linear. Exemplificando, quem ganha R$ 2.000, receberia R$ 2.788 fixos mais sua parte nos 5%. Supondo que o banco tivesse R$ 1 bilhão de lucro, R$ 50 milhões seriam divididos igualmente pelo número de empregados e acrescidos ao valor da regra.
“Em 1995 e 1996, os bancos pagavam, em média, de 12% de seus lucros como PLR, hoje gastam cerca de 7% a 8%. Temos de recuperar nossa parte, já que o lucro vem do esforço de cada bancário”, afirma Vagner Freitas, presidente da CNB/CUT.
Para democratizar mais a participação dos bancários nas negociações, a Executiva Nacional foi ampliada com a criação do Comando Nacional dos Bancários. Farão parte os representantes da CNB-CUT, das 10 federações estaduais (como era na Executiva anterior) mais um representante de cada um dos dez maiores sindicatos do país. Ainda participarão como convidados os coordenadores das comissões de empresa dos bancos públicos federais.
“Sempre buscamos democracia e transparência na campanha salarial. Tanto que as reivindicações são elaboradas em congresso com a participação de todas as correntes políticas que representam os bancários e aprovadas por maioria. Agora, ampliamos o Comando Nacional para ficar mais perto ainda da realidade dos bancários”, conclui Vagner.
Fonte: CNB/CUT
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