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CPI dos Correios vai ouvir ex-tesoureiro do PSDB

da Folha Online

A sub-relatoria de contratos da CPI dos Correios convocou para depor na próxima quarta-feira, a partir das 14h, Cláudio Roberto Mourão da Silveira, tesoureiro da campanha do presidente do PSDB, senador Eduardo Azeredo (MG), ao governo de Minas Gerais em 1998.

A comissão está investigando novos empréstimos do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza à campanha de Azeredo, segundo informou a senadora Ideli Salvatti (PT-SC). Mourão já admitiu ter recebido recursos de Valério.

Até agora, a comissão apurou que Valério emprestou cerca de R$ 14 milhões para a campanha tucana. “Descobrimos que o esquema de Minas Gerais tem mais empréstimos de Marcos Valério para Cláudio Mourão, em 2000 e 2001”, declarou Ideli.

Banco Rural

Em 1998, Valério contraiu dívidas junto ao Banco Rural. Até agora, a CPI apurou que foram levantados cerca de R$ 14 milhões. Em 2003, Valério quitou a dívida pagando somente R$ 2 milhões. “O esquema de Marcos Valério começou em Minas Gerais com financiamento de campanhas do PSDB e do PFL. Há uma identidade na forma de fazer empréstimos e a relação das estatais de Minas que foram garantidoras dessas operações”, afirmou a senadora petista.

Ideli acredita que o envolvimento do PFL e PSDB seja ainda maior e quer abrir o sigilo dos arquivos informatizados do empresário Daniel Dantas, presidente do Opportunity. A CPI pediu a quebra de sigilo, mas Dantas conseguiu na Justiça impedir a abertura dos arquivos.

Abastecimento

A ministra Ellen Gracie Northfleet, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu a quebra do sigilo acatando a alegação de Dantas de que as informações não têm a ver com o foco das investigações. “Tanto a CPMI dos Correios como a da Compra de Votos levantaram indícios sobre as relações de Dantas com Marcos Valério. Duas empresas de Dantas, a Telemig e a Amazônia Celular, estão entre as principais fontes de abastecimento de Marcos Valério”, afirmou Ideli.

A senadora reclama também das dificuldades que a oposição levanta para impedir uma maior investigação de financiamentos irregulares de campanha que não sejam do PT. “Há uma clara, nítida, inequívoca intenção de investigar o PT e não a corrupção. Para eles, corrupção tem validade”, disse.

Por 17:48 Notícias

CPI dos Correios vai ouvir ex-tesoureiro do PSDB

da Folha Online
A sub-relatoria de contratos da CPI dos Correios convocou para depor na próxima quarta-feira, a partir das 14h, Cláudio Roberto Mourão da Silveira, tesoureiro da campanha do presidente do PSDB, senador Eduardo Azeredo (MG), ao governo de Minas Gerais em 1998.
A comissão está investigando novos empréstimos do publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza à campanha de Azeredo, segundo informou a senadora Ideli Salvatti (PT-SC). Mourão já admitiu ter recebido recursos de Valério.
Até agora, a comissão apurou que Valério emprestou cerca de R$ 14 milhões para a campanha tucana. “Descobrimos que o esquema de Minas Gerais tem mais empréstimos de Marcos Valério para Cláudio Mourão, em 2000 e 2001”, declarou Ideli.
Banco Rural
Em 1998, Valério contraiu dívidas junto ao Banco Rural. Até agora, a CPI apurou que foram levantados cerca de R$ 14 milhões. Em 2003, Valério quitou a dívida pagando somente R$ 2 milhões. “O esquema de Marcos Valério começou em Minas Gerais com financiamento de campanhas do PSDB e do PFL. Há uma identidade na forma de fazer empréstimos e a relação das estatais de Minas que foram garantidoras dessas operações”, afirmou a senadora petista.
Ideli acredita que o envolvimento do PFL e PSDB seja ainda maior e quer abrir o sigilo dos arquivos informatizados do empresário Daniel Dantas, presidente do Opportunity. A CPI pediu a quebra de sigilo, mas Dantas conseguiu na Justiça impedir a abertura dos arquivos.
Abastecimento
A ministra Ellen Gracie Northfleet, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspendeu a quebra do sigilo acatando a alegação de Dantas de que as informações não têm a ver com o foco das investigações. “Tanto a CPMI dos Correios como a da Compra de Votos levantaram indícios sobre as relações de Dantas com Marcos Valério. Duas empresas de Dantas, a Telemig e a Amazônia Celular, estão entre as principais fontes de abastecimento de Marcos Valério”, afirmou Ideli.
A senadora reclama também das dificuldades que a oposição levanta para impedir uma maior investigação de financiamentos irregulares de campanha que não sejam do PT. “Há uma clara, nítida, inequívoca intenção de investigar o PT e não a corrupção. Para eles, corrupção tem validade”, disse.

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