Brasília – Ministros de países ibero-americanos responsáveis pela área da juventude vão propor aos chefes de Estado e de governo reunidos na 18ª Cúpula Ibero-Americana um plano de cooperação e integração da juventude para coordenar políticas e ações dirigidas à inclusão social dos jovens da região. Juventude e Desenvolvimento é o tema do encontro, que será realizado de quarta a sexta-feira (29 a 31) em San Salvador. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará da abertura do evento na capital salvadorenha.
Na cúpula do ano passado, em Santiago do Chile, 2008 foi declarado Ano Ibero-Americano da Juventude. Cerca de 150 milhões de jovens vivem nos 22 países de língua portuguesa e espanhola da América Latina e Europa, que integram a comunidade ibero-americana. Iniciativas e acordos em favor da juventude costumam constar nas declarações finais do encontro anual de líderes latino-americanos e europeus. Neste ano, a juventude será o foco dos debates por sugestão de El Salvador – país que ocupa a secretaria pro tempore ibero-americana.
A cúpula deste ano se propõe a buscar soluções inovadoras para os problemas dos jovens, especialmente nas áreas de educação, saúde e inserção no mercado de trabalho. O tema vem sendo discutido desde abril por especialistas e ministros da área em reuniões e seminários. A juventude também foi tema das diversas reuniões setoriais preparatórias ao encontro deste ano (saúde, educação, cultura, turismo, gênero, meio ambiente, agricultura, justiça, trabalho, habitação e desenvolvimento urbano, transporte e infra-estrutura).
“Investir nesse setor é, mais que uma política social acertada, uma das decisões de fundo que devemos tomar para erradicar a pobreza e avançar decididamente na trilha do desenvolvimento”, resume o vice-ministro de Relações Exteriores de El Salvador e secretário Pro Tempore Ibero-Americano, Eduardo Cálix, em texto de boas-vindas no site da cúpula.
A conferência ibero-americana foi lançada em 1991, por sugestão espanhola, como parte das comemorações pelos 500 anos do chamado Encontro de Dois Mundos – seu calendário inclui reuniões ministeriais preparatórias e uma cúpula anual de chefes de Estado e de governo. O objetivo central dessa aproximação é impulsionar a cooperação, a coordenação de posições e a solidariedade entre as nações ibero-americanas.
Integram a comunidade ibero-americana Brasil; Argentina; Bolívia; Chile; Colômbia; Costa Rica; Cuba; Equador; El Salvador; Espanha; Guatemala; Honduras; México; Nicarágua; Panamá; Peru; Paraguai; Portugal; Principado de Andorra; República Dominicana; Uruguai e Venezuela.
Por Mylena Fiori – Repórter da Agência Brasil.
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Seminário discute parceria para evitar que jovens sejam atraídos pelo crime
Brasília – Propostas para evitar que o jovem das regiões metropolitanas, principalmente moradores de favelas, seja atraído pela criminalidade foram debatidas durante toda essa semana por cerca de 50 integrantes da Central Única de Favelas (Cufa).
Eles participaram de um seminário proposto pelo Ministério da Justiça e que faz parte do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci). Hoje (23), durante o encerramento, o ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou que a parceria com a Cufa poderá contribuir para agregar a diversidade presente na periferia. O objetivo é que a organização apresente projetos culturais, esportivos voltados aos jovens.
“O estado dispõe de mecanismos de aproximação, de integração social, que podem iniciar um processo de resgate desses jovens que estão no caminho do crime ou para serem controlados pelo crime organizado nestas regiões”, diz Tarso.
A Central Única de Favelas é uma organização criada a partir da união de jovens de várias favelas, inicialmente, do Rio de Janeiro, formados, em sua maioria, por negros. Atualmente, atua em 80 municípios dos 27 estados brasileiros, abrangendo cerca de 480 mil jovens.
A proposta da Cufa é atender, além dos jovens moradores de faveles, os que estão em conflito com a lei e os egressos do sistema penal. As ações integrarão o Projeto Invisibilidade.
