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Contraf-CUT fará plenária de dirigentes sindicais nos bancos Santander e Real no dia 12 de janeiro, terça-feira

A Contraf-CUT realiza plenária nacional dos dirigentes sindicais do Santander e Real e integrantes das Comissões de Organização dos Empregados (COEs) na próxima terça-feira, dia 12, às 10 horas, no Auditório Azul do Sindicato dos Bancários de São Paulo (Rua São Bento, 413), no centro da capital paulista.

O objetivo é fazer uma avaliação da jornada nacional de luta, deflagrada logo após a última rodada com o banco espanhol, no dia 22 de dezembro, quando foi apresentada uma proposta rebaixada de Programa de Participação nos Resultados (PPR) que foi recusada na própria mesa de negociações. O banco quer fechar um acordo de dois anos e pagar R$ 1 mil de PPR, enquanto aprovou na assembléia dos acionistas de 2009 o valor de R$ 223,8 milhões para remunerar os seus 26 diretores-executivos, o que representa uma média de R$ 8,62 milhões para cada um.

Uma série de atividades foi desenvolvida em vários sindicatos do país, mostrando a indignação dos trabalhadores com a postura do Santander. “Se tem dinheiro para pagar bônus milionários para executivos, além de fartos recursos para propaganda, compra do prédio da Torre e patrocínio da Fórmula 1 e Copa Libertadores, não é justo que os trabalhadores receberam somente R$ 1 mil de PPR”, afirma o secretário de imprensa da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.

Aditivo: avanços e pendências

Já a proposta de aditivo também por dois anos à convenção coletiva contém avanços, como a manutenção dos incentivos à aposentadoria até 31 de agosto de 2010, a conquista da licença sem vencimentos de 30 dias e a extensão do prêmio de dois salários para os funcionários do Santander que completaram 25 anos de casa antes de 1º de janeiro de 2009.

Mas há várias pendências, como a garantia de emprego durante o processo de fusão, o termo de compromisso para manutenção do patrocínio do HolandaPrevi e Bandeprev, a criação de um grupo de trabalho para discutir o processo eleitoral do HolandaPrevi e Sanprev, a unificação do valor do auxílio-academia e a extensão de direitos dos bancários da Espanha.

Mobilização para quebrar intransigência

No entanto, apesar da pressão dos trabalhadores, o banco se mostra intransigente. Até agora, não respondeu ao documento enviado na segunda-feira, dia 4, pela Contraf-CUT, em conjunto com as demais entidades sindicais e a Afubesp, cobrando a retomada das negociações e a prorrogação dos aditivos vencidos no dia 31 de dezembro.

“Vamos fazer uma avaliação da jornada, intensificar o processo de mobilização e definir um plano de lutas, pressionando o banco para que volte a negociar e apresente uma proposta que venha a atender as expectativas dos trabalhadores”, destaca o coordenador da COE do Santander, Mário Raia.

Fonte: Contraf-CUT com sindicatos e federações.

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Trabalhadores bancários comparam bônus de executivos e PPR em jornada no banco Santander

A Federação dos Bancários do Rio de Janeiro e Espírito Santo (Feeb RJ/ES) está intensificando a jornada nacional de luta no Santander. Conforme o informativo eletrônico Unidade, o banco espanhol está “na contramão do mundo” ao destinar R$ 223,8 milhões para remunerar os seus 26 diretores-executivos no Brasil. Isso “representa que cada um receberá R$ 8,62 milhões, valor aprovado pela Assembleia dos Acionistas”.

A entidade compara o pagamento milionário dos executivos à proposta rebaixada para o acordo de dois anos do Programa de Participação nos Resultados (PPR), que prevê R$ 1 mil para cada funcionário. O valor foi oferecido pelo banco e recusado pelas entidades sindicais na última rodada de negociação, no dia 22 de dezembro, quando o banco também apresentou propostas para o aditivo por dois anos à Convenção Coletiva de Trabalho.

