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Confira o desempenho da atividade industrial brasileira em novembro; queda significativa no mês, porém, o acumulado do ano é expressivo

Produção Industrial recuou 5,2% em novembro de 2008

Em novembro de 2008, a produção industrial recuou 5,2% frente a outubro, segundo resultado negativo consecutivo, acumulando perda de 7,9% entre setembro e novembro, na série com ajuste sazonal. No confronto com novembro de 2007, foi registrada uma redução de 6,2%, que interrompeu um ciclo de 28 meses de taxas positivas nessa comparação. Com isso, o índice acumulado para o período janeiro-novembro de 2008 ficou em 4,7%, e o acumulado nos últimos 12 meses (4,8%) desacelerou frente ao resultado de outubro (6,0%).

O recuo de 5,2% observado na passagem de outubro para novembro foi o maior desde maio de 1995 (-11,2%), levando o patamar de produção industrial brasileira a retornar a um nível próximo ao de maio de 2007. Esse resultado refletiu o comportamento negativo de 21 dos 27 ramos pesquisados e atingiu todas as categorias de uso.

O principal impacto negativo veio da indústria de veículos automotores, com queda de 22,6%, seguida por máquinas e equipamentos (-11,9%), edição e impressão (-14,8%), indústrias extrativas (-10,9%) e metalurgia básica (-10,2%). Em novembro, todos esses setores acentuaram o ritmo de queda já registrado em outubro, de, respectivamente, -1,6%, -5,1%, -5,1%, -0,3% e -0,3%.

Ainda na comparação com outubro, os índices por categorias de uso confirmam a generalização da queda. Os bens de consumo duráveis recuaram 20,4% na comparação com ajuste sazonal, maior redução desde dezembro de 1997 (-21,2%), refletindo a sensibilidade desse segmento às condições do crédito. Bens de capital tiveram queda de 4,0%; e bens intermediários, de 3,9%, quarta redução consecutiva, acumulando, entre julho e novembro, perda de 9,6%. A produção de bens de consumo semi e não-duráveis, por sua vez, registrou a queda mais moderada (-0,7%).

O efeito da desaceleração industrial em novembro foi claramente negativo sobre a trajetória do índice de média móvel trimestral (indicador de tendência). Para a indústria geral, acentuou-se o ritmo de queda entre outubro (-0,8%) e novembro (-2,1%), quando foi registrada a maior redução desde janeiro de 1998 (-2,4%), particularmente influenciada pelo recuo da produção de bens de consumo duráveis (-7,9%) e de bens intermediários (-2,5%), uma vez que bens de consumo semi e não-duráveis (-0,3%) e bens de capital (-0,4%) registraram reduções menores.

Na comparação com novembro de 2007, a redução de 6,2% foi a maior desde os -6,4% de dezembro de 2001, evidenciando um aprofundamento do ritmo de queda da atividade e um alargamento do conjunto de segmentos com decréscimo de produção.

Dos 27 ramos industriais investigados, 22 exibiram índices negativos, com os principais impactos vindo de veículos automotores (-18,3%), outros produtos químicos (-13,0%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (-20,5%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (-29,7%) e borracha e plástico (-16,5%). Dentre os cinco ramos com expansão, destacaram-se outros equipamentos de transporte (73,0%) e a indústria farmacêutica (17,0%), sustentados pela maior produção de aviões e medicamentos.

O índice de difusão também refletiu a ampliação do quadro negativo: 64% dos 755 produtos investigados mostraram queda na produção, nível recorde desde janeiro de 2003, mês do início da série desse índice.

No corte por categorias de uso, ainda no comparativo novembro 08/ novembro 07, apenas bens de capital sustentaram expansão (3,6%), ao passo que bens de consumo duráveis (-22,1%), bens intermediários (-7,5%) e bens de consumo semi e não-duráveis (-2,8%) apontaram taxas negativas. É principalmente em bens de consumo duráveis que se evidenciam os efeitos da extensão das férias coletivas e das paralisações não planejadas já registradas em outubro.

