Os quatro maiores bancos privados de varejo – Banespa, Bradesco, Itaú e Unibanco – somaram um lucro líquido consolidado de R$ 10,504 bilhões nos primeiros nove meses do ano.
O resultado é 52,1% maior do que os R$ 6,9 bilhões obtidos nos primeiros nove meses de 2004 e foi impulsionado pelo salto expressivo do crédito.
Os quatro bancos aumentaram o crédito mais do que a média das instituições e ganharam fatias de mercado, segundo levantamento do Valor. A carteira de crédito com recursos livres do mercado cresceu 22,9% nos doze meses terminados em setembro, informou o Banco Central (BC). Na média dos quatro bancos, o crédito cresceu 24% – marca registrada pelo Itaú e Unibanco. Mas, a carteira do Bradesco cresceu 25,5% e o Banespa, para recuperar espaço, avançou 27,5%.
A receita obtida com o crédito também cresceu. O aumento foi de 18,3%, calculou a consultoria Austin Ratings, atingindo R$ 28,652 bilhões. É o dobro dos R$ 14,595 bilhões da receita apurada por esses bancos com a prestação de serviços.
Ampliando o crédito em um ritmo superior ao mercado, os bancos aumentaram a fatia de negócios. O crescimento mais expressivo foi do Bradesco, cuja participação passou de 22,8% para 23,3% do total de crédito com recursos livres do mercado entre setembro de 2004 e setembro passado. O Itaú também ganhou espaço, passando a dominar 17,20% do mercado de crédito com recursos livres em comparação com 17% um ano antes.
O Unibanco aumentou sua fatia em 0,10 ponto, de 11,3% para 11,4%; e o Banespa também, passando de 3,20% para 3,30%.
O avanço dos quatro grandes foi ainda mais expressivo nas operações com pessoas físicas. Enquanto a média de mercado ampliava esses negócios em 39,4% em setembro sobre setembro de 2004, o Itaú aumentou o crédito para pessoa física em 67,6% e o Bradesco, em 63,6%.
O Bradesco se destacou com o aumento de 120,1% do crédito pessoal e de 83,2% no financiamento ao consumo, em boa parte graças aos acordos operacionais que realizou com bancos médios na cessão de carteiras de crédito consignado e com empresas de varejo. O banco informou ao divulgar o balanço que a carteira de financiamento das vendas da Casas Bahia saiu do zero no início do ano para cerca de R$ 1,5 bilhão em setembro.
O destaque do Unibanco e do Itaú foi o crescimento na área de cartão de crédito. O Unibanco, ao comprar o HiperCard, que pertencia ao grupo nordestino Bompreço, garantiu em boa parte o crescimento de 44% da carteira de crédito (ver matéria abaixo). Já o Itaú registrou um salto de 71,4% nessa carteira depois que adquiriu (junto com o Citigroup) a participação do Unibanco na Credicard. No mercado, o aumento médio da carteira de cartões de crédito foi de 43%, segundo o Banco Central.
O financiamento de veículos foi outro segmento bastante disputado pelos quatro grandes, apesar do spread e dos juros baixos: essa carteira cresceu 66,6% no Bradesco e 75,6% no Itaú. Já o Unibanco, com uma expansão de 30,5%, ficou perto da média do mercado, que aumentou essas operações em 31%.
Por Maria Christina Carvalho De São Paulo
NOTPICIA COLHIDA NO SÍTIO www.valoronline.com.br/veconomico.
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Por Mhais• 13 de novembro de 2005• 20:46• Sem categoria
Crédito garante lucro 52% maior nos maiores bancos privados
Os quatro maiores bancos privados de varejo – Banespa, Bradesco, Itaú e Unibanco – somaram um lucro líquido consolidado de R$ 10,504 bilhões nos primeiros nove meses do ano.
O resultado é 52,1% maior do que os R$ 6,9 bilhões obtidos nos primeiros nove meses de 2004 e foi impulsionado pelo salto expressivo do crédito.
Os quatro bancos aumentaram o crédito mais do que a média das instituições e ganharam fatias de mercado, segundo levantamento do Valor. A carteira de crédito com recursos livres do mercado cresceu 22,9% nos doze meses terminados em setembro, informou o Banco Central (BC). Na média dos quatro bancos, o crédito cresceu 24% – marca registrada pelo Itaú e Unibanco. Mas, a carteira do Bradesco cresceu 25,5% e o Banespa, para recuperar espaço, avançou 27,5%.
A receita obtida com o crédito também cresceu. O aumento foi de 18,3%, calculou a consultoria Austin Ratings, atingindo R$ 28,652 bilhões. É o dobro dos R$ 14,595 bilhões da receita apurada por esses bancos com a prestação de serviços.
Ampliando o crédito em um ritmo superior ao mercado, os bancos aumentaram a fatia de negócios. O crescimento mais expressivo foi do Bradesco, cuja participação passou de 22,8% para 23,3% do total de crédito com recursos livres do mercado entre setembro de 2004 e setembro passado. O Itaú também ganhou espaço, passando a dominar 17,20% do mercado de crédito com recursos livres em comparação com 17% um ano antes.
O Unibanco aumentou sua fatia em 0,10 ponto, de 11,3% para 11,4%; e o Banespa também, passando de 3,20% para 3,30%.
O avanço dos quatro grandes foi ainda mais expressivo nas operações com pessoas físicas. Enquanto a média de mercado ampliava esses negócios em 39,4% em setembro sobre setembro de 2004, o Itaú aumentou o crédito para pessoa física em 67,6% e o Bradesco, em 63,6%.
O Bradesco se destacou com o aumento de 120,1% do crédito pessoal e de 83,2% no financiamento ao consumo, em boa parte graças aos acordos operacionais que realizou com bancos médios na cessão de carteiras de crédito consignado e com empresas de varejo. O banco informou ao divulgar o balanço que a carteira de financiamento das vendas da Casas Bahia saiu do zero no início do ano para cerca de R$ 1,5 bilhão em setembro.
O destaque do Unibanco e do Itaú foi o crescimento na área de cartão de crédito. O Unibanco, ao comprar o HiperCard, que pertencia ao grupo nordestino Bompreço, garantiu em boa parte o crescimento de 44% da carteira de crédito (ver matéria abaixo). Já o Itaú registrou um salto de 71,4% nessa carteira depois que adquiriu (junto com o Citigroup) a participação do Unibanco na Credicard. No mercado, o aumento médio da carteira de cartões de crédito foi de 43%, segundo o Banco Central.
O financiamento de veículos foi outro segmento bastante disputado pelos quatro grandes, apesar do spread e dos juros baixos: essa carteira cresceu 66,6% no Bradesco e 75,6% no Itaú. Já o Unibanco, com uma expansão de 30,5%, ficou perto da média do mercado, que aumentou essas operações em 31%.
Por Maria Christina Carvalho De São Paulo
NOTPICIA COLHIDA NO SÍTIO www.valoronline.com.br/veconomico.
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