A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical podem organizar de forma conjunta a campanha salarial do segundo semestre. A única vez que as duas centrais se uniram neste sentido foi em 2000, quando, diferentemente deste ano, a economia e o emprego formal se recuperavam.
A Força dá como certa a parceria com a CUT e vê possibilidade de unificar a bancada de negociação. Há três anos, a pauta de reivindicação foi comum, mas representantes de cada entidade discutiram, separadamente, com os empresários.
Os presidentes da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, e da CUT, Luiz Marinho, teriam se encontrado na tarde de ontem e fechado a campanha. Oficialmente, a CUT diz que uma reunião na próxima semana vai decidir o rumo da campanha.
A idéia vinha amadurecendo nos encontros do Fórum Nacional do Trabalho. “Se vamos representar juntos os trabalhadores na discussão política, por que não poderíamos mostrar capacidade de articulação na vida real”, argumenta o secretário geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna.
A estratégia seria agregar peso político à mobilização, em um momento de crise econômica, em que as negociações salariais ficam mais difíceis. Levantamento do Dieese com 142 acordos no primeiro semestre mostra que a minoria, 45,8%, conseguiu repôr a inflação. Em 2000, o resultado foi contrário: 67% delas recuperaram as perdas.
“Haverá resistência. Os critérios de negociação das duas centrais são antagônicos e, nesse momento, podemos ter eixos em comum, mas não temos campanha unificada” diz o secretário de política sindical da CUT-SP, Flavio de Gomes Souza.
A oposição a uma nova campanha salarial unificada se deve à experiência de 2000. Norteada por greves e até interferência da Justiça, a campanha foi quebrada pela Força, que concordou em fechar acordos com reajuste de 8% – o percentual reivindicado inicialmente era 10%. A CUT prosseguiu nas negociações com seus sindicatos, com sucesso.
A Força declara que 25 categorias filiadas a ela tem data-base no segundo semestre, e representam 2,5 milhões de trabalhadores. A CUT afirma ter 38 categorias com negociação no período, na base de 1,5 milhão de empregados, entre metalúrgicos, químicos e comerciários.
No primeiro semestre, a Força convidou a CUT para participar de uma campanha de antecipação salarial mas, naquela ocasião, a CUT recusou a proposta e lançou uma campanha “independente”.
Hoje, em frente à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a CUT lança a campanha unificada das categorias filiadas a ela.
Débora Guterman, De São Paulo
Fonte: Valor Econômico
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Por Mhais• 15 de agosto de 2003• 10:00• Sem categoria
CUT E FORÇA PODEM RETOMAR CAMPANHA SALARIAL CONJUNTA
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical podem organizar de forma conjunta a campanha salarial do segundo semestre. A única vez que as duas centrais se uniram neste sentido foi em 2000, quando, diferentemente deste ano, a economia e o emprego formal se recuperavam.
A Força dá como certa a parceria com a CUT e vê possibilidade de unificar a bancada de negociação. Há três anos, a pauta de reivindicação foi comum, mas representantes de cada entidade discutiram, separadamente, com os empresários.
Os presidentes da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, e da CUT, Luiz Marinho, teriam se encontrado na tarde de ontem e fechado a campanha. Oficialmente, a CUT diz que uma reunião na próxima semana vai decidir o rumo da campanha.
A idéia vinha amadurecendo nos encontros do Fórum Nacional do Trabalho. “Se vamos representar juntos os trabalhadores na discussão política, por que não poderíamos mostrar capacidade de articulação na vida real”, argumenta o secretário geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna.
A estratégia seria agregar peso político à mobilização, em um momento de crise econômica, em que as negociações salariais ficam mais difíceis. Levantamento do Dieese com 142 acordos no primeiro semestre mostra que a minoria, 45,8%, conseguiu repôr a inflação. Em 2000, o resultado foi contrário: 67% delas recuperaram as perdas.
“Haverá resistência. Os critérios de negociação das duas centrais são antagônicos e, nesse momento, podemos ter eixos em comum, mas não temos campanha unificada” diz o secretário de política sindical da CUT-SP, Flavio de Gomes Souza.
A oposição a uma nova campanha salarial unificada se deve à experiência de 2000. Norteada por greves e até interferência da Justiça, a campanha foi quebrada pela Força, que concordou em fechar acordos com reajuste de 8% – o percentual reivindicado inicialmente era 10%. A CUT prosseguiu nas negociações com seus sindicatos, com sucesso.
A Força declara que 25 categorias filiadas a ela tem data-base no segundo semestre, e representam 2,5 milhões de trabalhadores. A CUT afirma ter 38 categorias com negociação no período, na base de 1,5 milhão de empregados, entre metalúrgicos, químicos e comerciários.
No primeiro semestre, a Força convidou a CUT para participar de uma campanha de antecipação salarial mas, naquela ocasião, a CUT recusou a proposta e lançou uma campanha “independente”.
Hoje, em frente à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a CUT lança a campanha unificada das categorias filiadas a ela.
Débora Guterman, De São Paulo
Fonte: Valor Econômico
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