O segmento de bens de capital foi positivamente influenciado pelo desempenho de bens de capital para transporte (39,1%) e para agricultura (13,6%), enquanto máquinas e equipamentos para fins industriais (-10,9%), para construção (-8,0%) e para uso misto (-20,1%) assinalaram quedas significativas. Entre os bens de consumo duráveis, todos os grupamentos mostraram forte redução, com destaque para automóveis (-34,2%), seguidos por eletrodomésticos (-12,9%) e telefones celulares (-4,6%). Setor de maior peso na estrutura industrial, bens intermediários apontaram, em novembro de 2008, índice de difusão recorde: 68% dos 410 produtos pesquisados assinalaram queda, principalmente aqueles associados às atividades de outros produtos químicos (-12,6%), metalurgia básica (-8,9%), borracha e plástico (-16,8%) e veículos automotores (-15,2%). A produção de bens de consumo semi e não-duráveis recuou 2,8%, pressionada, sobretudo, pelos segmentos de semiduráveis (-16,0%) e de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-2,8%). Os crescimentos em carburantes (4,5%) e em outros não-duráveis (0,3%) impediram um resultado global mais negativo.

O indicador de produção industrial acumulada de janeiro a novembro (4,7%) perdeu, em dois meses 1,7 ponto percentual. A liderança, em termos de impacto, manteve-se com veículos automotores (12,6%), seguido por outros equipamentos de transporte (37,9%) e máquinas e equipamentos (8,5%). Em sentido oposto, as quedas que mais pressionaram o índice global vieram de máquinas para escritório e equipamentos de informática (-7,0%), madeira (-9,8%) e calçados e artigos de couro (-6,2%).

Segundo as categorias de uso, ainda nesse indicador acumulado, bens de capital tiveram a maior expansão (17,0%), confirmando o ciclo de investimentos ao longo do ano de 2008. O setor de bens de consumo duráveis (7,3%) também assinalou crescimento acima da média (4,7%), apoiado principalmente na forte expansão da demanda doméstica por automóveis observada até setembro, enquanto os desempenhos de bens intermediários (3,3%) e bens de consumo semi e não-duráveis (1,7%) ficaram abaixo da média.

Comunicação Social
06 de janeiro de 2009

NO DIA 09 DE JANEIRO DE 2008, O IBGE DIVULGARÁ A PRODUÇÃO INDUSTRIAL POR UNIDADE DA FEDERAÇÃO.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.ibge.gov.br.

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Mercado brasileiro: Fiat bate recorde e fecha 2008 na liderança

A Fiat confirma a liderança no mercado automobilístico brasileiro. Com 657.778 automóveis de passeio e comerciais leves emplacados, a marca ficou 72 mil veículos à frente da Volkswagen e 109 mil da Chevrolet. Apesar da crise do último trimestre, o resultado foi um recorde histórico, com uma alta de 8,3% em relação a 2007, de acordo com dados preliminares do Renavam (Relatório Nacional de Veículos Automotores).

Em dezembro, o volume de emplacamentos da Fiat foi de 42.574 veículos, números que se refletiram também na produção, que foi de 743.756 veículos em 2008, 3,7% superior ao ano passado. Em participação de mercado, a montadora se destaca com 24,6%, ou seja, um a cada quatro carros vendidos é da Fiat.

É a sétima vez que a Fiat abocanha a liderança de mercado, mas não de forma consecutiva. Em 2004 a General Motors levou a liderança após registrar, no último mês daquele ano, um número de emplacamentos sem precedentes. Nos três anos anteriores, a liderança havia sido da Fiat, após décadas com a Volkswagen. Nos quatro anos seguintes, a montadora italiana instalada em Betim (MG) voltaria às cabeças.

Quatro veículos da marca Fiat figuram no ranking dos dez mais vendidos do Brasil, segundo os mesmos dados preliminares de emplacamento. São eles: Palio, no segundo lugar (perdendo para o Volkswagen Gol, o mais vendido há 21 anos), com 197.224 unidades comercializadas; Mille Economy, na terceira colocação, com 141.383 unidades licenciadas; Siena, que fica na sétima colocação, com 95.303 unidades vendidas e a Strada, única picape da lista e líder do segmento de comerciais leves, com 71.946 unidades emplacadas.

Fonte: Interpress Motor

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No acumulado, a líder em caminhões de 2008 é a Mercedes-Benz

Apesar de a Volkswagen ter fechado 2008 na liderança em venda de caminhões acima de 3,5 toneladas brutas, com 30,3% de participação, acima da Mercedes-Benz, com 29,9%) no acumulado desde 1957 a dianteira da marca da estrela de três pontas é relevante.