“A oferta do banco revoltou os representantes dos trabalhadores, que se retiraram da reunião. Em reação, os sindicatos de todo o país começaram uma Jornada Nacional de Lutas no último dia 28. Em 12 de janeiro, próxima terça-feira, haverá uma Plenária Nacional de dirigentes do grupo Santander/Real para definir as próximas atividades”, destaca o informativo.

O Sindicato de Petrópolis começa nesta quarta-feira, dia 6, a distribuição do jornal específico para os trabalhadores do Santander, denunciando o uso de dois pesos e duas medidas para remunerar executivos e trabalhadores do banco.

Para a representação dos bancários do Rio, entre as propostas positivas já negociadas estão a prorrogação do “pijama” e do abono indenizatório para agosto de 2010, a extensão do prêmio de dois salários para quem completou 25 anos de banco antes de 1º de janeiro de 2009 e a aprovação da licença não remunerada de 30 dias para os bancários que tiverem parentes em primeiro grau internados, como é na Espanha.

Que valor de PPR é esse?

Segundo o informativo, “a PPR do Santander é paga com parte do montante destinado à PLR, que é isento de encargos trabalhistas e previdenciários, como INSS e FGTS. A legislação que regulamentou a PLR determina um percentual do lucro do banco que pode ser destinado ao pagamento da participação nos lucros e define que haverá incentivo através da isenção dos encargos”.

“No Itaú Unibanco, cerca de 90% do montante incentivado é distribuído. Se o Santander usasse o mesmo critério, cada bancário receberia cerca de R$ 4 mil, de acordo com um estudo preparado pelo Dieese. Este valor foi calculado com base na projeção de balanço de 2009, que prevê lucro de R$ 4 bilhões, o que daria uma isenção de cerca de R$ 193 milhões para serem distribuídos aos 51 mil funcionários do grupo “, relata Paulo Garcez, representante da Federação na Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander.

“Mas, pagando mais de R$ 8 milhões a cada diretor executivo, o valor que sobra para os bancários é bem menor. Isso não é ilegal, já que não existe nenhuma lei que restrinja a remuneração dos executivos, mas essa distribuição tão desigual é, sem dúvida, imoral”, completa o dirigente sindical.

Contra a corrente

Para a Feeb RJ/ES, “num momento em que governos e opinião pública de vários países questionam os bônus pagos pelas grandes empresas a seus mais altos executivos, o Santander vai na contramão e remunera seu primeiro escalão com valores muito acima dos praticados no restante da Europa”.

“Com a crise financeira, muitos bancos precisaram recorrer ao dinheiro público para se manterem em operação, mas não deixaram de pagar altas somas a seus executivos. Como os governos colocaram dinheiro nas empresas, a opinião pública destes países questionou os bônus pagos com verba pública. As reações vieram rapidamente e houve regulamentações e taxações extras sobre estes bônus, para moralizar o pagamento”, destaca o informativo.

Pode ou não pode?

“No Brasil, a bonificação para executivos não pode ser incluída no bolo da PLR, já que, como funcionários estatutários – que podem ser responsabilizados por suas decisões e passam por sabatina no Banco Central – não são contratados pela CLT. O pagamento de bônus para estes diretores é regulado por outra lei, que rege as sociedades abertas e não oferece isenções como a da PLR”, ressalta a Feeb RJ/ES.

“Há também a questão da incidência da isenção. As empresas só ficam liberadas de pagar encargos trabalhistas e previdenciários se a participação nos lucros for contratada através de convenção ou acordo coletivo com os sindicatos que representam os funcionários. Quando acontece a negociação, é estabelecido um critério para definir o montante que será distribuído e sobre este valor incide a isenção”, explica a entidade carioca.

“Caso a empresa lance em seu balanço um valor maior – muitas vezes incluindo, de contrabando, a bonificação de executivos -, a diferença entre os valores não será contratada com os empregados e, portanto, não pode ficar isenta de encargos. Assim, a empresa contorna a lei, isentando-se de pagar encargos que, na verdade, são devidos”, conclui o informativo da Feeb RJ/ES.

Fonte: Feeb RJ-ES.

NOTÍCIAS COLHIDAS NO SÍTIO www.contrafcut.org.br.

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