Claudia Safatle, De Brasília
O novo corte de 2 pontos percentuais definido ontem pelo Copom na taxa básica de juro – que passa a ser de 20% ao ano -, além dos efeitos benéficos sobre a economia, reduzirá em cerca de R$ 6 bilhões as despesas com juros da dívida pública, considerando-se apenas papéis atrelados à Selic com vencimento nos próximos 12 meses.
Essa redução vai melhorar ainda mais os indicadores da dívida mobiliária, que já tiveram notável mudança de janeiro para cá, fruto do ambiente favorável à gestão pública resultante da política econômica e da votação das reformas. A proporção da dívida com vencimento em um ano caiu de 41% em janeiro para 32,5% em agosto. O estoque total da dívida em agosto ficou um pouco acima de R$ 690 bilhões, em comparação aos R$ 636,8 bilhões registrados em janeiro.
Diminuiu, também, a parcela da dívida indexada à taxa de câmbio. Após atingir o pico de 40,67% em setembro do ano passado, auge das incertezas eleitorais, caiu para a casa dos 28%.
Os títulos pré-fixados, que representavam 1,91% do total da dívida em janeiro, hoje equivalem a 7,4%. O prazo médio de vencimento, por causa do aumento da participação dos pré-fixados, teve uma piora: era de 32,4 meses em janeiro e reduziu-se para 31,4 meses em agosto. Na administração da dívida, porém, fez-se “uma troca de prazo por qualidade dos papéis”, avaliou ao Valor o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, José Antônio Gragnani.
Ele adiantou que, para incentivar a compra de títulos indexados ao IGP-M, o Tesouro anunciará no fim do mês leilões de recompra de parcela desses papéis.
Apesar da melhora, os indicadores da dívida ainda estão longe do ideal. A relação dívida líquida/PIB é elevada (57%), inspira cuidados e retrata o uso à exaustão dos juros como instrumento de política monetária.
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Por Mhais• 23 de setembro de 2003• 11:19• Sem categoria
CUSTO DA DÍVIDA CAI MAIS DE R$ 6 BI COM NOVA SELIC
Claudia Safatle, De Brasília
O novo corte de 2 pontos percentuais definido ontem pelo Copom na taxa básica de juro – que passa a ser de 20% ao ano -, além dos efeitos benéficos sobre a economia, reduzirá em cerca de R$ 6 bilhões as despesas com juros da dívida pública, considerando-se apenas papéis atrelados à Selic com vencimento nos próximos 12 meses.
Essa redução vai melhorar ainda mais os indicadores da dívida mobiliária, que já tiveram notável mudança de janeiro para cá, fruto do ambiente favorável à gestão pública resultante da política econômica e da votação das reformas. A proporção da dívida com vencimento em um ano caiu de 41% em janeiro para 32,5% em agosto. O estoque total da dívida em agosto ficou um pouco acima de R$ 690 bilhões, em comparação aos R$ 636,8 bilhões registrados em janeiro.
Diminuiu, também, a parcela da dívida indexada à taxa de câmbio. Após atingir o pico de 40,67% em setembro do ano passado, auge das incertezas eleitorais, caiu para a casa dos 28%.
Os títulos pré-fixados, que representavam 1,91% do total da dívida em janeiro, hoje equivalem a 7,4%. O prazo médio de vencimento, por causa do aumento da participação dos pré-fixados, teve uma piora: era de 32,4 meses em janeiro e reduziu-se para 31,4 meses em agosto. Na administração da dívida, porém, fez-se “uma troca de prazo por qualidade dos papéis”, avaliou ao Valor o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, José Antônio Gragnani.
Ele adiantou que, para incentivar a compra de títulos indexados ao IGP-M, o Tesouro anunciará no fim do mês leilões de recompra de parcela desses papéis.
Apesar da melhora, os indicadores da dívida ainda estão longe do ideal. A relação dívida líquida/PIB é elevada (57%), inspira cuidados e retrata o uso à exaustão dos juros como instrumento de política monetária.
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