O coordenador nacional da Cufa no Ceará, Preto Zezé, afirma que é importante dar oportunidades para os jovens, principalmente os de baixa renda. “Assim, ele acessa as riquezas que estão do lado de lá, a tecnologia, o conhecimento, o contato as pessoas, as políticas públicas e retorna para sua comunidade, de forma que ele mude a si próprio e o entorno onde ele está inserido”.
Para o coordenador nacional da Cufa no Rio Grande do Sul, Manoel Soares, esses jovens passam por um processo diário de “invisibilidade social” e têm dificuldades no acesso a políticas públicas. Entretanto, essa situação, segundo ele, pode ser descontruída.
“Quando eu era criança arquitetei o roubo de uma bola de basquete. Eu já tinha observado que o dono da loja saía e estava planejando, entrar na loja e roubar uma bola para eu ter em minha casa. Quando eu cheguei em casa, a minha mãe me entregou uma bola de basquete, mais simples. Eu vi a alegria dela. Ela disse: olha, taí ó. Eu tô vendo que você tá gostando desse negócio de basquete.”
Soares afirma que da mesma forma que a sua mãe conseguiu quebrar um “ciclo de delito”, outras ações também podem ter o mesmo resultado. Ele cita a proposta de pagamento de bolsas aos jovens – incluída no Pronasci – como uma alternativa para contribuir para uma mudança cultural e inibir o ingresso do jovem ao mundo do crime.
“Mesmo que não seja uma intervenção como a do tráfico, que hoje dá ao jovem R$ 2 mil a R$ 3 mil por semana, uma intervenção financeira, às vezes menor, acaba tendo um emblema de que a honestidade vale a pena e o trabalho funciona, inibindo o processo de ingresso desse jovem no mundo do crime”, garante Soares.
Por Lisiane Wandscheer – Repórter da Agência Brasil.
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Crianças aprendem sobre cidadania, ética e preservação do meio ambiente
Brasília – Crianças de escolas públicas e particulares do Distrito Federal e entorno participaram hoje (23) de uma série de atividades sobre cidadania, ética e preservação do meio ambiente. A iniciativa é uma estratégia de prevenção à corrupção e faz parte do projeto Criança Cidadã, desenvolvido pela Controladoria-Geral da União (CGU) em parceria com a Organização da Nações Unidas (ONU), o Centro Gestor e Operacional de Sistemas de Proteção da Amazônia (Censipam) e o Programa Escolas Irmãs, ligado à Presidência da República.
De acordo com o gerente da Diretoria de Prevenção de Corrupção da CGU, Fábio Félix, a idéia é “ensinar noções de cidadania, ética preservação do meio ambiente para essas crianças na linguagem delas”.
Durante a manhã, o evento reuniu 250 crianças de escolas do ensino fundamental das localidades de Recanto das Emas, Sobradinho, São Sebastião, Santo Antônio do Descoberto, Taguatinga, Santa Maria, do Paranoá, Cruzeiro e Plano Piloto em oficinas de desenho, pintura, teatro, contos e coleta seletiva de lixo. Ayana Ferreira Lopes, 8 anos, da Escola 306 do Recanto das Emas, foi uma delas. “É importante para gente saber viver melhor a vida”, disse a aluna.
A oficina de teatro foi transmitida, por videoconferência, para crianças de Manaus, Porto Velho e Belém por meio das unidades do Censipam de cada estado. Em outras oficinas, os alunos puderam acessar o site da CGU (www.cgu.gov.br/portalzinho) que contém informações sobre cidadania e assuntos afins na linguagem da criançada. Agora à tarde, outros 450 estudantes são esperados para as atividades.
Segundo a professora Elisa Lázaro, da Escola Classe Vila do Boa de São Sebastião, a experiêcia vai contribuir muito para a formação do alunos. “É um complemento do que é trabalhado na escola. Os olhos deles brilharam quando chegaram aqui.”, contou.
Para a coordenadora do Programa Escolas Irmãs, Rosângela Rossi, “essa é um boa oportunidade para as crianças conviverem com uma nova realidade, conhecerem outras crianças com semelhanças e diferenças e assim praticar o respeito com o próximo”.
Por Agência Brasil.
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