Agência EFE
A Confederação Sindical Coreana (KCTU) convocou hoje, quarta-feira, uma greve que será apoiada por milhares de trabalhadores contra uma lei que permite a empresários exigir indenizações de funcionários por conta de interrupções trabalhistas, como greves e paralisações.
Segundo a KCTU, mais de 150 mil trabalhadores de 120 organizações sindicais vinculadas aos setores têxtil, automobilístico, metalúrgico e químico apoiaram a greve, enquanto o Governo estima que a manifestação conte com o apoio de 44 mil trabalhadores de 76 organizações trabalhistas.
A empresa automobilística Hyundai Motor foi a mais afetada pela paralisação, já que 25 mil funcionários a apoiaram. Na quinta-feira passada, uma greve similar de meia jornada fez a empresa perder 30 bilhões de wones (25 milhões de dólares), ao deixar de fabricar pouco mais de 2 mil automóveis.
Além disso, a KCTU organizou manifestações em Seul e outras 18 cidades, com a adesão de cerca de 10 mil trabalhadores, que exigiam do Governo medidas para acabar com os pleitos de empresas contra funcionários e com a discriminação dos trabalhadores temporários.
Até o momento, os empresários impetraram litígios contra seus empregados para pedir a devolução de 140 bilhões de wones (119 milhões de dólares) por danos calculados nas greves.
Os sindicatos esperavam que o presidente Roh Moo Hyun adotasse uma política econômica a seu favor, mas agora acusam o Governo de reprimir os trabalhadores e de ter assumido uma postura favoravel às associações patronais.
A tensão entre o Governo e os sindicatos cresceu com o suicídio nos últimos meses de cinco trabalhadores em protesto contra a política governamental.
No domingo passado, houve choques violentos em Seul entre a polícia e os trabalhadores, durante uma mobilização que deixou dezenas de feridos e na qual, pela primeira vez em seis anos, foram utilizados coquetéis molotov.
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Por Mhais• 12 de novembro de 2003• 09:48• Sem categoria
COREANOS FAZEM GREVE CONTRA LEI QUE PREVÊ INDENIZAÇÃO POR GREVES
Agência EFE
A Confederação Sindical Coreana (KCTU) convocou hoje, quarta-feira, uma greve que será apoiada por milhares de trabalhadores contra uma lei que permite a empresários exigir indenizações de funcionários por conta de interrupções trabalhistas, como greves e paralisações.
Segundo a KCTU, mais de 150 mil trabalhadores de 120 organizações sindicais vinculadas aos setores têxtil, automobilístico, metalúrgico e químico apoiaram a greve, enquanto o Governo estima que a manifestação conte com o apoio de 44 mil trabalhadores de 76 organizações trabalhistas.
A empresa automobilística Hyundai Motor foi a mais afetada pela paralisação, já que 25 mil funcionários a apoiaram. Na quinta-feira passada, uma greve similar de meia jornada fez a empresa perder 30 bilhões de wones (25 milhões de dólares), ao deixar de fabricar pouco mais de 2 mil automóveis.
Além disso, a KCTU organizou manifestações em Seul e outras 18 cidades, com a adesão de cerca de 10 mil trabalhadores, que exigiam do Governo medidas para acabar com os pleitos de empresas contra funcionários e com a discriminação dos trabalhadores temporários.
Até o momento, os empresários impetraram litígios contra seus empregados para pedir a devolução de 140 bilhões de wones (119 milhões de dólares) por danos calculados nas greves.
Os sindicatos esperavam que o presidente Roh Moo Hyun adotasse uma política econômica a seu favor, mas agora acusam o Governo de reprimir os trabalhadores e de ter assumido uma postura favoravel às associações patronais.
A tensão entre o Governo e os sindicatos cresceu com o suicídio nos últimos meses de cinco trabalhadores em protesto contra a política governamental.
No domingo passado, houve choques violentos em Seul entre a polícia e os trabalhadores, durante uma mobilização que deixou dezenas de feridos e na qual, pela primeira vez em seis anos, foram utilizados coquetéis molotov.
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