O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central enxerga um cenário mais positivo para a evolução da inflação futura, o que pode gerar as condições necessárias para a primeira queda de juros, em um ano e meio, na sua reunião de setembro. Na ata da reunião da semana passada, divulgada ontem, o comitê retirou a frase em que sugeria manter a taxa básica de juros da economia brasileira (Selic) em 19,75% ao ano por um “período suficientemente longo” para assegurar a convergência da inflação para a meta de 5,1% estabelecida para este ano. Nos últimos três meses, essa frase esteve presente na ata, e a decisão do comitê foi pela manutenção dos juros.
Além disso, o Copom afirmou avaliar que o crescimento da economia brasileira se dá “em ritmo condizente” com a expansão da oferta, o que contribui para manter a inflação sob controle. O cenário internacional também traz otimismo ao BC: “O Copom avalia que, não obstante a elevação recente dos preços internacionais do petróleo, que representa um risco significativamente maior do que havia sido avaliado na reunião de julho do Copom, o cenário externo continua favorável.” Assim, continua se configurando “um cenário benigno para a evolução da inflação”, consideraram os diretores do BC.
O Copom elevou os juros constantemente entre setembro do ano passado e maio deste ano com o objetivo de combater a inflação. Desde então, manteve a taxa básica da economia brasileira em 19,75% ao ano. A expectativa do mercado é de que haja redução para 19,25% na reunião de setembro.
A aposta do mercado se baliza nas previsões de inflação para este ano. De acordo com o Boletim Focus, elaborado pelo BC a partir de consultas a mais de cem instituições financeiras, o IPCA (índice que serve de base para as metas de inflação) deve ficar em 5,34%. Ou seja, bem próximo da meta de 5,1% estabelecida para 2005.
Petróleo
Sobre os resultados do petróleo, o Copom não alterou a previsão de reajuste zero para este ano, mas vê como significativo o risco de uma elevação dos preços até dezembro. A Petrobrás e o Ministério das Minas e Energia, que decidem sobre possíveis reajustes, já alertaram que haverá aumentos se o petróleo permanecer cotado no mercado internacional acima de US$ 60 o barril.
“Independentemente do que ocorra com os preços domésticos da gasolina, deve-se sempre ter em conta que a elevação dos preços internacionais do petróleo desde já representa um fator de risco para a trajetória futura da inflação”, afirmaram os diretores do BC na ata.
Assim como já havia feito em outras atas, o BC não citou a crise política como fonte de nervosismo no mercado, de pressão sobre o dólar e de possíveis altas de preços.
Consenso
A ata sinaliza redução do juro básico a partir de setembro, segundo interpretação da maioria dos economistas ouvidos ontem. Para Zeina Latif, do HSBC Investment, o corte deve ser de 0,25 ponto porcentual. Sílvio Campos Neto, economista-chefe do banco Schahin, também diz acreditar que o juro deverá cair para 19,5% ao ano. Mais otimistas, Gustavo Alcântara, da Mercatto, e Adriano Lopes, do Unibanco, esperam um corte de 0,5 ponto porcentual.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
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Por Mhais• 26 de agosto de 2005• 09:44• Sem categoria
Copom dá sinais de que o juro vai cair em setembro
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central enxerga um cenário mais positivo para a evolução da inflação futura, o que pode gerar as condições necessárias para a primeira queda de juros, em um ano e meio, na sua reunião de setembro. Na ata da reunião da semana passada, divulgada ontem, o comitê retirou a frase em que sugeria manter a taxa básica de juros da economia brasileira (Selic) em 19,75% ao ano por um “período suficientemente longo” para assegurar a convergência da inflação para a meta de 5,1% estabelecida para este ano. Nos últimos três meses, essa frase esteve presente na ata, e a decisão do comitê foi pela manutenção dos juros.
Além disso, o Copom afirmou avaliar que o crescimento da economia brasileira se dá “em ritmo condizente” com a expansão da oferta, o que contribui para manter a inflação sob controle. O cenário internacional também traz otimismo ao BC: “O Copom avalia que, não obstante a elevação recente dos preços internacionais do petróleo, que representa um risco significativamente maior do que havia sido avaliado na reunião de julho do Copom, o cenário externo continua favorável.” Assim, continua se configurando “um cenário benigno para a evolução da inflação”, consideraram os diretores do BC.
O Copom elevou os juros constantemente entre setembro do ano passado e maio deste ano com o objetivo de combater a inflação. Desde então, manteve a taxa básica da economia brasileira em 19,75% ao ano. A expectativa do mercado é de que haja redução para 19,25% na reunião de setembro.
A aposta do mercado se baliza nas previsões de inflação para este ano. De acordo com o Boletim Focus, elaborado pelo BC a partir de consultas a mais de cem instituições financeiras, o IPCA (índice que serve de base para as metas de inflação) deve ficar em 5,34%. Ou seja, bem próximo da meta de 5,1% estabelecida para 2005.
Petróleo
Sobre os resultados do petróleo, o Copom não alterou a previsão de reajuste zero para este ano, mas vê como significativo o risco de uma elevação dos preços até dezembro. A Petrobrás e o Ministério das Minas e Energia, que decidem sobre possíveis reajustes, já alertaram que haverá aumentos se o petróleo permanecer cotado no mercado internacional acima de US$ 60 o barril.
“Independentemente do que ocorra com os preços domésticos da gasolina, deve-se sempre ter em conta que a elevação dos preços internacionais do petróleo desde já representa um fator de risco para a trajetória futura da inflação”, afirmaram os diretores do BC na ata.
Assim como já havia feito em outras atas, o BC não citou a crise política como fonte de nervosismo no mercado, de pressão sobre o dólar e de possíveis altas de preços.
Consenso
A ata sinaliza redução do juro básico a partir de setembro, segundo interpretação da maioria dos economistas ouvidos ontem. Para Zeina Latif, do HSBC Investment, o corte deve ser de 0,25 ponto porcentual. Sílvio Campos Neto, economista-chefe do banco Schahin, também diz acreditar que o juro deverá cair para 19,5% ao ano. Mais otimistas, Gustavo Alcântara, da Mercatto, e Adriano Lopes, do Unibanco, esperam um corte de 0,5 ponto porcentual.
Fonte: www.gazetadopovo.com.br
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