O presidente da CUT, Luiz Marinho, disse que a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de elevar a Selic provoca a TPC: a tensão pós-Copom. “Agora viveremos outra tensão, ou seja, uma expectativa de que a partir de agora a economia possa voltar a viver um processo de estagnação.”
Segundo Marinho, os “juros altos inibem investimentos na produção”. “Essa política só interessa aos bancos, que já vinham defendendo a medida para conter a inflação.”
Ele disse que “para garantir o crescimento do país, o governo tem de reduzir os juros, oferecer crédito barato aos produtores e direcionar investimentos para a infra-estrutura, educação, saúde e construção civil.”
O presidente da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, criticou a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central de usar a Selic para controlar a inflação. “Mais uma vez o governo privilegia os especuladores. É absurda a decisão do governo de elevar a taxa básica de juros sob o argumento de conter a alta dos preços.”
A CUT também discorda da estratégia de fazer controle da inflação por meio de taxa de juros. “A inflação deve ser controlada com o choque de produção, através da elevação dos investimentos nos setores produtivos e da recuperação do nível de emprego e da massa salarial. É indispensável a redução da Selic e dos juros cobrados na ponta do processo e no crédito.”
Segundo Juruna, a elevação da Selic vai “conter a incipiente retomada econômica, desacelerar a oferta de emprego e reduzir o rendimento do trabalhador.”
Marinho, da CUT, disse que a decisão de elevar os juros é “inaceitável”. Segundo ele, essa decisão coloca “em risco a continuidade do crescimento econômico do país”. “A decisão do Copom compromete ainda mais o endividamento público e inibe os investimentos nos setores produtivos.”
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Eleno José Bezerra, disse que a elevação dos juros “reflete a falta de confiança do governo na sua política econômica e sinaliza que vamos continuar com o freio de mão puxado”. “Tal decisão só vai inibir a oferta de empregos, refrear os investimentos, contribuir para impedir a recuperação dos salários e, por consequência, uma melhor distribuição de renda, e beneficiar, mais uma vez, o setor financeiro.”
Fonte: Folha Online
Notícias recentes
- Desemprego no 1º trimestre é de 6,1%, o menor já registrado no período
- Contraf-CUT lamenta o falecimento do dirigente sindical Daniel Machado Gaio
- A reação de Lula à decisão do Senado de rejeitar Messias para o STF
- Após estratégias para reduzir os preços da gasolina e do diesel, governo Lula lança pacote para subsidiar o gás de cozinha
- Brasil ultrapassa EUA pela 1ª vez em ranking de liberdade de imprensa
Comentários
Por Mhais• 16 de setembro de 2004• 10:30• Sem categoria
CUT diz que Copom cria TPC e Força prevê interrupção de crescimento
O presidente da CUT, Luiz Marinho, disse que a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de elevar a Selic provoca a TPC: a tensão pós-Copom. “Agora viveremos outra tensão, ou seja, uma expectativa de que a partir de agora a economia possa voltar a viver um processo de estagnação.”
Segundo Marinho, os “juros altos inibem investimentos na produção”. “Essa política só interessa aos bancos, que já vinham defendendo a medida para conter a inflação.”
Ele disse que “para garantir o crescimento do país, o governo tem de reduzir os juros, oferecer crédito barato aos produtores e direcionar investimentos para a infra-estrutura, educação, saúde e construção civil.”
O presidente da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, criticou a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central de usar a Selic para controlar a inflação. “Mais uma vez o governo privilegia os especuladores. É absurda a decisão do governo de elevar a taxa básica de juros sob o argumento de conter a alta dos preços.”
A CUT também discorda da estratégia de fazer controle da inflação por meio de taxa de juros. “A inflação deve ser controlada com o choque de produção, através da elevação dos investimentos nos setores produtivos e da recuperação do nível de emprego e da massa salarial. É indispensável a redução da Selic e dos juros cobrados na ponta do processo e no crédito.”
Segundo Juruna, a elevação da Selic vai “conter a incipiente retomada econômica, desacelerar a oferta de emprego e reduzir o rendimento do trabalhador.”
Marinho, da CUT, disse que a decisão de elevar os juros é “inaceitável”. Segundo ele, essa decisão coloca “em risco a continuidade do crescimento econômico do país”. “A decisão do Copom compromete ainda mais o endividamento público e inibe os investimentos nos setores produtivos.”
O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Eleno José Bezerra, disse que a elevação dos juros “reflete a falta de confiança do governo na sua política econômica e sinaliza que vamos continuar com o freio de mão puxado”. “Tal decisão só vai inibir a oferta de empregos, refrear os investimentos, contribuir para impedir a recuperação dos salários e, por consequência, uma melhor distribuição de renda, e beneficiar, mais uma vez, o setor financeiro.”
Fonte: Folha Online
Deixe um comentário