Com efeito, entre 1957 e 2008 dos 2,245 milhões de caminhões vendidos pelas sete marcas que estão no mercado, a Mercedes comercializou 971,6 mil unidades. Isso lhe deu 43,3% de participação.

A segunda marca mais vendida , a Ford, comercializou nestes 51 anos um total de 618.390 caminhões, 27,5% do mercado.

A terceira marca mais vendida, a Volkswagen, com 341.190 unidades, obteve 15,2% de participação.

As suecas Scania e Volvo, com 157.128 unidades e 105.612 caminhões, respectivamente, ficaram com 7% e 4,7% do mercado entre 1957 e 2008.

A Iveco, de origem italiana, vendeu 31.368 unidades, enquanto a brasileira Agrale, com 19,.490 unidades, ficou com 0,9% do mercado.

É de se registrar que só três marcas ocuparam o período todo de 1957 a 2008. São elas a Mercedes-Benz , Ford e Scania.

A Volvo entrou no mercado em 1980, a Volkswagen em 1981, a Agrale entrou em 1983 e a Iveco chegou em 2000.

Fonte: Gazeta Mercantil

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.cnmcut.org.br.

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Venda de veículos em 2008 ficou acima do esperado

São Paulo – A venda total de veículos novos em dezembro de 2008 aumentou 11,54% em relação a novembro, quando foram negociadas 345.447 unidades contra 309.712 do mês anterior. Na comparação com o mesmo período de 2007, quando o total vendido foi de 413.143 unidades, houve queda de 16,39%.

No acumulado de 2008, foram negociadas 4.849.497 unidades, contra 4.248.275 do ano anterior, com expansão de 14,15%. Os números incluem automóveis, veículos comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários. Os dados foram divulgados hoje (6) pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

O presidente da Fenabrave, Sérgio Reze, disse que o fechamento do ano de 2008 foi melhor do que se previa há 90 dias, quando começou a crise econômica global. Segundo ele, a previsão era de queda de 19% na venda total de veículos, o que seria traumático para o setor. Mas afirmou que as medidas adotadas pelo governo contribuíram para reverter o quadro de queda que se desenhava.

Sérgio Reze disse que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na compra de veículos novos e a liberação de volumes financeiros para o crédito ajudaram a melhorar os resultados do setor.

“A situação não foi contornada de todo, porque não são todos os bancos que operam na sua normalidade e ainda há uma recusa cadastral relativamente elevada, e os juros ainda estão altos”, afirmou Reze. Segundo ele, com as medidas do governo, estancou-se a queda nas vendas e os consumidores voltaram às concessionárias.

O presidente da Fenabrave acredita que, em 2009, as vendas cheguem a 4.895.143 de unidades, com crescimento de 3,13% em relação a 2008. Projeções que, segundo Reze, a Fenabrave deverá rever, em março, quando termina o prazo de vigência das medidas do governo para estimular a venda de veículos. “Na nossa avaliação, o crescimento de 3,13% é extremamente positivo, mas vamos reavaliar porque as medidas têm prazo até março.”

A Fenabrave também informou que o total de automóveis e veículos comerciais leves vendidos em dezembro foi de 183.919 unidades, contra 166.279 no mês anterior, com crescimento de 10,61%. Em comparação com dezembro de 2007, quando foram comercializadas 231.314 unidades, houve queda de 20,49%. No acumulado do ano, a venda desse tipo de veículo totalizou 2.671.338, 14,06% a mais do que no mesmo período do ano anterior, quando foram comercializadas 2.342.059.

Com relação a ônibus e caminhões, o setor negociou em dezembro 10.631 unidades, o que representou queda de 8,57% ante os 11.627 veículos comercializados em novembro. Com relação a dezembro de 2007, quando foram comercializadas 242.258 unidades, houve uma redução de 2,86%.

Já a venda de motocicletas teve expansão de 15,46%, com 143.376 unidades negociadas em dezembro contra 124.176 do mês anterior. Com relação a dezembro de 2007, houve uma redução de 12,80%, quando foram vendidas 164.427 unidades. Em todo o ano de 2008, foram comercializadas 1.925.514, 12,69% a mais do que 2007, com 1.708.640 motocicletas comercializadas.

Por Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil.

NOTÍCIA COLHIDA NO SÍTIO www.agenciabrasil.inf.br.

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